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PRESIDENTE DA UNISOL DEBATE TURISMO E ARTESANATO NO VALE DO RIBEIRA

Nesta quarta, Léo Pinho encerrou sua visita aos empreendimentos solidários da região, marcada pelo plantio de banana e de palmito pupunha

Um debate sobre a possibilidade de incrementar o turismo e o artesanato na cidade de Sete Barras encerrou nesta quarta-feira (26/5) o último dia de visitas do presidente da Unisol Brasil, Léo Pinho, a empreendimentos solidários do Vale do Ribeira (SP). Reunido com filiados da Coopafasb (Cooperativa de Agricultura Familiar de Sete Barras), Pinho ouviu demandas que a Unisol pode ajudar a defender em Brasília.
E também fez sugestões para os operadores de turismo buscarem recursos para municípios de Interesse Turístico – como é o caso de Sete Barras – junto ao governo do Estado. “Nossa intenção é ajudar a formar uma cooperativa de trabalho que aqueça o setor, sempre dependendo dos operadores do turismo”, disse Pinho.

Léo Pinho e o prefeito de Sete Barras, Dean Martins


Ele também sugeriu aos representantes do artesanato registrar os artistas na Sutaco (Subsecretaria do Trabalho Artesanal nas Comunidades). Pinho ainda visitou o prefeito da cidade, Dean Martins, na companhia do vice, Jorge Kiyoharu, que havia participado da reunião na Coopafasb.
A quarta-feira havia começado em Juquiá, onde, sempre acompanhado da líder estudantil Júlia Köpf, do Coletivo ParaTodos, o presidente da Unisol visitou a Coopafarga – uma das mais antigas cooperativas da região, tão tradicional que reúne agricultores de municípios como Miracatu, Piedade, Registro, São Miguel Arcanjo e até Iguape, no litoral paulista. Pinho fez a exposição dos desafios para os próximos meses, inclusive da luta em Brasília contra os projetos de lei que prejudicam a agricultura familiar em todo o país. E conversou com agricultores da cidade, marcada pelo famoso rio e suas corredeiras.
Nos próximos dias, a Unisol vai divulgar reportagens sobre alguns dos empreendimentos solidários do Vale do Ribeira, especializados no plantio e na venda de banana e, em alguns casos, de palmito pupunha. São cooperativas de primeiro grau que representam agricultores de cidades da região, por sua vez representadas política e logisticamente pela CooperCentral VR, filiada à Unisol.

Equipe da Coopafarga com Pinho e Köpf

PRESIDENTE DA UNISOL ARTICULA LUTA PELA AGRICULTURA FAMILIAR COM QUILOMBOS DE ELDORADO (sp)

Léo Pinho está em viagem pelo Vale do Ribeira discutindo propostas para a economia solidária com entidades filiadas à CooperCentral

O apoio para lutar contra leis que prejudicam a economia solidária e a costura de uma aproximação entre a Comissão Nacional de Direitos Humanos e as comunidades quilombolas do Vale do Ribeira. Essas foram propostas debatidas pelo presidente da Unisol (Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários), Léo Pinho, e os grupos, todos de quilombos, visitados nesta terça (25/5), durante o segundo dia da viagem aos empreedimentos membros da CooperCentral VR.

Léo Pinho conversando com a comunidade do quilombo Ivaporunduva

As visitas de hoje foram todas em Eldorado, cidade com uma diversidade de quilombos. Neles, a comunidade vive da terra, comercializando produtos típicos do Ribeira – como banana e palmito pupunha – e plantando outros diversificados para subsistência. São quilombos instalados na área, alguns desde o século XIX, outros já do final do século XX. Todos, porém, compartilham problemas: a pressão dos grandes proprietários sobre o uso da terra, o tristemente comum preconceito étnico e ainda o desaquecimento econômico proveniente da pandemia de covid-19 e dos erros do atual governo.

Neste cenário, o presidente da Unisol convidou os líderes e os quilombolas com quem conversou a ajudarem na organização da resistência a projetos nocivos que estão tramitando no Congresso Nacional.

Um deles, que já passou pela Câmara e agora está no Senado, busca criar reserva de mercado para o fornecimento de leite líquido para a merenda escolar em todo o país. “Por si só, o leite líquido pode não ser um grande problema, exceto em comunidades desacostumadas ao seu consumo, como algumas ribeirinhas no Norte do país. O problema é que, quando se cria reserva de mercado para um produto, abre-se um precedente para que seja garantida exclusividade para outros. E, claro, por terem recursos para o lobby, as grandes empresas acabam monopolizando o fornecimento e prejudicando o produtor familiar”, explicou Léo Pinho.

Acompanhando-o na viagem, a líder estudantil Julia Köpf, do coletivo ParaTodos, convidou as comunidades a organizar um seminário para a juventude local. “Queremos ajudar os jovens a se articular segundo seus anseios para garantir um futuro na terra que é deles.” O evento ainda terá outras fases de planejamento.

A visita da manhã ocorreu no galpão da Cooperquivale, que tem 16 comunidades quilombolas filiadas, num total de 286 cooperados, e trabalha com a VR CooperCentral ajudando na representação política e na logística.

Julia Köpf conversando com a comunidade no quilombo Ivaporunduva

À tarde, a visitação foi no notório quilombo Ivaporunduva, com mais de mil membros (contando comunidades vizinhas). Nele já ocorre o chamado “turismo étnico” – ou seja, é um ponto de visitação para escolas conhecerem a história da escravidão e da luta do povo negro, em particular no sul do estado de São Paulo.

Os representantes de ambas as entidades se comprometeram com a aproximação e em participar das lutas encampadas pela Unisol. A agenda de visitações será concluída nesta quarta (26), em outras duas cidades do Vale do Ribeira.

Mel produzido na Cooperquivale fruto da agricultura familiar.

CENTRAIS LANÇAM AGENDA DE TEMAS PRINCIPAIS PARA LEGISLATIVO PARA DISCUTIR EM 2021

Puxada pelo auxílio emergencial, pauta fala de igualdade entre homens e mulheres e reforma tributária, entre outros temas

As centrais sindicais brasileiras lançam nesta quarta (26), às 10h, uma agenda com as principais pautas de interesse para os trabalhadores brasileiros a serem discutidas em 2021 pelo Congresso Nacional. O primeiro tema a ser tratado no contexto de pandemia de covid-19, claro, é o auxílio emergencial – as centrais reicindicam a ampliação do auxílio para mais trabalhadores e im valor mínimo de R$ 600.

Outros temas entram em pauta também: um programa nacional de empregos durante a pandemia, a equiparação salarial entre homens e mulheres, novas regras para o FGTS, reformas administrativa e tributária, entre tantos. “São os temas de principal interesse para a maioria da população brasileira”, observou o presidente da Unisol, Léo Pinho.

Assinam o documento CUT, CGTB, Força Sindical, CSB, NCST, UGT, CTB, Intersindical, CSP Conlutas e Publica Central do Servidor.

Você pode acessar a agenda aqui.

UNISOL ENTREGA SUGESTÃO DE PL PARA IMPLANTAÇÃO DE ORGÂNICOS NA AGRICULTURA FAMILIAR DO VALE DO RIBEIRA.

Presidente Léo Pinho visitou duas cooperativas no primeiro dia de atividades junto à Coopercentral VR, em SP

Um projeto de lei para que as prefeituras passem progressivamente a adquirir produtos orgânicos da agricultura familiar. Este foi o texto entregue pelo presidente da Unisol (Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários), Léo Pinho, às lideranças de duas cooperativas do Vale do Ribeira, na região sul do estado de São Paulo. (Foto de capa, da esquerda para direita: Julia Köpf; o vereador de Miracatu Claudio Honorio; o presidente da Abam, Rafael Grothe; e Léo Pinho)

O objetivo é garantir que as prefeituras de Miracatu e Sete Barras comprem um índice mínimo de produtos orgânicos e agroecológicos – mais saudáveis e menos agressivos ao meio ambiente. Ao mesmo tempo, a implementação da lei garantiria o sustento de centenas de famílias que vivem da agricultura no Vale sem ter conexão com grandes empresas.

Leo Pinho conversa com cooperados na Abam

Nesta segunda (24/5), junto com a líder estudantil Julia Köpf, do coletivo ParaTodos, Pinho começou sua visita de três dias a empreendimentos filiados à Coopercentral VR, cooperativa de segundo grau – ou seja, que reúne iniciativas de diversas cidades do Vale do Paraíba.

Pela manhã, a visita foi à Associação dos Bananicultores de Miracatu (Abam) onde, depois de conversar com os associados, Pinho entregou o texto do PL ao vereador Claudio Honorio. O evento, concluído com uma reunião-debate entre os filiados, ocorreu no próprio galpão de logística da Abam, com os devidos cuidados de uso da máscara e distanciamento.

A Abam reúne 105 produtores em torno do plantio e do beneficiamento da banana – cujos derivados, incluindo doces e chips, são dos principais produtos do Vale do Ribeira.

Leo Pinho conversa com membros da Cooperagua

À tarde, a visita foi ao galpão da Cooperagua, em Sete Barras, onde Léo e Julia conversaram com os cooperados. Parte deles reside no assentamento anexo, no qual se destacam as plantações de banana, palmito e açaí jussara, uma variedade típica da região.

O presidente da Unisol ouviu sobre os problemas da área. Muitos agricultores ainda encontram dificuldades para obter autorização e levar infraestrutura mínima para o terreno de plantio, ainda que este plantio seja de produtos agroecológicos ou até mesmo agroflorestais.

“O impacto é mínimo, praticamente inexistente, e ainda assim as grandes empresas, que geram impactos enormes, conseguem autorizações mais facilmente do que nossas cooperativas”, disse o presidente da CooperCentral VR, Isnaldo Lima da Costa Júnior, que acompanhou todas as visitas.

Ao final, Léo Pinho pediu que a CooperCentral reúna as demandas, criando projetos unificados que possam ser defendidos pela Unisol em diferentes instàncias públicas e privadas. “Se vários empreendimentos precisam do mesmo insumo, nós não precisamos fazer vários pedidos, mas apenas um que valha para todos. E isso abre espaço para lutarmos por outros insumos também.”

A visita ao Vale do Ribeira prossegue nesta terça (25) e quarta (26).

Fruta de bananeira da Cooperagua, ainda brotando

PRESIDENTE DA UNISOL, LÉO PINHO FAZ GIRO POR EMPREENDIMENTOS NO VALE DO RIBEIRA

Uma série de visitas para registrar produtos e serviços dos empreendimentos do Vale do Ribeira, em São Paulo, será a primeira atividade do presidente da Unisol (Central de Cooperativa e Empreendimentos Solidários), Léo Pinho, reconduzido ao cargo no 6º Congresso da entidade, realizado nesta sexta-feira (21/5) e sábado. Pinho e sua equipe vão conversar com os empreendedores – cooperativistas e associados, todos filiados à Unisol, que trabalham em regime de economia solidária – e fazer registros para compor um catálogo da área.
“Queremos avançar no trabalho de promover a economia solidária no Brasil, mesmo contra a maré imposta pelo atual governo, que é concentrador de renda”, disse Pinho. “Por isso retomamos, agora com maior força, o projeto de dar visibilidade aos produtos e serviços realizados pelos empreendimentos de norte a sul da do país.” A viagem vai compreender as cidades de Juquiá, Sete Barras, Eldorado, Miracatu e Registro, entre outras.

UNISOL BRASIL TEM NOVO ENDEREÇO.

A Unisol Brasil está em nova sede, na rua do Carmo, 56, sala 205/206, na Sé, em São Paulo (SP), e o Telefone +55 11 3241-3958. A alteração foi aprovada e já colocada no novo estatuto durante o 6º Congresso Nacional da Unisol, ocorrido neste sábado. A entidade sai da sede antiga, localizada no Centro de São Bernardo e que tinha sido colocada à venda pelos proprietários.
Como o congresso também aprovou as teses colocadas para a próxima gestão, a nova tese deve ser palco de uma série de inovações, sempre buscando trabalhar a melhoria da economia solidária em todo o Brasil. “Queremos aprimorar os processos de formação continuada e de gestão de empreendimentos, e a nova localização nos oferece oportunidade e espaço para isso”, disse o presidente Léo Pinho, reconduzido ao cargo. “Além da nova sede, novidades vêm aí!”

