A UNISOL Brasil, a UNISOL São Paulo e a Uniforja iniciaram uma nova etapa de articulação para fortalecer o cooperativismo e ampliar as oportunidades de integração entre empreendimentos da economia solidária. O encontro, realizado no dia 8 de setembro, na sede da Uniforja, em Diadema, foi marcado pelo compromisso de reconstruir uma parceria histórica e aproximar diferentes cadeias produtivas, especialmente a agricultura familiar e o setor industrial.
Participaram da atividade o presidente da UNISOL Brasil, Arildo Mota; o presidente da UNISOL São Paulo, Isnaldo Lima da Costa; e o presidente da Uniforja, Maurício Costa.
O encontro teve um significado especial para a trajetória da economia solidária brasileira. A história da UNISOL está diretamente ligada às experiências de autogestão desenvolvidas pelos trabalhadores e trabalhadoras do ABC Paulista, entre elas a própria Uniforja.
Para Isnaldo Lima, a retomada desse vínculo representa um momento histórico para as organizações.
“É a UNISOL voltando para sua casa, voltando ao seu berço. Foi aqui que nasceu a UNISOL e estamos concretizando o início de uma grande parceria, trazendo a agricultura familiar para perto dos trabalhadores”, destacou.
A proposta é construir ações que aproximem cooperativas, associações, trabalhadores e produtores da agricultura familiar, criando novas possibilidades de comercialização, intercâmbio de conhecimentos e organização das cadeias produtivas solidárias.
Integração para fortalecer a economia solidária
Presidente da Uniforja, Maurício Costa destacou que a economia solidária está presente na história e na organização das cooperativas que integram a rede da UNISOL. Para ele, o reencontro abre caminho para uma atuação conjunta entre as três instituições.
“O mais importante é retomarmos esse grande momento de unificar a UNISOL Brasil, a UNISOL São Paulo e a Uniforja no mesmo espaço. Tudo isso é possível por meio da integração e da solidariedade”, afirmou.
A articulação pretende incentivar a intercooperação, princípio fundamental da economia solidária que estimula a colaboração entre diferentes empreendimentos. A partir dessa estratégia, cooperativas e associações podem compartilhar experiências, tecnologias, conhecimentos e soluções para desafios comuns.
Entre as perspectivas discutidas está a aproximação entre campo e cidade. A iniciativa poderá conectar a produção da agricultura familiar aos trabalhadores e trabalhadoras do setor industrial, ampliando mercados para os empreendimentos rurais e facilitando o acesso das famílias a alimentos produzidos de maneira sustentável e solidária.
Uniforja é referência nacional em autogestão
Durante o encontro, Arildo Mota ressaltou a importância histórica da Uniforja para o cooperativismo brasileiro. Constituída a partir da organização dos trabalhadores diante de um momento de crise, a cooperativa tornou-se uma referência de resistência, autogestão e preservação dos postos de trabalho.
“A Uniforja é um ícone do cooperativismo brasileiro. Em um momento difícil, os trabalhadores e as trabalhadoras encontraram no cooperativismo um caminho para gerar trabalho e renda”, afirmou o presidente da UNISOL Brasil.
Arildo também destacou que a intercooperação permite reunir capacidades e conhecimentos de diferentes organizações, criando condições para avançar na geração de trabalho, renda e dignidade.
Segundo ele, dirigentes e cooperativas têm o papel de abrir portas para o conhecimento, o diálogo e a troca de tecnologias. Nesse sentido, tanto a UNISOL Brasil quanto a UNISOL São Paulo permanecem abertas para receber, apoiar e integrar cooperativas e associações de diferentes setores e regiões.
“Estamos retornando depois de 26 anos. Este é um momento de retomada, de fortalecimento da democracia, de organização dos empreendimentos e de geração de trabalho, renda e dignidade para o nosso povo”, ressaltou Arildo.
A retomada da parceria entre UNISOL Brasil, UNISOL São Paulo e Uniforja reafirma que a cooperação entre empreendimentos é estratégica para enfrentar os desafios econômicos e ampliar as possibilidades de desenvolvimento.
“Mais do que recuperar uma relação histórica, o encontro aponta para a construção de uma agenda conjunta capaz de conectar campo e cidade, fortalecer as redes de produção e comercialização e demonstrar, na prática, que a economia solidária é um instrumento de transformação social”, ressaltou Arildo.

