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Projeto da Unisol Brasil articula formação ambiental, hortas comunitárias e gestão de resíduos em São Paulo

O projeto “Meio Ambiente é Responsabilidade de Todos”, desenvolvido pela Unisol Brasil, iniciou uma nova etapa de atuação junto a comunidades de Suzano e Itaquaquecetuba, em São Paulo. Nos dias 15, 22 e 23 de julho, a equipe técnica do projeto realizou visitas de campo para conhecer a realidade dos territórios, ouvir moradores e lideranças e identificar as principais demandas relacionadas à gestão de resíduos, compostagem e hortas comunitárias.

Os diagnósticos irão orientar tanto o conteúdo das formações quanto às ações práticas previstas pelo projeto. A proposta é trabalhar a educação ambiental a partir dos problemas enfrentados diariamente pelas famílias, articulando conhecimento, participação comunitária e transformação dos espaços.

“A formação sobre meio ambiente é muito ampla. Por isso, primeiro fomos aos territórios entender quais são as demandas reais das famílias. A partir desse diagnóstico, vamos trabalhar questões concretas, como descarte de resíduos, compostagem, recuperação da horta de Suzano e implantação de uma horta coletiva em Itaquaquecetuba”, explica Enzo Antonacci, integrante da equipe técnica do projeto.

Diagnóstico identifica desafios em Suzano

A primeira visita foi realizada em 15 de julho e a segunda dia 22, em um conjunto habitacional de Suzano onde vivem aproximadamente 80 famílias. A equipe conversou com Cícero, responsável pela horta comunitária, realizou a doação de mudas e avaliou as condições do espaço e do solo.

Durante a atividade, foram identificadas dificuldades relacionadas à baixa produtividade e à demora no desenvolvimento das plantas. A avaliação inicial apontou que a pouca presença de matéria orgânica no solo é um dos principais fatores que comprometem a produção.

A partir desse diagnóstico, o projeto pretende desenvolver um trabalho de compostagem utilizando os resíduos orgânicos gerados no próprio conjunto habitacional. A iniciativa permitirá transformar esses materiais em composto e fertilizante para recuperar o solo, fortalecer a horta e contribuir para a produção de alimentos orgânicos destinados à comunidade.

“A ação também pretende envolver os moradores em atividades educativas sobre o descarte correto e a separação de resíduos orgânicos e recicláveis. Embora já exista uma estrutura para receber os materiais recicláveis, a capacidade atual não comporta todo o volume produzido, o que provoca o acúmulo de resíduos na parte externa da lixeira”,explica Enzo.

O trabalho, portanto, deverá reunir formação ambiental, mobilização comunitária e ações práticas para melhorar a gestão dos resíduos e ampliar a capacidade de produção da horta.

Comunidade de Itaquaquecetuba planeja horta coletiva

No dia 23 de julho, pela primeira vez, a equipe técnica do projeto visitou uma ocupação de Itaquaquecetuba onde vivem aproximadamente 150 famílias. O território está localizado na área de uma antiga fábrica e conta com um salão comunitário que poderá receber as atividades formativas do projeto.

Durante a visita, foram observados diferentes espaços com potencial para a implantação de uma horta coletiva. A comunidade já demonstra interesse e experiência com o cultivo de alimentos, mantendo plantações de espécies como abóbora, banana, maracujá e outras variedades.

“A criação de uma horta coletiva já fazia parte do planejamento dos moradores. Antes do início da implantação, as lideranças e as famílias deverão definir conjuntamente o local mais adequado, considerando que a estrutura precisa permanecer em um espaço seguro e definitivo”, explicou Enzo, que complementou: “Além da horta, a gestão dos resíduos apareceu como uma das principais demandas do território. Atualmente, resíduos orgânicos e recicláveis são descartados juntos. A comunidade também possui uma estrutura de lixeira que precisa ser finalizada ou readequada para permitir a separação e o armazenamento correto dos materiais”.

O projeto deverá apoiar o planejamento dessa estrutura e promover ações educativas sobre reciclagem, compostagem e descarte adequado. Também está prevista a realização de um mutirão com a participação dos moradores para a implantação da horta coletiva.

A proposta é que a nova área de cultivo contribua para a produção de alimentos, a melhoria dos hábitos alimentares, a ampliação das áreas verdes e o fortalecimento da organização comunitária.

Formação será construída a partir da realidade dos territórios

Cada território deverá receber uma sequência de cinco aulas. O conteúdo será elaborado com base nos problemas identificados durante as visitas e nas demandas apresentadas pelos moradores e pelas lideranças locais.

Entre os temas previstos estão mudanças climáticas, meio ambiente, reciclagem, compostagem, hortas comunitárias, planejamento das lixeiras e boas práticas para o descarte de resíduos. As atividades também irão discutir como moradores e comunidades podem contribuir para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

A presença de hortas e áreas verdes, por exemplo, pode colaborar para a redução das temperaturas, a melhoria da qualidade ambiental e o fortalecimento da segurança alimentar. A compostagem também será apresentada como uma alternativa para diminuir o volume de resíduos encaminhados ao descarte e, ao mesmo tempo, produzir matéria orgânica para os espaços de cultivo.

“Mais do que transmitir informações, as formações pretendem envolver os moradores na construção de soluções coletivas para os desafios encontrados em cada comunidade”, afirmou Enzo.

Mobilização das comunidades será a próxima etapa

A mobilização das comunidades já começou em conjunto com a visita de diagnóstico. As lideranças locais farão uma sensibilização com os moradores para participação dos mutirões e formações.

Também serão distribuídos materiais de divulgação nos grupos de WhatsApp e afixados cartazes em espaços de circulação das comunidades. As datas e os horários das formações serão definidos e divulgados após a organização das turmas.

Paralelamente às aulas, o projeto dará início ao planejamento das intervenções práticas: recuperação e fortalecimento da horta de Suzano, implantação da horta coletiva em Itaquaquecetuba e adequação das estruturas destinadas à separação e ao armazenamento dos resíduos.

“Com formação, participação popular e ações concretas, o projeto “Meio Ambiente é Responsabilidade de Todos” busca fortalecer o protagonismo das comunidades e demonstrar que o cuidado ambiental também se constrói a partir dos territórios e das experiências de quem vive neles”, finaliza Enzo.

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