6º CONGRESSO ELEGE NOVA CHAPA PARA DIRIGIR A UNISOL BRASIL

Léo Pinho é reconduzido na presidência; contas da última gestão e teses que nortearão a próxima são aprovadas
O presidente da Unisol, Léo Pinho, está reeleito para um mandato de mais dois anos à frente da Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários. Maysa Gadelha, da Paraíba, é a nova vice-presidenta; do Rio Grande do Sul, Nelsa Nespolo é a secretária-geral; de São Paulo, Tarcisio Secoli é o novo tesoureiro; e, da Bahia, Edvaldo Pitanga é o novo diretor de Movimentos Sociais. A Chapa Unidade Unisol para Construir um Novo Brasil, que Pinho presidia, foi eleita neste sábado (22/5) no segundo e último dia de atividades do 6º Congresso Nacional da Unisol, que também indicou os novos conselhos geral e fiscal da entidade.
Os delegados dos empreendimentos filiados também votaram nas teses – ou seja, o programa de gestão – que vão basear o trabalho para o próximo mandato. O Congresso foi encerrado com a tomada de posse por parte dos dirigentes novos e renovados.
Pinho abriu o segundo dia de congresso lembrando os eventos de sexta-feira, mencionando a força da entidade nos estados em todas as regiões do Brasil – do Rio Grande do Sul ao Nordeste, passando pelo Acre. “Os estados estão cumprindo os papéis mais importantes, os de federalizar suas ações, com uma organicidade construída em estados como o Rio Grande do Sul e o Piauí.”
O deputado federal Alexandre Padilha, médico e ex-ministro da Saúde, lembrou que a Unisol tem sido um parceiro decisivo, não apenas nas propostas legislativas de economia solidária, mas também no Conselho Nacional de Direitos Humanos, onde a entidade tem assento, representada pela advogada Vivi Mendes. “Nosso mandato como deputado federal apoia a Unisol com projetos e emendas e quer apoiar cada vez mais”, disse Padilha.
Logo depois teve início a assembleia. O primeiro item votado foi a prestação de contas, apresentada ontem pela tesoureira da gestão anterior, Anne Sena, presidenta da Unisol Bahia, e ao parecer do Conselho Fiscal, recomendando pela aprovação das contas – que foi aprovada por unanimidade.
Em seguida, o assessor jurídico da assembleia, o advogado Eugênio Soares Alves, apresentou as propostas de mudança da sede da Unisol Brasil – que foi de São Bernardo do Campo para São Paulo (rua do Carmo, 206, sala 59, na Sé) – e de consequente mudança estatutária. As propostas também foram unanimemente aprovadas.
Na sequência, a assembleia aprovou por unanimidade as teses apresentadas nesta sexta (21), com colaborações da Carta do Nordeste – recomendações redigidas por representantes dos estados nordestinos na Unisol, que também foram aprovadas sem rejeição nem abstenção.
Encerrando a assembleia, a vice-presidente da última gestão, Edinalva Costa, agradeceu emocionada o apoio da Unisol Brasil e das regionais na condução dos trabalhos de fortalecimento da economia solidária nos últimos dois anos.
No final, já com transmissão ao vivo pelo Facebook da Unisol, foram empossados os novos dirigentes, eleitos conforme a lista abaixo:

Chapa Unidade Unisol para Construir:
Presidente: Leonardo Pinho (SP)
Vice Presidenta: Maysa Motta Gadelha (PB)
Secretária Geral: Nelsa Nespolo
Tesoureiro: Tarcísio Secoli (SP)
Diretor de movimentos sociais: Edvaldo Pitanga (BA)

Conselho geral:
Regional Sul: Jair Antunes (SC)
Regional Norte: Carlos Omar (AC)
Regional Sudeste: Cléa Venina (MG)
Regional Nordeste: Rejane Meyson Vieira de Souza (PI)
Regional Centro Oeste: Suelen Vieira do Nascimento Borralho (MT)

Conselho Fiscal:
Maria Rejane Aurélio da Silva
Raimundo Pereira da Silva
Jorge Henrique Morais da Silva
Djenane Martins
Ana Ines de Castro Prieto
Carlos José Caramelo Duarte

PRIMEIRO DIA DE CONGRESSO DA UNISOL TEM APRESENTAÇÃO DE TESES CONTRA O GOVERNO ATUAL E PRESTAÇÃO DE CONTAS.

Ex-ministro Luiz Marinho e deputado Nilto Tatto participaram do evento; propostas de combate ao desmonte da economia solidária foi a tônica

A necessidade de o Brasil outro governo federal para valorizar a economia solidária e os desafios de se instituírem políticas opostas às do governo atual para os próximos anos: esses foram os consensos dos discursos e das manifestações no primeiro dia do 6º Congresso Nacional da Unisol, ocorrido na tarde desta sexta-feira (21/5). O evento foi aberto pouco depois das 14h pelo presidente Léo Pinho, que falou das lutas que a entidade vem travando nos estados e dentro do Congresso Nacional pela valorização da economia solidária em todo o Brasil.
Ele passou a palavra ao presidente de honra da Unisol, o ex-ministro do Trabalho e ex-prefeito de São Bernardo do Campo (SP) Luiz Marinho, que lembrou dos estudos que as entidades de classe trabalhadora realizaram para fundar a Unisol com o apoio do então presidente Luiz Inacio Lula da Silva. “Fomos conhecer as experiências de outros países, como a Itália, para poder implementar esse projeto que hoje faz muito sucesso.”
Nilto Tato, deputado federal, ressaltou a importância das entidades que formam a Sociedade Civil Organizada, principalmente no momento em que “temos o pior Congresso das últimas décadas”. “O pessoal está mesmo passando a boiada, por isso precisamos contar com a Unisol para ajudar a pressionar em nome da sociedade.”
Na mesma direção foi Tarcisio Secoli, da Cooperativa de Crédito dos Metalúrgicos do ABC. Ele falou da entrega de patrimônios públicos que o governo e o Congresso estão efetuando durante este mandato. “Tudo isso é fruto da eleição de 2018. Precisamos discutir rapidamente as mudanças que queremos para o país, e a Unisol tem um papel importante nesse processo.”
Houve também manifestação estrangeira. Mediando o Congresso junto com o advogado Eugênio Alves Soares, o presidente Léo Pinho exibiu o áudio do cumprimento do presidente da Federación de Cooperativas de Producción del Uruguay, Walter Zurdo Rios. “Espero que a pandemia passe para que podemos nos abraçar e trocar nossas experiências de perto”, disse ele.
Nelsa Nespolo, presidenta da Unisol RS, apresentou as teses para a próxima gestão. “Temos um projeto diferente dessa sociedade que está aí, que não nos deixa descansar, não nos deixa desfrutar a vida. A economia solidária é uma estratégia de desenvolvimento e não pode mais ficar na invisibilidade.”
Retomando a palavra, Léo Pinho questionou sobre se haveria dissenso nas teses no que tange à questão de combate ao racismo e de valorização das mulheres – que são maioria não só no Brasil, mas também nos empreendimentos de economia solidária. Houve anuência das teses, que serão votadas neste sábado (22>.
Ao final, a tesoureira da Unisol, Anne Sena, apresentou para os delegados e todos os filiados a prestação de contas da gestão atual, com o apoio de assessores e da auditoria externa, que recomendou aprovação do balanço.
Léo Pinho encerrou o dia de Congresso exigindo a economia solidária de novo no centro da política econômica do Brasil. “Estamos construindo uma unidade para construir um país e essa deve ser a nossa grande tarefa.”

Confira abaixo a relação de cargos e representantes escolhidos durante o congresso:

Presidente: Leonardo Pinho (SP)
Vice Presidenta: Maysa Motta Gadelha (PB)
Secretária Geral: Nelsa Nespolo
Tesoureiro: Tarcísio Secoli (SP)
Diretor de movimentos sociais: Edvaldo Pitanga (BA)

Conselho geral:
Regional Sul: Jair Antunes (SC)
Regional Norte: Carlos Omar (AC)
Regional Sudeste: Cléa Venina (MG)
Regional Nordeste: Rejane Meyson Vieira de Souza (PI)
Regional Centro Oeste: Suelen Vieira do Nascimento Borralho (MT)

Conselho Fiscal:
Maria Rejane Aurélio da Silva
Raimundo Pereira da Silva
Jorge Henrique Morais da Silva
Djenane Martins
Ana Ines de Castro Prieto
Carlos José Caramelo Duarte

REPRESENTANTE DA COOPERATIVA DE CRÉTIDO DOS METALÚRGICOS ENTRA NO DEBATE SOBRE A ECONOMIA SOLIDÁRIA NO BRASIL

As discussões sobre os rumos que o país deve tomar e o papel decisivo da Economia Solidária neles têm ganhando um novo e importante parceiro. Os debates ocorridos nas últimas duas semanas contaram com a presença de Tarcisio Secoli, membro da Cooperativa de Crédito dos Metalúrgicos do ABC, em parceria com a Unisol.
Secoli é ex-secretário de Serviços Urbanos de São Bernardo (SP). Foi candidato a prefeito da cidade em 2014. Hoje trabalha na cooperativa, ligada ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, uma das mais fortes entidades sindicais do Brasil e parceira da Unisol em diversos empreendimentos – tais como o programa Comida para Todos, que está doando alimentos para bancos de São Paulo, Diadema e Ribeirão Preto, entre outras cidades.
“Tarcisio tem um conhecimento profundo do fazer político e há décadas trabalha pela classe trabalhadora. É desde já um parceiro que deve somar muitos benefícios para os projetos da Unisol”, disse o presidente da entidade, Léo Pinho.

Campanha com Metalúrgicos doa 7 ton de alimentos a famílias em vulnerabilidade em Diadema

A Unisol e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC realizaram nesta quinta-feira (13/5) a doação de sete toneladas de alimentos a famílias em situação de vulnerabilidade em Diadema, no ABC, região metropolitana de São Paulo. Os alimentos foram arrecadados pelas entidades, a maior parte junto à Cooper Central do Vale do Ribeira e ao Paratodos-SP. A iniciativa faz parte da campanha Comida para Todos.


Os insumos foram levados para o Banco de Alimentos de Diadema, por meio do qual a prefeitura local os redistribui para as famílias que precisam. “Com a pandemia de covid-19 e a crise econômica, cerca de 55% da população do Brasil está vivendo com algum grau de insegurança alimentar e quase 10% estão passando fome. Dividir alimentos é questão de solidariedade, mas também de trabalhar por um país mais justo”, disse o presidente da Unisol, Léo Pinho.
Por meio da campanha, a central de empreendimentos e o Sindicato dos Metalúrgicos lançaram uma série de cards incentivando a população a contribuir com doações que vão chegar a quem mais precisa. Novas doações serão realizadas na cidade de São Paulo no próximo dia 22 e em Ribeirão Preto no dia 29.


A campanha ainda procura estimular as famílias a comprar dos pequenos produtores, que também sofrem dificuldades em razão da crise e da pandemia. “São 4,4 famílias produzindo pela agricultura familiar em todo o Brasil, e elas não estão recebendo nenhum auxílio do governo”, disse Pinho.


E a campanha também recebe doações em valores. Para auxiliar, basta ligar para o número (11) 99869-0677.

Confira os cards da campanha:

UNISOL APOIA SENADOR JACQUES WAGNER EM DISCUSSÃO SOBRE AUXÍLIO PERMANENTE PARA MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

O presidente da Unisol, Leo Pinho, e a presidente da CoopNatural, Maysa Gadelha, reuniram-se nesta segunda (10/5) com o gabinete do senador baiano Jacques Wagner para discutir o projeto de lei que torna permanente o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte). É um programa criado como emergencial em 2020 para socorrer as micro e pequenas empresas durante os processos de isolamento social em consequência da pandemia de covid-19.
A Unisol apresentou pontos importantes para a fala de Wagner nas reuniões no Senado que, hoje (11) e amanhã vão discutir o projeto. O destaque é para a importância de incluir cooperativas – que reúnem pequenos empreendimentos em sistema de economia solidária – que projeto que transforma o Pronampe de emergencial em permanente.
“Não há motivo por que o governo deva deixar de fora as cooperativas”, disse Pinho. “O perfil dos empreendedores é semelhante, quando não idêntico, ao de micro e pequenos empresários, e todos estão enfrentando problemas parecidos.” A Unisol apoia o projeto e já preparou para, se necessário, apresentar à parte um PL que inclua as cooperativas no programa.

RECOMEÇA A DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS DA AGRICULTURA FAMILIAR PARA A MERENDA DE SÃO PAULO.

Cooper Central do Vale do Ribeira reúne 1,5 mil famílias, que agora estão fornecendo para mais de 1 milhão de famílias da capital

A Cooperativa Central do Vale do Ribeira (VR) retomou nesta semana o fornecimento de alimentos para a merenda da cidade de São Paulo. Após negociação envolvendo a Unisol – à qual a VR é filiada –, a Prefeitura da capital paulista resolveu retomar a preparação de merendas para um milhão de crianças atendidas pela rede pública de Educação, mesmo com as aulas presenciais suspensas. A merenda é a única ou a mais importante fonte de nutrientes de grande parte dessas crianças.
Nas duas fortes ondas da pandemia, o fornecimento foi suspenso em razão do fechamento das escolas. Além de colocar os alunos e suas famílias em situação de insegurança alimentar, a suspensão prejudicou o 1,5 milhão de famílias que, agregadas em seis cooperativas, produzem para a VR na região sudeste do Estado.
A negociação para a retomada resultou num aditamento do contrato em três anos – são mais três anos de segurança alimentar para as crianças da rede municipal e de trabalho garantido para famílias do Vale do Ribeira. A primeira carga foi entregue nesta semana.
Em comunicado oficial, a Cooper Central agradeceu ao presidente da Unisol, Leo Pinho, pela “incansável busca por políticas públicas de fortalecimento”. “Não há motivo para que o abastecimento não continue. É a comunidade garantindo a segurança alimentar da própria comunidade”, disse Pinho. O comunicado também agradece o deputado estadual Samuel Moreira e as secretarias da Prefeitura de São Paulo envolvidas na negociação.

PROGRAMAÇÃO DO 6º CONGRESSO NACIONAL DA UNISOL

6º Congresso terá apresentação de teses e eleição de diretoria no período da tarde
Programação prevê atividades on line para todo o Brasil a partir das 13h dos dias 21 e 22

Saiu a programação do 6º Congresso Nacional da Unisol. Ela prevê atividades durante o período vespertino, sempre a partir das 13h, nos dias 21 e 22 deste mês, sexta-feira e sábado. Eis o programa:
Dia 21/5, 13h:

  • Abertura
  • Apresentação do relatório de gestão e das contas
  • Propostas de alteração estatutária
    Dia 22/5 13h
  • Apresentação das teses de 2021 – 2024
  • Eleição e posse dos componentes do Conselho Geral, da Executiva, Diretoria e do Conselho Fiscal
    As inscrições estão abertas em https://unisolbrasil.org.br/unisol-convoca-para-6o-congresso-em-21-e-22-5/. No site você também poderá conferir as normas do Congresso, que será online para empreendimentos filiados de todo o Brasil.

UNISOL SE POSICIONA CONTRA PL QUE ALTERA PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR

Sobre o Projeto de Lei 3.292/2020, que altera o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE): SEGUIMOS NOS POSICIONANDO CONTRA.
Trazemos os seguinte argumentos:

• O relator, o deputado Carlos Jordy (PSL), não faz menção ao parecer técnico emitido pelo FNDE/MEC em 25/06/2020 e à Nota Técnica nº 13 do MAPA, que posicionaram-se contrariamente às proposições do PL. O substitutivo da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural não apresenta mudanças significativas. NOS POSICIONAMOS CONTRA a integra das propostas que trazem o PL e o substitutivo.
• Ao criar reserva de mercado para o leite fluido, o PL abre um perigoso precedente: o cardápio do PNAE passará a ser definido por meio de leis, e em consequência a partir dos mais diversos tipos de lobby, levando para a pauta do Congresso Nacional responsabilidades que são de nutricionistas. Mais de 10 PLs desta natureza já tramitam no Congresso.
• Reforçamos nossas posições contrárias a: i) o risco de criação de reservas de mercado via lobby; ii) a falta de estrutura de escolas nos municípios mais pobres para o devido armazenamento do leite fluido, iii) a retirada da prerrogativa para nutricionistas elaborarem os cardápios, que devem se pautar pela cultura alimentar e pela produção local, sustentabilidade, sazonalidade, diversificação e alimentação adequada e saudável, iii) a retirada da priorização da aquisição concedida às comunidades tradicionais indígenas e de remanescentes de quilombos, que alija ainda mais estes povos do acesso aos mercados
Se a intenção dos deputados da base governista é ajudar os pequenos agricultores produtores de leite, com o que concordamos, é preciso solicitar ao presidente Bolsonaro e à ministra Tereza Cristina que usem os recursos da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) para a compra de leite e a consequente distribuição aos que têm fome. Em 2020 a PGPM contava com um orçamento de R$ 1,4 bilhão, dos quais só foram executados R$ 167 milhões (11,9%).

Sigam a Nota Técnica FNDE/MEC emitida em 25/06/2020, e a Nota Técnica nº 13 do MAPA!

Conheça nossa posição, acesse a Nota Pública do Observatório da Alimentação Escolar

Nota Técnica FNDE

COOPERATIVA DO RIBEIRA VOLTA A FORNECER PARA MERENDA PAULISTANA

Unisol lutou junto à Prefeitura da capital de São Paulo para que alimentação seja distribuída às casas das famílias; Cooper Central é uma das fornecedoras

A Cooper Central do Vale do Paraíba, empreendimento filiado à Unisol, volta a fornecer alimentos para a merenda da cidade de São Paulo este mês. A retomada é resultado de um processo de muita luta da cooperativa e da Unisol junto com a Prefeitura da capital paulista, que havia suspendido a concessão de alimentos para mais de um milhão de famílias. A Unisol luta para que esta modalidade de fornecimento torne-se modelo para a alimentação escolar de todo o Brasil.
Em razão da pandemia e da forçosa suspensão das aulas, em muitas escolas a Secretaria Municipal de Educação suspendera a merenda – principal fonte de alimentação dos alunos, a maioria crianças, em situação de vulnerabilidade. Na última semana, porém, a Prefeitura anunciou que a cozinha seria reativada e, melhor, entregue diretamente para as famílias destes alunos.
Com isso a Cooper Central VR retoma o fornecimento de alimentos produzidos por sua agricultura, que é de base familiar. A grande força da cooperativa está no plantio de banana e de seus derivados, como doces, mas também de outros hortifrútis como o chuchu, todos produzidos em dez cidades do Vale do Ribeira, a sudeste de São Paulo. Com o fim da paralisia, o contrato da VR está prorrogado por mais três anos. Os caminhões pelos quais os alimentos são entregues pertencem à própria cooperativa.
“A nossa luta é para que esse modelo seja replicado em todo o país, inclusive como política federal”, disse o presidente da Unisol Brasil, Léo Pinho. “Por isso insistimos para que o congresso debata e tire encaminhamentos práticos no Plano Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).”

UNICOPAS E UNISOL APRESENTAM MARCOS LEGAIS DO COOPERATIVISMO NO BRASIL EM EVENTO INTERNACIONAL.

O assessor Eugênio Alves, selecionado pela ACI como especialista nacional para o Brasil, apresentou relatório com os principais pontos do quadro jurídico do cooperativismo no país
Realizado na manhã desta quarta-feira (28), um seminário internacional promovido pela Cooperativa das Américas reuniu representantes do cooperativismo de países da América do Sul. O objetivo foi apresentar os resultados de análises de marcos legais cooperativos do Brasil, do Paraguai, da Argentina e do Uruguai.
O evento faz parte de um projeto desenvolvido pela Cooperativa das Américas, representante da ACI (Aliança Cooperativa Internacional) na região, em parceria com a União Europeia, cujo objetivo é pesquisar e avaliar as legislações cooperativistas em mais de cem países em todo o mundo.
Durante o seminário, que foi realizado em ambiente virtual e contou com a participação de cerca de 80 pessoas, o assessor jurídico da Unicopas e da Unisol Brasil, Eugênio Alves, selecionado pela ACI como especialista nacional para o Brasil, apresentou o relatório com os principais pontos do quadro jurídico do cooperativismo no país.
Dentre as principais recomendações para melhorar o cooperativismo no Brasil apresentadas pelo assessor foi a aprovação do PL (Projeto de Lei) 519/2015, que institui uma nova Lei Geral do Cooperativismo, que pluraliza e moderniza o cooperativismo brasileiro.
O PL nº 519/2015 é resultado de um consenso entre as duas representações do cooperativismo no Brasil: a Unicopas (União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias) e a OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras). O esforço para se ter uma nova lei que incentive o cooperativismo e esteja adequada à Constituição Federal de 1988 começou ainda na década de 1990. O PL prevê, entre outras demandas, a modernização e a liberdade associativa do cooperativismo no Brasil.
“O cooperativismo no Brasil ainda possui um vasto campo para crescimento. Mas, para isso, precisamos aprimorar a legislação e implementar uma efetiva educação cooperativista no sistema de ensino”, recomendou Alves.
A presidenta da Cooperativa das Américas, Graciela Fernández, destacou que os estudos nacionais serão consolidados em um documento regional. “Queremos avaliar as legislações para que possamos fazer uma análise do desenvolvimento do cooperativismo em âmbito regional, especialmente no que diz respeito ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030. Junto com as redes de organismos internacionais, poderemos articular e integrar a nossas legislações em todo o continente”.
Clique aqui para acessar o relatório completo do Brasil, disponível em inglês e espanhol
Os relatórios completos dos demais países estão disponíveis em inglês e espanhol no site: www.coops4dev.coop/es

Acessor Eugênio Alves

Do site da Unicopas: http://unicopas.org.br/

ENCONTRO ABORDA IMPORTÂNCIA DA ECONOMIA SOLIDÁRIA NA PANDEMIA E NO PÓS-PANDEMIA

Integrantes do Fórum Municipal de Economia Solidária de Ribeirão Preto – SP e a Co-Labora Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Sociais e Solidários (ITES – USP) organizam no próximo sábado (1º/5) o Encontro A Importância e o Contexto Brasileiro da Economia Solidária na Pandemia e no Pós-Pandemia. O objetivo é dialogar sobre o contexto nacional da economia solidária, bem como sobre a retomada com maior força das suas pautas em âmbito municipal.

Diante da imensa crise de saúde e economia, durante a pandemia o Brasil retornou ao Mapa da Fome, com mais de 100 milhões de pessoas sofrendo com insegurança alimentar, o que torna premente a necessidade de discutir e implementar estratégias para garantir geração de renda, trabalho e nutrição adequada às famílias.

A economia solidária apresenta caminhos alternativos e pode ser uma via fundamental de saída dessa crise. Apesar de nos governos Temer e Bolsonaro não ter sido uma prioridade a manutenção do orçamento e dos programas da economia solidária, tramita ainda hoje na Câmara um Projeto de Lei que institui a Política Nacional de Economia Solidária e o Sistema Nacional de Economia Solidária. A Unisol Brasil vem articulando com os representantes políticos dos movimentos nacionais para que a economia solidária vire política de estado, independente de governos.

Em Ribeirão Preto – SP, o Projeto de Lei aprovado pela Câmara nº 1341/2016 instituiu a Política Municipal de Fomento à Economia Solidária e criou o Programa Municipal de Economia Solidária, que contém diversos instrumentos, equipamentos e estratégias. Esta lei, porém, nunca foi regulamentada e implementada de fato pelo Executivo.

Afinal, como está esse contexto nos níveis nacional e municipal? E o que os empreendimentos, movimentos, sociedade civil, entidades de apoio e fomento, universidades e incubadoras podem fazer para articular com os governos políticas satisfatórias de fomento à economia solidária?

Venha conosco e participe desse diálogo!
No facebook do Fórum Municipal de Economia Solidária de Ribeirão Preto, dia 1 de maio, às 10h – https://www.facebook.com/forumeconomiasolidariarp

COM SINDICATO, UNISOL DISTRIBUI ALIMENTOS PARA FAMÍLIAS DE DIADEMA.

Ação foi realizada neste sábado (24/4) com alimentos produzidos pela Cooper Central – Vale do Ribeira, filiada à Unisol!
Os alimentos são produzidos pela agricultura familiar de cidades como Registro, Eldorado e Itapeúna.
É a Unisol e seus empreendimentos filiados trabalhando na pandemia com a solidariedade que falta ao governo federal.

PEQUENOS EMPRESÁRIOS CRITICAM A DEMORA NOS PROGRAMAS DE COMBATE AOS EFEITOS ECONôMICOS DA PANDEMIA

Especialistas e pequenos empresários ouvidos pela Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara (nesta sexta-feira, 23) disseram que o governo errou ao planejar as políticas de ajuda aos micro e pequenos empresários contando com o fim da pandemia no final de 2020 e; depois, quando isso não ocorreu, ao deixar de retomar os programas de maneira rápida. Eles reclamaram da falta, no primeiro trimestre, de programas de crédito como o Pronampe e dos que auxiliaram as empresas a pagar a folha de salários, que foi o Benefício Emergencial. Os programas só devem voltar agora.
A empresária do ramo da área de gastronomia Tita Dias disse que os pequenos empresários do seu setor se sentem invisíveis e a maioria não tem condições de pagar a folha de abril. Ela disse que conseguiu crédito do Pronampe em agosto de 2020, mas que não contava com a crise da falta de vacinas este ano:
“O meu dinheiro, com esse plano, foi como se eu tivesse jogado na janela. Acabou! Porque a irresponsabilidade na condução da pandemia – não preciso falar o que aconteceu com o nosso país – levou a que todo o plano que eu fiz desse errado. Não porque eu sou uma péssima empreendedora. Não sou, como muitos não são. É porque o que aconteceu com o país, a condução do país, não permitiu que hoje a gente tivesse condição de tocar o nosso negócio com o plano que a gente fez. ”
Leonardo Pinho, presidente da Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários Unisol Brasil, disse que 600 mil pequenas empresas fecharam até agora, acabando com 9 milhões de empregos.  Ele defendeu a aprovação de alguns projetos de lei em tramitação, como o que institui um sistema nacional de economia solidária (PL 6606/19); o que cria auxílio para bares e restaurantes (PL 973/21); e o que destina lucros do Banco Central para programas de ajuda às micro e pequenas empresas (PLP 161/20).
O deputado Helder Salomão (PT-ES), um dos autores do requerimento da audiência, disse que, logo no início da pandemia, o governo tomou várias medidas para que os bancos não fossem prejudicados, mas não exigiu que eles agissem para ajudar a economia:
“O governo precisa ter o mesmo olhar para os pequenos empreendedores que teve para o setor financeiro. Na nossa leitura, os bancos não colaboraram e não ajudaram. Houve, sim, um aumento grande no lucro dos bancos e pouca operacionalização dos créditos aprovados pelo Congresso Nacional. ”
Para o deputado, deveria ser aprovado um auxílio emergencial para os pequenos empresários como foi feito em outros países. Ercílio Santinori, presidente da Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais, sugeriu um fundo de financiamento que faça empréstimos sem análise de crédito com um ano de carência e 48 meses para pagar. Ele acredita que os pequenos empresários pagariam tudo, pois não têm interesse em serem inadimplentes.
Rogério Lins, da Frente Nacional dos Prefeitos, disse que não adianta prorrogar a carência das operações do Pronampe já realizadas sem aumentar o prazo de pagamento. Ele defendeu ainda que as taxas de juros não aumentem. O professor da Universidade de São Paulo Paulo Feldmann sugeriu a aprovação de projeto (PL 453/21) que recria o cartão BNDES, que funcionaria como um cheque especial para os pequenos empresários.
Da Rádio Câmara, de Brasília, Sílvia Mugnatto

UNISOL CONVOCA PARA 6º CONGRESSO EM 21 E 22/5

Empreendimentos podem inscrever delegados no site, que traz edital e normas para o evento

O 6º Congresso da Unisol Brasil vai ocorrer online nos dias 21 e 22 de maio deste ano. Os empreendimentos filiados estão sendo convocados para inscrever seus delegados no evento, que, entre outras coisas, vai apresentar o relatório e as contas da gestão, discutir a mudança da sede da Unisol BR e eleger o Conselho Geral, a Executiva, a Diretoria e o Conselho Fiscal da Unisol. As chapas têm até o dia 20 para inscrever suas candidaturas por e-mail. Já as inscrições de delegados dos empreendimentos filiados para votar no Congresso vão até 30 de abril.

Os empreendimentos poderão indicar delegados obedecendo os seguintes critérios:

– empreendimentos com até 50 filiados ou associados – podem indicar um delegado;
– empreendimentos com 51 a 100 filiados ou associados – podem indicar até dois delegados;
– empreendimentos com 101 ou mais filiados – podem indicar até três delegados.
Confira no anexo as normas do Congresso, que seguem o estatuto da Unisol/BR. Confira também o edital de convocação para o evento.

Para inscrever os delegados de seu empreendimento filiado, clique aqui.

Em caso de dúvidas, escreva para o e-mail congresso2021@unisolbr.org.br.



Edital de convocação para o 6º Congresso Nacional da Unisol

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CENTRAL DE COOPERATIVAS E EMPREENDIMENTOS SOLIDÁRIOS DO
BRASIL – UNISOL/Brasil
EDITAL DE CONVOCAÇÃO DO CONGRESSO NACIONAL

O Presidente da UNISOL/Brasil, CNPJ nº 07.293.586/0001-79, no uso de suas atribuições estatutárias convoca seus associados, por seus delegado(a)s representantes e em condições de votar, para se reunirem em Congresso Nacional, a realizar-se por meio Digital, pela Plataforma de Videoconferência Zoom, com
endereço eletrônico da sala virtual a ser disponibilizado para os(as) inscritos(as), no dia 22/05/2021, às 16h00, em 1º convocação com a presença da maioria absoluta das afiliadas ou às 16h30, em 2º convocação, com a presença de 1/3 das afiliadas, ou às 17h00 em 3º e última convocação, com a presença de menos de 1/3 das afiliadas, para deliberar, observando-se a seguinte Ordem do Dia:

1) Apresentação do relatório de gestão, aprovação das contas, dos exercícios sociais anteriores e atual, excluídas as já examinadas em Assembleias Gerais;

2) Mudança do endereço da sede da UNISOL Brasil;

3) Proposta de alteração estatutária;

4) Aprovação das teses de 2021;

5) Eleição e posse dos componentes do Conselho Geral, da Executiva, Diretoria e do Conselho Fiscal;

6) Qualquer outro assunto de interesse da UNISOL Brasil.

São Bernardo do Campo, 10 de abril de 2021.

Leonardo Penafiel Pinho
Presidente

Para inscrever os delegados de seu empreendimento filiado, clique aqui.

NORMAS E ORIENTAÇÕES DO 6º CONGRESSO NACIONAL DA UNISOL BRASIL

1º – O Congresso Nacional da UNISOL Brasil será realizado por meio digital, entre os dias 21 e 22 de maio de 2021.

I – O link do endereço eletrônico da sala virtual será disponibilizado para os Delegados e Delegadas inscritos(as).

2º – Os Empreendimentos associados à UNISOL Brasil, serão representados no Congresso Nacional por Delegados(as), que serão indicados(as) pelas afiliadas, devendo apresentar ofício de indicação e inscrição de acordo o modelo fornecido pela UNISOL Brasil.

I –  Cada afiliada será representada por delegado(a), segundo a seguinte proporção:

a) Afiliada com até 50 associados – 1 delegado(a);

b) Afiliada com número de associados entre 51 e 100 – 2 delegados(as);

c) Afiliada com número de associados superior a 100 – 3 delegados(as).

3º – As inscrições para o Congresso Nacional da UNISOL Brasil serão realizadas pela internet, impreterivelmente até às 09h00 do dia 22/05/2021, com preenchimento do formulário eletrônico, disponibilizado no link: https://forms.gle/t5MvQtYtk2PmZZpQ8

4º – As deliberações no Congresso Nacional, salvo disposição específica do Estatuto Social da UNISOL Brasil, em regra, serão tomadas por maioria simples de votos, observado o disposto nas normas estatutárias.

I – É vedado o voto por procuração.

II – Não poderá votar no Congresso Nacional a afiliada que:

a) Tenha sido admitida após sua convocação;

b) Esteja em descumprimento de qualquer das disposições do Estatuto Social da UNISOL Brasil, especialmente o atraso em suas contribuições.

5º – Os participantes devem estar com suas contribuições financeiras referente ao ano de 2020 quitadas, nos termos do parágrafo primeiro, do artigo 18 e parágrafo primeiro, do artigo 34, ambos do Estatuto Social da UNISOL Brasil.

I – A afilada que estiver inadimplente poderá realizar a regularização cadastral e da contribuição até o dia 21/05/2021, e poderá participar do Congresso Nacional.

6º – O 6º Congresso Nacional da UNISOL Brasil será composto de quatro etapas:

I – Apresentação do relatório de gestão, aprovação das contas, dos exercícios sociais anteriores e atual, excluídas as já examinadas em Assembleias Gerais; 

II – Mudança do endereço da sede da UNISOL Brasil;

III – Proposta de alteração estatutária;

IV – Aprovação das teses de 2021;

V – Eleição e posse dos componentes do Conselho Geral, da Executiva, Diretoria e do Conselho Fiscal;

VI – Qualquer outro assunto de interesse da UNISOL Brasil.   

Parágrafo único: demais itens de pauta poderão ser acrescentados, quando da publicação do Edital de Convocação do Congresso Nacional da UNISOL Brasil.

7º A eleição do Conselho Geral, da Executiva e do Conselho Fiscal ocorrerá por chapas;

I – As chapas devem se inscrever até às 09h00 do dia 22/05/2021 pelo e-mail: congresso2021@unisolbrasil.org.br;

II – A UNISOL Brasil respeitará a paridade de gênero, na composição de cada órgão de administração, deliberação e fiscalização da instituição;

III –  Serão aceitas as inscrições de chapas que comtemplem os seguintes critérios:

Parágrafo único: Devem ser indicados nomes para compor todos os Cargos:

a) Executiva: composta por 5 (cinco) membros, respeitando-se o mínimo de duas mulheres e representantes de 3 regiões geográficas diferentes, sendo:

Presidente;

Vice-Presidente;

Secretário Geral;

Tesoureiro;

Secretário de M. S. e Social.

b) Diretoria: composta por 5 (cinco) membros, respeitando-se o mínimo de 2 (duas) mulheres e representantes de cada região geográficas correspondente, sendo:

Diretor Regional Sul;

Diretor Regional Norte;

Diretor Regional Sudeste;

Diretor Regional Nordeste;

Diretor Regional Centro Oeste.

c) Conselho Fiscal: composto por 6 (seis) membros, respeitando-se o mínimo de 3 (três) mulheres, sendo

3 (três) Conselheiros Fiscais Titulares;

3 (três) Conselheiros Fiscais Suplentes.

IV –  Os delegados não poderão compor duas ou mais chapas, mesmo em cargos diferentes;

V –  Será vencedora a chapa que obtiver a maioria simples dos votos entre os Delegados presentes.

8 – Toda a comunicação se dará por:

I – Telefone: (11) 98796-0296; e

II – E-mail: congresso2021@unisolbrasil.org.br

São Bernardo do Campo/SP, 30 de Abril de 2021.


Leonardo Penafiel Pinho
Presidente

Para inscrever os delegados de seu empreendimento filiado, clique aqui.

ENCONTRO MOSTRA COMO FUNCIONA SISTEMA DE GARANTIA DE PRODUTOS ORGÂNICOS EMITIDA PELA ANC

A Associação de Agricultura Natural de Campinas está organizando um encontro online para pequenos e médios produtores. A reunião vai ocorrer na próxima quinta-feira (15/4), às 15h.
O objetivo é demonstrar e debater o sistema participativo de avaliação de conformidade – ou seja, a emissão de garantias de que uma determinada produção é orgânica.
Credenciada pelo Ministério da Agricultura, a ANC avalia e emite as garantias para os produtores que aderirem e enquadrarem no processo.
O encontro também vai falar de como está funcionando este sistema em tempos de pandemia.
As inscrições gratuitas podem ser feitas pelo link abaixo.

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScnZPmKx4IglJvuANv8QZDV8NUqACe9QCUMfzWZujNhYYn-4g/viewform

COOPERATIVA DO PIAUÍ ATENDE 2,2 MIL FAMÍLIAS PRODUZINDO CAJUÍNA.

Filiada à Unisol, Cajuespi trabalha para criar um centro de produção e visitação e sonha produzir amêndoas e polpa para distribuição nacional

A Cajuespi (Cooperativa dos Produtores de Cajuína do Estado do Piauí Ltda), filiada à Unisol e com sede em Teresina, atende hoje cerca de 2,2 mil famílias. Operando nas diretrizes da economia solidária, o empreendimento agora busca maneiras de se expandir e produzir outros derivados do caju.
Segundo o presidente da entidade, Lenildo de Lima e Silva, 33 cidades do Piauí são atendidas pela Cajuespi. “As comunidades têm seus próprios processos de produção, nós centralizamos o recebimento e a distribuição.” Depois de envasada, 80% da cajuína é distribuída para dentro do Piauí. O resto é enviado para outros estados brasileiros, como Maranhão, Ceará, São Paulo e o Distrito Federal.
A cajuína é uma bebida típica da região nordeste do Brasil e é reconhecida como Patrimônio Cultural do Piauí – seu processo de beneficiamento é todo descrito pelo Iphan. É clarificada: o suco é batido, separado da polpa escura com o auxílio de gelatinas e filtrado, restando uma bebida clara, rica em cálcio, ferro, fósforo e vitaminas A e C, além de deliciosa. Só no Piauí existem 868 empreendimentos que produzem a bebida – a maior parte no entanto tem comercialização limitada por não possuir certificado pelos órgãos fiscalizadores.
Já o empreendimento que resultou na Cajuespi existe desde o início deste século, mas ganhou uma nova formatação depois de uma feira ocorrida em Teresina em 2016. Nela, Lenildo e seus parceiros foram apresentados ao presidente da Unisol, Leo Pinho. “A gente entendeu que trazer a agricultura familiar para a Cajuespi seria benéfico, pois enquanto conseguimos aumentar a produção os agricultores e agricultoras têm maior acesso à informação que vem da Unisol”, diz Lenildo.
Hoje a Cajuespi conta com a assessoria da Unisol no processo de regularização do seu negócio. “Nosso sonho é criar um centro de produção, uma área de capacitação de nossos filiados e filiadas, um museu da cajuína, lanchonete, espaço de visitação. Não é apenas negócio, é a valorização da nossa cultura.” Segundo Lenildo, para o futuro a Cajuespi espera trabalhar com outros produtos derivados do caju. “Fazer a amêndoa em diversas formas, doces ou salgadas, ou a polpa para consumo é muito difícil para o pequeno produtor. Mas juntos poderemos ter essa capacidade.”

NEGACIONISMO NÃO! UNISOL PRESTA ORIENTAÇÕES PARA SE PREVENIR CONTRA A COVID-19

Medidas seguem os preceitos de cientistas de todo o mundo, que não encontrou evidências em tratamento precoce

Lavar as mãos, manter o distanciamento social, evitar aglomeração, ficar em casa o máximo possível, usar máscara, usar álcool gel para fazer a higienização das mãos e do corpo. As medidas que podem combater a disseminação do coronavírus, micro-organismo causador da covid-19 no Brasil e em todo o mundo, já são recomendadas pela Organização Mundial da Saúde há mais de um ano.
Mas, infelizmente, não são propagadas pelo governo federal brasileiro, que ainda insiste em medicações não recomendadas para a virose, como hidroxicloroquina e ivermectina. Esses remédios são para outras moléstias, mas seu uso indiscriminado – e, pior, recomendado pelo presidente da República e pelo último ministro da Saúde – vem contribuindo para o agravamento da doença na população.
Por sentir-se segura ao tomar essa medicação, muita gente não procura o médico quando sente os primeiros sintomas de covid-19. E acaba no hospital quando a doença já compromete pulmões, coração ou sistema nervoso. Como se não bastasse, o abuso desses medicamentos, vendidos em drogarias muitas vezes sem receita médica, também causa doenças – pode provocar cardiopatias, enfarte ou derrame.
Por isso a Unisol está lançando os cards para conscientizar a população, independente de classe social. “Claro que os trabalhadores, dependentes do SUS e de campanhas que cheguem pela televisão ou pelo rádio, acabam sendo mais atingidos quando o próprio presidente não tem interesse em conscientizá-los”, diz o presidente da Unisol, Leo Pinho.
A tesoureira da Unisol Brasil e presidenta da Unisol Bahia, Anne Sena, apoia essas medidas junto aos empreendimentos filiados. E, durante o último mês de março, aproveitando o Mês da Mulher, engajou-se m campanhas não apenas pelas medidas de conscientização e de prevenção. “As trabalhadoras e os trabalhadores da agricultura familiar e das cooperativas populares precisam de auxílio emergencial também, e ele foi vetado pelo presidente. Por isso, nossa campanha é para que o Brasil seja gerenciado por uma pessoa com preocupação legítima com a população.”

UNISOL BAHIA PROMOVE DOAÇÃO DE 1000 MÁSCARAS “VIDAS NEGRAS IMPORTAM” EM PARCERIA COM PROJETO É DAQUI

Ontem (24) a Unisol Bahia promoveu a primeira doação de máscaras produzidas pelo empreendimento solidário “Rede é Daqui”. Essas máscaras seguem as recomendações da Organização Mundial de Saúde para a prevenção da contaminação pelo Covid-19.

A Cooperativa de Trabalho Múltipla União Popular dos Trabalhadores de Tancredo Neves recebeu 1.000 máscaras e irá distribuir para a população do bairro Tancredo Neves e região.

Nossa presidenta Anne Sena participou do ato simbólico, entregando as máscaras para presidenta da Coopertane Magda de Almeida.

Com essa parceria pretende-se colaborar na prevenção da disseminação do Corona Vírus pela região de Salvador, possibilitando o acesso aos equipamentos de segurança necessários para a população periférica que sofre com a desigualdade que se acentuam no cenário pandêmico.

O Projeto É Daqui é viabilizado por meio do Edital nº 002/2020 – Década Afrodescendente em parceria com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia (SEPROMI) e UNISOL (Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários).

ASSOCIAÇÃO DE AGRICULTURA FAMILIAR NO PIAUI TENTA INSTALAR PONTO DE VENDAS EM RODOVIA FEDERAL

Com 20 famílias associadas, Casa Verde vem trabalhando para fornecer para comerciantes em substituição à feira livre, suspensa por causa da pandemia

A Associação Casa Verde, apoiada pela Unisol na cidade de Colônia de Gurgueia, no interior do Piauí, conseguiu, com a ajuda dos comerciantes locais, superar as dificuldades de comercializar sua produção. Agora, a associação negocia com a Prefeitura um espaço à beira da rodovia BR-135.
Criada no final de 2020 e fundada em janeiro de 2021 sob as premissas da economia solidária, a Casa Verde reúne 20 associados, cada um representando uma família. Todos têm pequenas áreas de plantio e de criação, e com elas reúnem um extenso leque de produtos. Eles vão desde hortaliças – alface, rúcula, couve-manteiga, cebolinha, coentro, salsinha – a grãos, como milho e feijão, além de frutas (caju, manga, acerola, cajá e umbu) e de animais de pequeno porte.
Esses produtos eram vendidos na feira livre da cidade, que ocorria aos sábados, mas foi suspensa em razão da pandemia. Em solidariedade, porém, comerciantes locais se disponibilizaram a ceder espaço aos produtos dos pequenos agricultores. “A parceria tem contribuído para reduzir os impactos negativos gerados pela covid-19”, diz a engenheira agrônoma Rejane Meyson, presidenta da associação.
CENTRAL – E a Casa Verde teve uma experiência-piloto positiva: montou uma barraquinha às margens da BR-135, que liga Minas Gerais ao Maranhão, passando pela Bahia e pelo Piauí. O ponto de vendas atraiu motoristas que passam pelo município. “A BR é muito movimentada, e nossa expectativa é absorver o fluxo tanto da rodovia quanto da cidade”, diz a agrônoma, que é formada pela UFPI e já assessorou a Unisol, antes de se instalar em Colônia de Gurgueia para ajudar a impulsionar a associação.
E o objetivo da Casa Verde agora é, em colaboração com a Prefeitura, instalar um quiosque de vendas fixo, por meio de uma concessão municipal de direito de uso. E que ele seja transformado logo numa central para comercializar a produção local dos agricultores familiares. “Já começamos a conversar com o prefeito esta semana”, completa Meyson.

ESTUDO DO CEAP INDICA: PARA LÍDERES DE MOVIMENTOS SOCIAIS, GENOCÍDIO DOS POBRES NO BRASIL É UM PROJETO POLÍTICO. O ESTUDO OUVIU, ENTRE OUTROS MOVIMENTOS A UNISOL.

Estudo coleta análises de movimentos sociais sobre ação do governo social contra eles na pandemia
A Unisol Brasil participou de um estudo sobre o impacto da covid-19 na ação político-organizativa e político-educativa dos movimentos sociais populares brasileiros: identificação de posições e perspectivas de análise.
O resultado foi publicado pelo Centro de Educação e Assessoramento Popular (Ceap) e está disponível abaixo. O estudo qualitativo ouviu líderes de movimentos populares.
Entre outras expressões, eles demonstraram sua preocupação com o que parece uma tentativa deliberada de o governo federal brasileiro deixar que os membros desses movimentos – como as classes trabalhadoras em geral – padeçam e mesmo pereçam vítimas da covid-19. Em seu site, o Ceap coloca um vídeo com trechos das entrevistas e conclui: o genocídio dos pobres é um projeto político.

https://estudocovid.ceap-rs.org.br/2020/09/26/__trashed/

UNISOL SE REÚNE COM O NOVO PRESIDENTE DA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS (CDH) DA CÂMARA DOS DEPUTADOS.

Por meio de seu presidente, Leonardo Pinho, e de sua representante no Conselho Nacional de Direitos Humanos, Vivian Mendes, a Unisol Brasil esteve nesta sexta (19/3) em reunião com o novo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Carlos Veras. A reunião foi articulada e teve a presença o deputado federal Alexandre Padilha.
A Unisol Brasil parabenizou a eleição de Veras, lembrou a importância do trabalho do deputado federal Helder Salomão e saudou a continuidade da equipe de trabalho da comissão. A Unisol Brasil destacou e se colocou à disposição para o trabalho da CDH no ano de 2021.
Em um cenário no qual o poder executivo se coloca contra a Constituição e impõe uma agenda de regressividade dos direitos econômicos, ambientais e sociais, o poder legislativo tem um papel central em defesa da Democracia e das agendas da classe que vive do trabalho.

GOVERNO VETA AUXÍLIO À AGRICULTURA FAMILIAR, E CONGRESSO ACEITA

O mesmo governo que deixou de assentar famílias em uma área equivalente ao estado do Rio de Janeiro agora nega aos pequenos agricultores menos do que o mínimo necessário à sobrevivência deles – enquanto os bancos batem recordes de lucro.

Importante destacar que o Núcleo Agrário do PT apresentou este ano o PL 823/2021, que dispõe sobre medidas emergenciais de amparo aos agricultores familiares durante a pandemia da Covid-19 no Brasil. É uma resposta à ‘Lei Assis Carvalho’ (PL 735/2020) que foi vetada praticamente na íntegra pelo presidente Jair Bolsonaro, deixando milhões de famílias de agricultores sem qualquer assistência pública durante todo o ano de 2020, problema que tende a ser agravado neste ano.

Somada à pandemia, a política econômica de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes parece ter o objetivo de reinstalar a fome no interior do Brasil.

Na contramão dessa tendência perversa, a Unisol vai continuar lutando para inserir agricultores, extrativistas e outros trabalhadores rurais e urbanos em sistemas seguros e autossustentáveis de economia solidária.

DE OLHO NO FUTURO, COPACAJU PRODUZ ATÉ 10 TON. DE CASTANHAS POR ANO

Central de cooperativas filiada à Unisol também processa a polpa, vendidas para todo o Brasil e exportadas para a Itália.

Sempre operando na economia solidária, a Copacaju, união de cooperativas produtoras de caju do interior do Ceará filiada à Unisol, está vendendo hoje uma média de oito a dez toneladas de amêndoas caramelizadas por ano. Com 328 cooperados atualmente, assentados da reforma agrária e distribuídos em sete cooperativas, já estão vendendo para todo o Brasil e inclusive exportando seus produtos para a Itália.
A Copacaju existe desde 2002: era uma cooperativa de primeiro grau, que juntava a produção de associações da região. Como central de cooperativas, ela foi instituída em 2005, sempre explorando a coleta e a transformação do caju. Além das amêndoas – vendidas in natura, caramelizadas ou salgadas – a central produz polpa de caju para consumo e estão começando a vender a cajuína, uma espécie de suco clarificado obtido da polpa fervida da fruta, muito consumido no nordeste brasileiro.
A fonte da coleta não é apenas o plantio, mas também a árvore encontrada na natureza. “As espécies das duas procedências têm suas vantagens e desvantagens. A árvore selvagem é mais resistente, pois tem raízes mais fundas. Já aquela obtida pelo plantio é até três vezes mais produtiva e dá frutos mais cedo”, explica o presidente da Copacaju, Raimundo Pereira da Silva.
Segundo ele, cada 100 hectares (equivalentes a 1 km2 de plantio) produzem até 300 mil kg de polpa de caju e 30 mil kg de amêndoa – nada mais do que a popular castanha de caju, que em muitos países a população não sabe que nasce junto com uma fruta.
“O negócio prosperou graças à nossa parceria com a Unisol”, diz Silva. “Além de toda a ajuda administrativa, a central de cooperativas conseguiu nos colocar em grandes redes de varejo, como a WalMart, hoje a rede Big. E já estamos próximos de entrar em outras também.” Ele diz que a Copacaju consegue exportar de três a quatro contêineres de produtos, principalmente amêndoas, anualmente para a Itália, em parceria com uma central de cooperativas do Piauí.
Mas há desafios adiante. Em primeiro lugar, a pandemia. “A produção diminuiu, sim, por causa das restrições de deslocamento e aglomeração. Mas continuamos trabalhando dignamente.” Alguns empreendimentos da Copacaju ainda aguardam o licenciamento, outros estão em fase de conclusão de suas instalações.
Igualmente preocupante é o desafio de conservar os cajueiros, um dos símbolos do Ceará e de outros estados nordestinos. “Precisa haver políticas públicas para o caju não desaparecer. A agricultura familiar não trabalha com defensivos agrícolas fortes, que são muito tóxicos e caros. E os agricultores cearenses têm a experiência traumática do desaparecimento do algodão.”
Até os anos 1980, o Ceará era o maior produtor de algodoeiros do Brasil. Mas então uma praga chamada de bicudo dizimou as plantações. Elas só foram retomadas em 2020, com sementes pesquisadas e fornecidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “Foi a Embrapa que, depois de um investimento internacional de R$ 12 milhões, nos trouxe sementes e mudas de cajueiros mais resistentes”, diz Silva.

UNISOL APOIA REPÚDIO À POSIÇÃO BRASILEIRA NA ONU CONTRA O MEIO AMBIENTE

Quase um terço dos países do mundo assinaram declaração defendendo o reconhecimento, por parte da ONU, do direito ao meio-ambiente como um direito humano. Foram 63 países, mas o Brasil, por decisão do atual governo, não é um deles.

A omissão brasileira motivou a assinatura, por parte da sociedade civil, de uma carta de repúdio à decidão do governo. A Unisol é uma das signatárias.

Confira a íntegra da carta.

PRESIDENTE DA UNISOL CELEBRA DIREITOS POLÍTICOS DE LULA

“Foi sob o governo Lula que o Brasil institucionalizou a economia solidária, e o atual governo está fazendo de tudo para acabar com ela.” Com essas palavras o presidente da Unisol, Leo Pinho, felicitou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta semana pela restituição de seus direitos políticos.

Segundo Pinho, uma das medidas fundamentais para essa consolidação foi a criação do Ministério do Desenvolvimento Agrário, hoje convertido em secretaria. “O governo Lula assentou mais de 200 mil famílias com a reforma agrária, o que foi fundamental para a agricultura familiar e a troca de conhecimento e experiências para quem sobrevive fora dos latifúndios.”

No primeiro ano de seu governo, segundo o jornal Folha de S. Paulo, Jair Bolsonaro não assentou nenhuma família, embora tivesse uma área equivalente ao estado do Rio de Janeiro disponível para a reforma. “Isso mostra a falta que fazem governantes com compromisso com a classe que vive do trabalho, o que não é o caso do atual presidente”, disse Pinho.

EMPREENDIMENTO DA AGRICULTURA FAMILIAR ABRE EMPÓRIO E SE RECUPERA DA PANDEMIA EM MT

Especializada em produtos derivados da banana e apoiada pela Unisol, Serra Pantaneira havia perdido pontos de venda em cantinas na UFMT

Em 60 dias o que parecia falência virou recuperação durante a pandemia para a Serra Pantaneira, empresa da agricultura familiar localizada à beira da BR-070, na cidade de Poconé, a 100 km de Cuiabá, no Mato Grosso. O comércio parou de vender nas lojinhas que mantinha nos campi da UFMT, ainda fechados em razão da pandemia. Mas, após conseguir uma linha de crédito, reergueu-se e abriu um empório às margens da rodovia.
A Serra Pantaneira vive da transformação de produtos da terra, em particular da banana Farta Velhaco – uma variedade da banana da terra que é menos doce e demora mais para amadurecer – em produtos comestíveis, particularmente chips fritos em tachões, salgados, embalados e vendidos. “Mas também fazemos chips de mandioca e de batata-doce”, conta a proprietária, Zilair Martins de Siqueira.
Ela participava de um coletivo que produzia os chips no fundo de quintal, mas que tinha dificuldades para vender. Foi aí que entrou a Unisol-MT. “Eles nos deram orientações para estabelecer o comércio e para ir atrás de financiamento e conseguiram ótimos pontos em feiras da região”, diz Zilair. “Foram mais do que pais para a gente!” A admiração é recíproca. “Ela é um exemplo de empreendedora de sucesso, e ajuda muito, envolvendo os moradores locais no negócio dela”, diz o coordenador da Rede Solidária Mato Grosso junto à Unisol, Geraldo Donizeti Lucio.
Os negócios, portanto, vinham bem. Mas, como aconteceu com muitos pequenos comércios, a pandemia de covid-19 surgiu prejudicando as vendas. “Então nós mudamos o foco para a venda de mercado: consegui crédito numa cooperativa em que somos filiadas e abri meu empório, além de vender pelo atacado para supermercados da região. Foram 60 dias para me recuperar”, diz Zilair.
A produção aumentou tanto que a própria banana plantada e colhida pela Serra Pantaneira já não é suficiente. “Hoje viajo para cidades até distantes, como Tangará, para comprar mais bananas.” A vantagem de manter o empório à beira da rodovia é justamente o alto número de turistas e de pessoas provenientes de outros estados que passam por lá. A BR-070 é passagem no caminho entre São Paulo, Goiás, Brasília e Mato Grosso do Sul, ao sul, e Rondônia, Acre e Cáceres, na Bolívia, ao norte.
Embora tenha deixado a coletividade e hoje seja a dona de uma empresa, Zilair não deixa de falar com orgulho: “faço questão de dizer que nós somos uma empresa de agricultura familiar. O empreendimento sustenta diretamente seis famílias e indiretamente umas 12, por causa dos produtos da terra que compramos”. E não para por aí. “No nosso empório nós temos hoje queijos, doces, tudo aqui da agricultura familiar”, completa Zilair.

MULHERES RURAIS INCREMENTAM RENDA COM A PRODUÇÃO DE AZEITE DE COCO BABAÇU NO PIAUÍ

Comunidade extrai óleo do produto in natura colhido em atividade na mata; objetivo é expandir vendas para todo o país

O grupo de mulheres quebradeiras de coco da comunidade de Cabeceiras em São João do Arraial, localizado a 186 km da capital Teresina (PI), tem incrementado a renda com a colheita e produção do coco babaçu. Trata-se de uma espécie da família da palmeira, da qual se extrai um óleo empregado sobretudo na alimentação e na produção de cosméticos e de remédios. Nativa de apenas algumas regiões do Nordeste, a espécie é desconhecida de grande parte da população brasileira.
Em casa, o coco babaçu é quebrado, torrado e cozido. Do cozimento extrai-se o azeite, que tem fins culinários e boa dose de nutrientes – é rico em ácido láurico e vitamina E, entre outros. Além de poder ser usado em massas, assados e frituras, pode ser convertido em cosméticos para o cabelo, a pele e as unhas. Como no coco, a mistura do líquido com a polpa converte-o em um tipo de leite também utilizado na cozinha. E, quando produzido em altas quantidades, pode ser convertido em biodiesel se passar por processamentos industriais.
O grupo de mulheres de Cabeceiras atualmente conta com vinte participantes, sendo quatro homens e dezesseis mulheres, jovens e adultas, que adquirem a renda majoritária da agricultura familiar com o cultivo de quintais, frutíferos – plantam goiaba, acerola e caju, entre outras frutas – e o babaçu.
De uma única coleta na mata é possível, após o devido manuseio, extrair até 800 litros de óleo, usados para diferentes finalidades. “Uma parte do azeite nós usamos nas receitas aqui mesmo da comunidade. Outra parte é comercializada nos mercados institucionais e nos mercados locais”, diz a coordenadora do grupo, Maria Aurilene Pinto Barbosa.
A coletividade já obteve apoio financeiro da DGM Brasil/CAA-NM/Cootapi. Os recursos foram utilizados na construção de uma unidade de beneficiamento do babaçu, na aquisição de maquinas e de equipamentos e na formação dos participantes.
Atualmente conta com assessoria técnica da Unisol Brasil – por meio do Projeto Redes Piauí Produtivo – no processo de legalização e formação para o grupo em procedimentos como embalagem, estoque e comercialização. O azeite do coco babaçu, já comercializado para diferentes parte do Estado, com esse apoio pode alcançar todo o país.
A presidenta da Unisol Piauí e vice-presidenta da Unisol Brasil, Edinalva Costa, acredita que expandir a comercialização é um desafio a ser enfrentado, e as respostas para ele são a potencialidade e a unidade do produto e o apoio da Unisol Brasil e Piauí e dos demais parceiros, dentre elas a Prefeitura Municipal. “Estamos cientes e prontos para as adversidades, e certas do sucesso desse grupo”, disse Edinalva.

UNISOL HOMENAGEIA AS MULHERES E A LUTA DO 08 DE MARÇO!

Neste 8 de Março, a homenagem da Unisol às mulheres de garra e fibra que fazem o melhor pela economia solidária no Brasil.
Ser mulher é lutar. E vencer!

Em giro por comunidades, Unisol consolida empreendimentos no litoral norte e na região sisaleira da Bahia

Em giro por comunidades, Unisol consolida empreendimentos no litoral norte e na região sisaleira da Bahia
Iniciativas de economia solidária têm preponderância de mulheres e jovens trabalhando com pecuária, confecção e reciclagem, entre outros

Pão, pecuária, confecção e reciclagem são os objetos de alguns dos empreendimentos que a Unisol visitou esta semana, em um giro para consolidar a Rede de negócios na região sisaleira e no belo litoral norte baiano. Muito conhecido por suas belezas naturais e pela diversidade cultural, a região encontra solo fértil para a Economia Solidária e conta com empreendimentos importantes para o horizonte político do movimento.
Em Inhambupe, a reunião foi com comunidades quilombolas e cooperativas da agricultura familiar. A presidente da Unisol/BA, Anne Sena, visitou um terreno de 8 mil m² no qual será implantada a unidade de beneficiamento de reciclagem do município, a ser administrado pela filiada Associação de Catadores de Inhambupe (Coocai). Além da reciclagem dos resíduos sólidos, o local também terá usina de compostagem.
Anne Sena também se reuniu com a Associação de Moradores Rurais de Limoeiro (AMRL), que organizou uma farmácia coletiva para combater os problemas de saúde da comunidade. As mulheres do empreendimento estão montando um empreendimento de panificação – que já está sendo construída. Tudo com doações e recursos da própria população local.
Como a AMRL, quase todas essas associações do litoral norte baiano têm uma preponderância das mulheres empreendedoras, e a Ajarquiba, também filiada à Unisol, além disso também tem uma predominância de agentes jovens em sua organização, conforme explica Anne Sena, que visitou o empreendimento. “Conferimos os projetos de floricultura, de criação de frangos e de piscicultura do local, todos envolvendo muitos jovens, que já estão no caminho do empreendimento solidário.”
Por fim, com grande entusiasmo a Unisol deu as boas vindas à Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Aldeia 1, o mais novo filiado. E, na região do Sisal, Anne Sena e equipe visitaram seis empreendimentos, incluindo a Apaeb e a Monte Sabores.

URGENTE: MAIS UMA VEZ O GOVERNO FEDERAL, POR MEIO DA MINISTRA DAMARES ALVES, QUER ALTERAR O PROGRAMA NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS (PNDH 3)

A Unisol Brasil, junto com mais de 200 entidades, NÃO ACEITA mais essa medida autoritária, feita sem consulta à sociedade ou participação social!
Mais uma vez o governo Bolsonaro viola a constituição e os tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.
Leia o manifesto e junte-se a nós. É no SEU direito que estão tentando mexer!

Manual orienta cooperativas sobre como organizar assembleias e atas

A Unicopas (União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias), da qual a Unisol faz parte, disponibiliza desde o fim de janeiro três manuais para as organizações cooperativas.
Eles ensinam o passo a passo para organizar uma assembleia. Também orientam a registrar a ata e criar e publicar o edital para convocar e registrar os resultados desta assembleia.
Os manuais são gratuitos e estão disponíveis no site da Unicopas (http://www.cooperativismo.org.br/Noticias/49680/Unicopas-lanca-manual-de-orientacao-para-cooperativas-e-associacoes) ou nos links abaixo.

Nova Lei de Falências: governo dificulta a recuperação das empresas pelos trabalhadores

O ano de 2021 começa com um cenário complexo que combina uma crise social, econômica e sanitária, na qual a pandemia do Covid-19 ainda vai continuar por um longo tempo até a completa vacinação do povo brasileiro e a retomada plena da economia.
O fim do auxílio emergencial, combinado com uma ausência de um plano nacional de recuperação econômica, faz com que aumentem a informalidade, o desemprego e a falência de diversas empresas, inclusive ampliando a desindustrialização.
No ano passado o aumento de pedidos de falência ficou na ordem de mais de 12%, se levarmos em consideração só o mês de dezembro de 2020: “os pedidos de falência registraram alta de 38,31% e as falências decretadas aumentaram 30,4% na comparação anual. Por outro lado, os pedidos de recuperação judicial e as recuperações judiciais deferidas contraíram 37,9% e 34,6%, respectivamente”¹.
Em meio a esse quadro o Congresso Nacional propôs alterações na Lei de Falências, que deveria buscar a modernização e a facilitação dos processos de falência, inclusive possibilitando que os credores proponham planos de recuperação.
No dia 24 de dezembro de 2020, o Governo Federal sancionou a Lei nº 14.112/2020 e alterou a Lei nº 11.101/2005, que regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária.
As principais mudanças foram:
• Plano de Recuperação – o credores poderão propor o seu próprio plano, quando esgotado o prazo para votação ou quando rejeitado o plano proposto pelo devedor.
• Unidade produtiva isolada – ao comprar os ativos de uma empresa em recuperação judicial, o novo proprietário não “herdará” problemas que não estavam previstos (acaba a sucessão de passivos).
• Dívidas – devedores em recuperação judicial poderão realizar parcelamento e transação especiais. A lei regulamentou também a participação das fazendas públicas nos processos de falência.
• Fortalecimento das Medidas Extrajudiciais – as alterações também fortaleceram o equilíbrio de negociação entre credores e devedores, possibilitando a utilização de estratégias extrajudiciais.
No entanto, é importante destacar que, entre os vetos realizados pela presidência da república, dois atingem diretamente o cooperativismo.
O primeiro é o veto ao item que tratava da recuperação das cooperativas médicas. O argumento apresentado pelo governo é que essa previsão feria o princípio da isonomia em relação às demais modalidades societárias.
O segundo está relacionado à modificação feita no caput do art. 145 e à exclusão do §2º do mesmo artigo:
“§ 2º No caso de constituição de sociedade formada por empregados do próprio devedor, estes poderão utilizar créditos derivados da legislação do trabalho para a aquisição ou arrendamento da empresa”.
As alterações efetuadas causaram um retrocesso na legislação trabalhista e de falência de empresas. Elas poderão gerar dúvidas no Judiciário e dificultar a recuperação de empresas por trabalhadores – principalmente considerando os créditos derivados da legislação do trabalho utilizados para a aquisição ou o arrendamento da empresa falida por meio de cooperativas e/ou de empresas autogestionárias, formadas por empregados do próprio devedor.
No Brasil, temos consolidada a experiência de fábricas recuperadas pelos próprios trabalhadores e trabalhadoras², uma solução que beneficia a sociedade em geral, inclusive com fundamento na função social da empresa, uma vez que os ex-funcionários mantêm seus postos de trabalho e o empresário consegue saldar os seus débitos trabalhistas.
Diante do atual quadro de crise econômica, social e sanitária, dificultar a recuperação de empresas pelos trabalhadores e trabalhadoras só se explica pela opção do atual governo em enfraquecer qualquer alternativa que favoreça a classe trabalhadora em meio à negociações no processo de falência.
Nessa perspectiva, a Central de Cooperativas Unisol Brasil irá propor que o legislativo derrube essa alteração e que inclusive possa fortalecer a possibilidade de recuperação de empresas pelos trabalhadores e trabalhadoras diante do aumento de falências que assistimos no país.

Leonardo Pinho – Presidente da Central de Cooperativas Unisol Brasil
Eugenio Alves – assessor jurídico da Unisol Brasil e assessor da Unicopas

  1. https://www.infomoney.com.br/negocios/pedidos-de-falencia-saltam-127-em-2020-aponta-pesquisa-da-boa-vista/
  2. Cartilha da Unisol Brasil sobre recuperação de empresas pelos trabalhadores: https://unisolbrasil.org.br/wp-content/uploads/2020/03/20180327_UNISOL_Cartilha-ERT.pdf

Reforma tributária como ponte para um Brasil mais justo e solidário e menos desigual

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Carta aberta a parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado Federal

Ao iniciar os trabalhos de 2021, o Congresso Nacional tem a oportunidade e o dever de enfrentar velhos e novos desafios. A construção de uma sociedade livre, justa e solidária, assentada sobre a erradicação da pobreza e da marginalização e na redução de desigualdades sociais e regionais, objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil previstos na Constituição Federal de 1988, é um postulado ainda mais urgente e necessário nos dias de hoje.

Um dos países mais desiguais do mundo, o Brasil foi duramente impactado pela pandemia do novo coronavírus, que já devastou mais de 200 mil famílias brasileiras. Somos 2,7% da população mundial, mas sepultamos 10% das vítimas fatais da Covid-19 de todo o planeta. Iniciativa do Congresso Nacional, o auxílio emergencial teve fundamental importância como barreira contra o aumento da miséria e pobreza no país em 2020. Com o recrudescimento da pandemia por todo o país, somado à inflação em alta, a índices recordes de desemprego e à gestão caótica da crise sanitária, a descontinuidade do auxílio emergencial traz o temor da explosão da miséria e pobreza e do aumento das desigualdades em 2021.

Essas desigualdades são aprofundadas pelo sistema tributário atual, marcado por crônica e aguda regressividade, uma vez que as pessoas que recebem as maiores rendas e acumulam os maiores patrimônios contribuem proporcionalmente menos que as de renda e patrimônio inferiores. E como quem tem menor renda no Brasil são mulheres e pessoas negras, o sistema tributário também amplia a desigualdade racial e de gênero no país.

Desde 2020, a Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), a Oxfam Brasil e o Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos (CADHu) têm mobilizado ações no Supremo Tribunal Federal apontando o estado de coisas inconstitucional do sistema tributário nacional em face da regressividade. A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 786, relatada pelo Ministro Alexandre de Moraes, ajuda a expor não apenas a necessidade como também a urgência de uma reforma tributária que não se limite à mera simplificação de tributos, mas que resulte num novo sistema tributário, fundado na justiça fiscal, solidariedade social, promoção da saúde e sustentabilidade ambiental.

Para as entidades e organizações que subscrevem este Manifesto, é fundamental que a reforma tributária capacite financeiramente o Estado para cumprir plenamente o seu papel de promotor de políticas públicas socialmente inclusivas e ambientalmente sustentáveis, associado a um sistema tributário justo e progressivo que respeite a capacidade econômica dos contribuintes, conforme preceitua o artigo 145, § 1º, da Constituição Federal de 1988. Um sistema tributário que permita, entre outros, não só a manutenção, como a ampliação de programas de transferência de renda às famílias em situação de vulnerabilidade.

Para tanto, é preciso que a reforma tributária redistribua a carga de impostos sobre os pobres e a classe média para as altas rendas e o grande patrimônio, porque, afinal, já é tempo de super-ricos e grandes corporações também contribuírem com a superação da pandemia, a recuperação econômica e a garantia de direitos.

Que o Congresso Nacional construa uma reforma tributária que seja uma ponte para um Brasil mais justo e solidário e menos desigual.

De vários lugares do Brasil, 1º de fevereiro de 2021

Assinam este manifesto as organizações abaixo listadas:

Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos (CADHu) / Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco) / Oxfam Brasil

Ação Educativa

ActionAid Brasil

Associação Brasileira de Economistas pela Democracia (Abed)

Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip)

Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Nacional)

Campanha Nacional pelo Direito à Educação

Central de Cooperativas Unisol Brasil

Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)

Central Única dos Trabalhadores (CUT)

Centro Brasil no Clima

Coalizão Direitos Valem Mais

Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam)

Criola

Curitiba Mais Ação

Federação Brasileira de Sindicatos das Carreiras da Administração Tributária da União, dos Estados e do Distrito Federal (Febrafisco)

Federação Nacional dos Auditores e Fiscais de Tributos Municipais (Fenafim)

Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite)

Força Sindical

GT da Sociedade civil para a Agenda 2030

Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase)

Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec)

Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc)

Instituto Cidades Sustentáveis

Instituto Ethos – Empresas e Responsabilidade Social

Instituto Socioambiental (ISA)

Instituto Soma Brasil

Iser Assessoria

Internacional de Serviços Públicos (PSI)

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)

Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)

Plataforma Brasileira de Direitos Humanos – Dhesca Brasil

Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político

Plataforma Política Social

Rede Brasileira de Conselhos (RBdC)

Rede de Justiça Fiscal-É da sua conta

Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional)

Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil (Sindireceita)

Sindicato do Fisco do Estado de Sergipe (Sindifisco-SE)

Sindicato do Fisco Estadual do Acre (Sindifisco-AC)

Sindicato do Grupo Ocupacional Administração Tributária do Estado de Pernambuco (Sindifisco-PE)

Sindicato do Pessoal do Grupo TAF do Estado do Espírito Santo (Sindifiscal-ES)

Sindicato dos Agentes Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo (Sinafresp-SP)

Sindicato dos Auditores de Rendas do Estado do Tocantins (Sindare-TO)

Sindicato dos Auditores e Fiscais do Grupo TAF da Secretaria da Receita Estadual do Estado do Amapá (Sindifisco-AP)

Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita do Estado do Paraná (Sindafep-PR)

Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais (Sindifisco-MG)

Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual do Maranhão (Sindaftema-MA)

Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual do Mato Grosso do Sul (Sindifisco-MS)

Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual do Rio de Janeiro (Sinfrerj-RJ)

Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual do Tocantins (Sindifiscal-TO)

Sindicato dos Auditores Fiscais de Tributos Estaduais de Rondônia (Sindafisco-RO)

Sindicato dos Auditores Fiscais de Tributos Estaduais do Estado de Roraima (Sindifisco-RR)

Sindicato dos Auditores Fiscais do Tesouro Estadual do Rio Grande do Norte (Sindifern-RN)

Sindicato dos Fiscais da Fazenda do Estado de Santa Catarina (Sindifisco-SC)

Sindicato dos Fiscais de Tributos Estaduais de Mato Grosso (Sindifisco-MT)

Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Mato Grosso do Sul (Sindifiscal-MS)

Sindicato dos Funcionários do Fisco do Estado de Goiás (Sindifisco-GO)

Sindicato dos Funcionários do Grupo TAF da Secretaria da Fazenda do Estado do Maranhão (Sintaf-MA)

Sindicato dos Funcionários Fiscais do Estado do Amazonas (Sindifisco-AM)

Sindicato dos Funcionários Integrantes da Carreira de Auditoria Tributária do Distrito Federal (Sinafite-DF)

Sindicato dos Integrantes do Grupo Ocupacional Servidores Fiscais Tributários do Estado da Paraíba (Sindifisco-PB)

Sindicato dos Servidores da Fazenda do Estado da Bahia (Sindsefaz-BA)

Sindicato dos Servidores do Fisco Estadual do Pará (Sindifisco-PA)

Sindicato dos Servidores Públicos Civis do Grupo TAF do Ceará (Sintaf-CE)

Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Tributária do Estado do Rio Grande do Sul (Sindifisco-RS)

Sindicatos dos Auditores Fiscais da Fazenda do Estado do Piauí (Sinaffepi-PI)

Sindicatos dos Auditores Fiscais da Receita Estadual do Ceará (Auditece-CE)

Sindicato dos Profissionais de Tributação, Arrecadação e Fiscalização Estadual de Mato Grosso (Siprotaf-MT)

Terra de Direitos

União Geral dos Trabalhadores (UGT)

Vigência

Visão Mundial

FORMAÇÃO FORTALECE EMPREENDEDORISMO NEGRO NA BAHIA

Nos dias 25 e 26 de janeiro aconteceu o primeiro ciclo de formação do Projeto É Daqui, uma Rede de Economia Popular Solidária que tem como objetivo fortalecer o empreendedorismo negro, em especial de mulheres, e o desenvolvimento territorial sustentável.

Nossos debates foram pautados em uma contextualização histórica e política das mulheres negras sobre associativismo, cooperativismo, marketing digital, comercialização e economia solidária.

Agradecemos às 30 empreendedoras que ao longo desses dias construíram conosco mais um momento de troca e aprendizagem.

Este projeto é viabilizado por meio do Edital nº 002/2020 – Década Afrodescendente, em parceria com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia (SEPROMI) e a UNISOL (Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários).

UNISOL BAHIA E REDE TECENDO SABORES E SABERES CONVOCA PROFISSIONAIS DE ARTE, CULTURA E BEM ESTAR

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A Rede Unisol Tecendo Sabores e Saberes abre convocatória para profissionais de arte, cultura e bem estar, que têm interesse em compor a programação dos Cursos 2021 do Espaço Bem Viver. A convocatória está direcionada para colaboradores com experiência comprovada em processos artístico-pedagógicos. Os interessados deverão enviar as propostas através do formulário de inscrição para o email: tecendosaboresesaberes@gmail.com no período de 20 de janeiro a 10 de fevereiro de 2021, até às 23h59.

O Espaço Bem Viver é um espaço aberto para colaboradores de múltiplas áreas artísticas culturais e afins, que buscam uma oportunidade para o desenvolvimento de suas atividades profissionais. A grade compõe cursos diversos, dentre várias modalidades de dança, canto, capoeira, interpretação, instrumentos musicais, artesanatos e atividades alternativas ligadas à saúde e ao bem estar.

A Rede Tecendo Sabores e Saberes é uma rede colaborativa que tem como princípio organizar a Economia Popular Solidária na Região Metropolitana de Salvador e com isso garantir a inclusão dos diversos grupos em vulnerabilidade social. Esse projeto foi criado para fortalecer a prática do movimento de Economia Popular Solidária, enquanto espaço de configuração das dinâmicas coletivas e sociais. Por meio de ações formativas, da economia criativa e das unidades socioprodutivas, ele contribui para as estratégias de integração e suporte aos empreendimentos ligados à UNISOL BAHIA – Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários do Estado da Bahia.

Para mais informações acesse o edital abaixo.
Nota: As inscrições foram prorrogadas para até 10 de fevereiro de 2021 às 23h59.

Unisol Brasil apresenta primeiro balanço trimestral do PROJETO ATER MULHER

É com muito orgulho que a UNISOL BRASIL apresenta o 1º balanço trimestral do Projeto Ater Mulher. A implementação do projeto Ater Mulher é fruto de um contrato celebrado entre a Secretaria de Desenvolvimento Rural – SDR/BAHIAATER e a

Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários do Brasil – UNISOL, com a finalidade de executar serviços de assistência técnica e extensão rural para o território do Baixo Sul, no estado da Bahia.

Apesar das dificuldades enfrentadas por conta da pandemia causada pelo novo coronavírus, conseguimos com uma força conjunta superar as problemáticas e iniciar nossas atividades para fortalecer a produção agroecológica e seus processos organizativos. Mesmo diante das limitações causadas, conseguimos criar mecanismos seguros para realizar diagnósticos, reuniões com parceiros e de mobilização das comunidades. Tudo por meio de reuniões online e uso dos equipamentos de proteção.

O ano de 2020 foi muito desafiador devido à grande crise sanitária que a humanidade está enfrentando. Os impactos no âmbito socioeconômico e de saúde têm provocado muitas mudanças, principalmente restritivas. As variáveis geradas pelo isolamento social foram muito grandes, reduzindo significativamente a possibilidade de contato presencial com os/as beneficiárias e comunidades, sujeitos sociais e vários projetos. Neste sentido, as ações de ATER sofreram mais ainda por serem atividades desenvolvidas no corpo a corpo. Foram necessárias adequações metodológicas e ajustes de cronograma, dentre outras providenciais que se fizeram necessárias.

Nossa forma de conceber o ATER Mulher está fundamentada nas concepções da economia solidária e de base agroecológica, embasada em metodologias participativas, com vistas ao desenvolvimento sustentável da agricultura familiar e ao empoderamento do/a agricultor/a familiar, com foco de execução em três campos de trabalho: a unidade

de produção (a família), a comunidade (local) e o espaço territorial onde o/a

agricultor/a familiar se insere.


Em nosso primeiro trimestre do ATER Mulher atendemos:

6 Municípios;

29 Comunidades;

338 Beneficiários;
114 DAPs;
98 Diagnósticos das Unidades Produtivas Familiares;

12 Reuniões de articulação de parceiros institucionais;
72 Reuniões de mobilizações com comunidades.

Agradecemos a toda a nossa equipe, em especial às nossas técnicas agrícolas Joelma Hungria, Jailma Santos, Caliane Castor, Alielma Santos, à nossa engenheira agrônoma Sheila Assumpção, à nossa coordenadora do projeto no referido trimestre, Jeosafira Chagas, aos nossos assessores de comunicação Andreza Mona e Augusto Oliveira, à nossa auxiliar administrativa Katiane Pereira, à nossa coordenadora administrativa/financeira Aline Silva e à nossa presidenta da Unisol Bahia Anne Sena.

Estamos trabalhando em prol de alternativas viáveis para a produção sustentável com enfoque agroecológico e de base social, priorizando as questões de gênero e geração de renda, com as agricultoras assumindo a centralidade na promoção do desenvolvimento local e na soberania alimentar.

Unisol apoia movimento pela alimentação de pessoas em situação de rua

Confira manifesto divulgado durante ato na manhã desta quinta-feira (15/1) em São Paulo

Um ato organizado por diversas entidades e com apoio da Unisol tomou o Vale do Anhangabaú, em frente à Prefeitura de São Paulo, nesta quinta-feira (15/1). O objetivo é dar assistência e visibilidade às pessoas em situação de rua na cidade, especialmente neste momento de pandemia de covid-19. O presidente da Unisol, Léo Pinho, esteve no ato representando a entidade.

Foram distribuídas marmitas para a população de rua no local, com o acréscimo de 1 tonelada de frutas (bananas) produzidas pela CooperCentral, empreendimento do Vale do Ribeira filiado à Unisol.

Segue abaixo a íntegra do manifesto divulgado em favor da população de rua.

Entre a vida e a morte, combater a fome é mais forte!

Pela garantia da vida das pessoas em situação de rua, ambulantes, desempregados e grupos vulneráveis!
Estamos vivendo um momento difícil, perigoso e de muita dor. Mais de 200 mil pessoas já morreram no país por conta da Covid-19 e milhares seguem morrendo todos os dias, em uma verdadeira situação de calamidade pública. Em São Paulo, a mais rica cidade do país, mais de 50 mil pessoas têm que enfrentar essa crise em situação de rua. E o quadro segue piorando!
As pessoas estão morrendo em decorrência da Covid-19, mas, principalmente, por conta da falta de políticas públicas decentes e cuidadosas!
Por essa razão, hoje, dia 14 de janeiro de 2021, nós, pessoas em situação de rua, desempregados, ambulantes e pessoas que perderam suas moradias na pandemia, nos reunimos aqui na frente à Prefeitura de São Paulo para denunciar a negligência por parte da Prefeitura e do Estado que beira ao genocídio.
A alimentação é um direito básico previsto na Constituição Federal. Entretanto, nem sequer isso o poder público nos tem garantido. Por isso, nós realizamos esse almoço aqui: para alimentar os que têm fome, dar água aos que têm sede e para distribuir bananas, que é tudo o que recebemos da Prefeitura todos os dias!
É visível, por todos os cantos da cidade, o aumento do número de pessoas em situação desumana, o que muitas vezes comove a população. Por outro lado, sem conhecimento, alguns chegam a defender a expulsão dessas pessoas: “qualquer comida serve”, “gostam de ficar na rua”, “internação compulsória”, “retirem os pertences dessas pessoas” são coisas defendidas por algumas pessoas. São preconceitos! E só têm desumanizado a nossa sociedade.
A verdade é que todos nós estamos ficando em situação de rua: uns não têm emprego, outros não conseguem pagar seu aluguel, a comida está cada dia mais cara e as cestas básicas não chegam. Faltam até marmitas para a gente que depende delas para comer uma única vez no dia.
Nós somos cidadãos e cidadãs: queremos viver com dignidade e não pedimos mais do que os nossos direitos. Chega de sofrimento, fome, violência e mortes!
A Prefeitura em breve vai apresentar o seu Programa de Metas de 2021 a 2024. Nós reivindicamos que ela torne público esse documento, e consideramos
importante incluir a implantação de moradias sociais, um plano de segurança alimentar e projetos alternativos de emprego.
Daqui para frente, queremos que o Prefeito abra diálogo com a comissão do ato para ouvir e discutir nossas propostas, que são:

  1. Manutenção no contrato e ampliação da quantidade de refeições do projeto Rede Cozinha Cidadã;
  2. Continuidade e expansão do projeto Ação Vidas no Centro;
  3. Aumento das vagas de hotéis para Pop Rua durante a pandemia;
  4. Ampliação e diversificação da oferta de moradia digna;
  5. Prorrogação da Renda Básica Emergencial municipal;
  6. Prioridade para a População em Situação de Rua no programa de vacinação da Covid-19;
  7. Retorno da gratuidade no transporte público a partir de 60 anos.
    Queremos abrir um diálogo permanente para melhorar a nossa cidade e, juntos, buscar caminhos e resolver esse grande desafio da desigualdade,
    garantindo uma vida digna para todos e todas.

    “A rua não é lugar de dormir, moradia já!”
    Realização: Movimento Estadual da Pop. em Situação de Rua de São Paulo.
    Apoiadores:
    Aliança Nacional LGBTI do Município de São Paulo;
    Associação Rede Rua;
    AVAAS – Associação de Moradias;
    Bancada Hip Hop;
    Banho Solidário da Receita Federal;
    CEDECA Interlagos;
    Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos;
    Central de Movimentos Populares;
    Clínica de Direitos Humanos Luiz Gama;
    Coletiva Revolta da Lâmpada;
    COOPERFLORA – Cooperativa de Agricultura Familiar de Americana, Cosmópolis,
    Limeira e Piracicaba;
    CUT – Central Única dos Trabalhadores;
    Familia HÓRUS LGBTI;
    Fórum da Cidade de Acompanhamento das Políticas Públicas da Pop Rua;
    Fórum Hip Hop MSP;
    Grupo Tortura Nunca Mais – SP;
    Mandato do vereador Eduardo Suplicy;
    Mandato da vereadora Juliana Cardoso;
    MNPR – Movimento Nacional da População de Rua;
    MNLDPR – Movimento Nac. de Luta em Defesa da Pop. em Situação de Rua;
    MST – Movimento Sem Terra;
    NDDH – São Paulo – Núcleo de Defesa de Direitos Humanos da População em Situação
    de Rua;
    Núcleo de Movimentos Sociais e População em Situação de Rua da Comissão de
    Direitos Humanos da OAB-SP;
    Projeto A Cor da Rua;
    Rede Periférica LGBTI Familia Stronger;
    Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região;
    UAMP – União Associação de Moradia Paulista;
    UMAJA – Associação de moradia Jardim Vista Alegre;
    UJB – União da Juventude Brasileira;
    UniSol – Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários.

Piauí aprova lei garantindo economia solidária como fornecedora do governo

Projeto do deputado Francisco Limma beneficia agricultura e extrativismo familiares e atividade pesqueira, entre outras; PL segue para sanção do governo

A Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) aprovou, na última quarta-feira (16), o projeto de lei 113/2000, garantindo que o governo vai priorizar a aquisição de itens produzidos pela economia solidária no Estado. O PL, de autoria do deputado Francisco Limma (PT), agora segue para a sanção do governador Wellington Dias, depois da qual passará a vigorar em todo o Piauí.

Ao longo do último ano, inúmeras foram as tratativas junto ao mandato na busca da normatização dessa política, ancorada na inclusão socioprodutiva. Em fevereiro, na fundação da Unisol Piauí, o deputado reafirmou o compromisso com a Unisol. E agora o sonho vira realidade: o projeto de lei 113/2000 soma-se a mais uma incidência política da nossa central, caminhando rumo a modelos de políticas que visem o desenvolvimento econômico.

Os beneficiários da lei situam-se nas duas pontas da cadeia de fornecimento. Por um lado, ela privilegia os fornecedores, pequenos e médios empreendimentos que reúnem famílias da agropecuária familiar, do extrativismo e da atividade pesqueira. Neste caso, a lei ainda prioriza os negócios compostos majoritariamente por mulheres, jovens, comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas.

Por outro lado, a lei reforça a segurança alimentar da população – por exemplo, dos alunos da rede estadual de ensino que dependem da merenda escolar. O governo do Estado troca muitos de seus insumos, substituindo alimentos processados, industrializados e de baixo teor nutritivo por alimentos orgânicos e naturais. “A lei deverá assegurar o desenvolvimento rural sustentável, bem como a promoção da segurança alimentar e o consumo de produtos de qualidade”, afirmou Limma, por meio da assessoria da Alepi.

A Unisol tem realizado esforços para que legislações do mesmo gênero sejam aprovadas e aplicadas em todos os estados e pelo governo federal. O texto integral do projeto de lei do Piauí pode ser consultado em
https://sapl.al.pi.leg.br/media/sapl/public/materialegislativa/2020/15629/plo_no_113-2020_-dep._limma-_compras_governamentais.pdf.

Mais informações – Unisol – (11) 9 8621 0723

Legenda da foto:
O deputado estadual Francisco Limma (PT/PI)
Crédito: Alepi

Livro mostra como empreendimentos sustentaram famílias durante a pandemia 2020

Lançada em 15/12, obra é destinada principalmente a pessoas que podem estabelecer seus negócios baseados economia solidária

Alternativas para obter trabalho e renda e ajudar ao próximo nessa época de quarentena e de crise econômica. Esse é o tema do livro Respostas das cooperativas e da economia solidária frente à crise social, econômica e sanitária da COVID-19 no Brasil, lançado pela Unisol em parceria com a Amater Cooperativa.

Segundo o presidente da Unisol, Léo Pinho, um dos objetivos do livro é estimular a população a se organizar em torno de empreendimentos de economia solidária de forma a superarem a crise econômica. “Os relatos destas nove cooperativas devem servir de base para que outras iniciativas prosperem sabendo que podem contar com a assessoria de entidades como a Unisol e a Amater”, disse.

Dois princípios da Unisol serviram de conceitos na elaboração do livro. “A intercooperação e a solidariedade são dois polos a partir dos quais os empreendimentos se formam e se consolidam”, afirmou Pinho. A própria concepção da obra seguiu esses princípios – ela foi editada e diagramada pela Coopacesso, uma editora cooperativa que, portanto, funciona conforme a lógica da economia solidária.

Para baixar o livro acesse o link abaixo: https://unisolbrasil.org.br/wp-content/uploads/2020/12/MIOLO-UNISOL-BRASIL-1-3.pdf

UNISOL É A MAIS VOTADA NO CONSELHO NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS

Nossa entidade conseguiu a maioria de votos, sendo a primeira colocada na votação para renovação de mandato da Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) (2020-2022) que ocorreu na última sexta-feira (20), a vitória se deu depois de um amplo processo de articulação feito por nosso presidente e atual vice-presidente do CNDH Leo Pinho. Os setores da ala conservadora não conseguiram eleger nenhuma instituição representante.

No total foram eleitas 18 entidades – 9 titulares e 9 suplentes –  que representam os mais diversos setores da população, veja abaixo a lista completa:

Titulares: Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários  do Brasil (Unisol Brasil); Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH); Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ); Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB); União Brasileira de Mulheres (UBM); Central Única dos Trabalhadores (CUT); Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC); Associação Nacional dos Atingidos por Barragens (ANAB) e Plataforma Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (Plataforma Dhesca).

Suplentes: Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua (MNMMR); Conselho Federal de Psicologia (CFP); Movimento Nacional População de Rua (MNPR); Coletivo Nacional de Juventude Negra (ENEGRECER); Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transsexuais e Intersexos (ABGLT); Associação Nacional de Centros de Defesa da Criança e do Adolescente (ANCED); Casa Brasileira de Pesquisa e Cooperação (Casa Brasileira); Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM).

A vitória massiva representa  a derrota das políticas do governo atual – que muito se aproximam do fascismo – e o avanço das políticas progressistas na CNDH, mostrando a força dos movimentos sociais, populares e principalmente da sociedade civil brasileira.

A ECONOMIA SOLIDÁRIA E O COMBATE À DESIGUALDADE RACIAL.

O dia 20 de novembro é feriado no Brasil em 1260 cidades há 9 anos. E graças a luta do movimento negro e de combate ao racismo, a data ajuda a pautar as origens e os efeitos das estruturas que segregam nossa sociedade. A desigualdade de renda, a forma precária de acesso ao mercado de trabalho e os tipos de profissões que são mais ocupadas pelos negros são também formas perversas do racismo.

A economia solidária tem como foco principal a redução das desigualdades sociais a partir da divisão dos excedentes entre todos que trabalham em um empreendimento solidário. E o racismo é um dos principais elementos da produção e da reprodução das desigualdades no Brasil.

Dados do IBGE de 2019 apontam que a taxa de desemprego entre negros foi 71% maior do que entre brancos, e segundo o DIEESE, 73% das mais de 8 milhões de pessoas que perderam o emprego durante a pandemia eram negros, ou seja, 6,3 milhões. O relatório “Desigualdades Sociais por Cor ou Raça Brasil” elaborado pelo IBGE também em 2019 aponta que dos 13,5 milhões de brasileiros que vivem em extrema pobreza, 10,1 milhões se declararam pretos ou pardos. Pretos e pardos correspondem a 64% dos desempregados e 66% dos subutilizados (que são os que não conseguem completar sua jornada de trabalho ou que não procurou emprego mas estava disponível para trabalhar).

Sabe-se que historicamente negros e negras sofreram e sofrem os mais diversos tipos de discriminações sociais e econômicas. O Brasil foi o último dos países da América a abolir a escravidão, nunca realizamos de fato uma reforma agrária e as políticas socioeconômicas elaboradas ao longo dos anos após a abolição nunca visaram inserir a população negra ex-escravizada sócio ou economicamente na sociedade, perpetuando assim as desigualdades já pré estabelecidas.

Mas o dia da Consciência Negra e a memória de Zumbi dos Palmares também são um momento de afirmação das políticas que ajudam a quebrar estes muros. Os diversos tipos de empreendimentos da economia solidária têm grande impacto na promoção da igualdade racial.

Cooperativas ou empresas que distribuem os lucros entre seus trabalhadores certamente produzem efeitos positivos maiores entre a população negra, especialmente entre jovens e mulheres negros. A economia solidária é também uma forma de gerar emprego de qualidade e renda digna entre os segmentos da sociedade que tem menor e pior acesso ao mercado de trabalho.

Relatório do IPEA de 2019 sobre os efeitos da economia solidária para as políticas de combate ao racismo, mostra como na Bahia a formação de empreendimentos dirigidos por negros tem sido desde 2014 parte central das políticas públicas do estado tanto para a geração de emprego quanto para a promoção da igualdade racial.

Disponibilizamos o relatório para download no link, e convidamos a todos e todas para fortalecer a luta da população negra, que ao fim e ao cabo, é a luta de todo o povo brasileiro.

RENDA BÁSICA: O QUE É E QUAL A SUA IMPORTâNCIA.

A Renda Básica é uma proposta de política pública de distribuição de renda e promoção do bem estar e dignidade. Pode permitir que as famílias brasileiras mais pobres tenham acesso a alimento, água, luz e moradia, garantindo a elas direitos fundamentais previstos na Constituição. Tem caráter permanente, diferente da renda emergencial, implementada pelo Governo Federal por conta da crise econômica e trabalhista agravada pela pandemia de Covid-19 no Brasil.

A política de renda básica seria essencial para reconhecer e diminuir as desigualdades raciais e sociais do país, garantindo condições dignas de sobrevivência para a população, o cenário pandêmico serviu para escancarar ainda mais tais desigualdades.

Essa medida também movimentaria a economia do país, revertendo para o comércio o dinheiro destinado às famílias mais pobres, aquecendo assim pequenos estabelecimentos locais, gerando emprego e renda para os habitantes dessas regiões.

Os fundos e impostos para custear o programa viriam de políticas que afetem prioritariamente os brasileiros mais ricos (cerca de 5% da população).

É importante que a Renda Básica não substitua ou anule outros programas assistenciais do Governo Federal como o Bolsa Família, pois, seu objetivo seria garantir a ampliação de direitos para pessoas menos favorecidas.

Para o sucesso de sua implementação ainda seria necessário garantir alguns parâmetros que garantam sua distribuição e organização como: Incondicionalidade; individualidade; previsibilidade; liquidez; não-tributabilidade; ajustabilidade; caráter redistributivo; caráter de ampliação de direitos e referência no salário mínimo.

Exemplos como o do Alasca (EUA) mostram que a política pode ser realidade. O estado distribui cerca de US$ 2 mil ao ano para cada habitante, sem distinções de classe, idade e gênero. Temos também um caso brasileiro, a Prefeitura de Maricá (RJ) adotou a renda básica universal como projeto desde 2016, para isso foi utilizada uma moeda fictícia (Mumbuca) que é veiculada apenas no comércio local. Atualmente o valor disponibilizado é de 130 Mumbucas, equivalentes à R$ 130,00. Outros países como Finlândia, China, Espanha, França e Quênia também ensaiam políticas voltadas para renda básica, principalmente após à pandemia de Covid-19.

A Renda Básica universal seria então o mínimo para garantia da dignidade humana, permitindo que pessoas de baixa renda ou desempregadas tenham o que comer e consigam viver melhor, além de auxiliar na procura de emprego.

UNISOL Brasil lança plataforma para eleições municipais de 2020

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A UNISOL lança no dia 12 de outubro a Plataforma para as Eleições de 2020, que será apresentada aos candidatos a prefeito(a) e a vereador(a) de todo país. O objetivo é incentivar os candidatos a se comprometer e adotar propostas que fortaleçam a economia solidária.

Para o executivo a plataforma sugere três eixos de ação:

  • Fortalecimento de Políticas Integradas de Trabalho e Economia Solidária;
  • Desenvolvimento de um Sistema Integrado de Empreendedorismo e Economia Solidária;
  • Criação da Renda Básica Universal nos municípios.

A Plataforma também orienta os candidatos(as) a vereadores(as) a criarem propostas para os legislativos municipais:

  • Criação de frentes parlamentares de Agroecologia e Economia Solidária; 
  • Aprovação de projetos de Lei para Renda Básica Universal;
  • Aprovação de legislação para a criação de um Sistema de Trabalho Municipal.

Com essas ações a UNISOL visa o fortalecimento das relações entre os empreendimentos solidários e o poder público, promovendo novos modelos de desenvolvimento local, distribuindo renda e ampliando o acesso ao trabalho decente.

Para baixar a Plataforma clique no link.

Leve para seus candidatos, vamos todos juntos nos comprometer com a Economia Solidária!

Livros

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Respostas das cooperativas e da economia solidária frente à crise social, econômica e sanitária da COVID-19 no Brasil.

UNISOL Brasil participa da 1ª edição do Festival Nacional de Economia Popular e Solidária no RJ entre os dias 10 e 14 de junho

A cidade do Rio de Janeiro sediará a 1ª edição do Festival Nacional de Economia Popular e Solidária, um dos mais importantes encontros do setor já realizados no Brasil entre os dias 10 e 14 de junho. A programação acontece no Píer Mauá, na região portuária da capital fluminense, reunindo mais de 50 organizações nacionais e internacionais, além de empreendimentos solidários, gestores públicos, pesquisadores, movimentos sociais e representantes do governo federal.

A Unisol Brasil estará presente em diversos momentos da programação, contribuindo para os debates sobre autogestão, cooperativismo solidário, desenvolvimento sustentável, educação popular e fortalecimento da economia solidária nos territórios.

Promovido pela Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária (Senaes), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego, o festival terá painéis, seminários, rodas de conversa, oficinas, encontros temáticos e atividades culturais voltadas à construção de políticas públicas e estratégias de fortalecimento da economia popular e solidária no país.

Para o tesoureiro da Unisol Brasil, Anderson Cardoso, a realização do festival representa um marco para o movimento.

“Este festival demonstra a força e a capacidade de organização da economia solidária brasileira. Será um espaço de diálogo, construção coletiva e valorização das experiências que geram trabalho, renda, inclusão social e desenvolvimento sustentável. A presença da Unisol reafirma nosso compromisso com a construção de um modelo econômico baseado na cooperação, na autogestão e na justiça social”, destaca Anderson.

Além da participação institucional da entidade, a Unisol também integra a organização de atividades estratégicas e estará representada em mesas e painéis ao longo dos quatro dias de evento. Anderson Cardoso será um dos mediadores do painel ‘Educação e Economia Solidária’, programado para o dia 13 de junho.

Programação reúne lideranças nacionais e internacionais

A abertura oficial acontece na noite do dia 10 de junho, com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, além de ministros, representantes de instituições públicas, bancos de desenvolvimento, organizações da sociedade civil e movimentos populares. Nos dias seguintes, o festival promoverá debates sobre temas centrais para o desenvolvimento do setor, entre eles:

  • Economia Solidária como projeto de desenvolvimento para o Brasil;
  • Cooperativismo solidário;
  • Economia social e solidária em perspectiva internacional;
  • Povos indígenas e economia solidária;
  • Finanças solidárias;
  • O papel do Estado na Economia Solidária;
  • Mulheres na Economia Solidária;
  • Juventude e autogestão;
  • Educação e Economia Solidária;
  • Ciência, tecnologia social e inovação;
  • Transição energética e justiça climática;
  • Agroecologia e soberania alimentar.

Entre os participantes confirmados estão nomes como Ladislau Dowbor, Gilberto Carvalho, Marcio Pochmann, Helena Singer, além de representantes de universidades, movimentos sociais, redes de cooperativas e organismos internacionais.

Destaques da participação da Unisol Brasil

A entidade estará presente em diversos espaços do festival:

11 de junho

Povos Indígenas e Economia Solidária

  • Participação de Edimilson Gonçalves (UNISOL Brasil).

12 de junho

O Papel do Estado na Economia Solidária

  • Participação de Nelsa Nespolo (Justa Trama/UNISOL Brasil).

Encontro GSEF – Global Solidarity Economy Forum

  • Organização compartilhada entre Prefeitura de Maricá, Rede de Gestores e UNISOL.

13 de junho

Painel Educação e Economia Solidária

  • Participação de Gabriel Kraychete.
  • Mediação de Anderson Cardoso (UNISOL Brasil).

Construindo o futuro da Economia Solidária

Ao longo do festival, também serão realizados encontros nacionais de mulheres da economia solidária, gestores públicos, redes de autogestão, juventudes e iniciativas de finanças solidárias. O encerramento contará com a apresentação da Carta do Rio para a Economia Solidária do País, documento que reunirá propostas e compromissos construídos coletivamente durante o evento.

Serviço

📍 Festival Nacional de Economia Popular e Solidária
🗓️ 10 a 14 de junho de 2026
📌 Píer Mauá – Rio de Janeiro (RJ)
🎯 Programação com seminários, oficinas, debates, encontros temáticos, atividades culturais e feira de empreendimentos da economia solidária.