NotíciasNacionalPIS, COFINS e Políticas Públicas nas mesas finais do 'Seminário Empresas Recuperadas...

PIS, COFINS e Políticas Públicas nas mesas finais do 'Seminário Empresas Recuperadas por Trabalhadores'

Dirigentes participaram pela primeira vez da feira alemã
Uniforja, empresa recuperada de Diadema, São Paulo

A mesa que discutiu o PIS (Programa de Integração Social) e COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), no final da sexta-feira, 12 de dezembro, parte do evento ‘Empresas Recuperadas por Trabalhadores’, trouxe elementos importantes para os representantes das cooperativas e Empresas Recuperadas e ocupadas, presentes.
O advogado Luis Fernando Muratori, consultor da UNISOL Brasil, era um dos palestrantes e procurou agregar ao debate a sua experiência com a Economia Solidária. De forma sintética, a conclusão desta rodada de discussões evidenciou a falta de preparo do poder judiciário brasileiro referente à tributação das cooperativas e das empresas recuperadas. Esta questão é algo que vem acontecendo nos últimos 10 anos, devido ao surgimento e crescimento da ES no Brasil. Atualmente, nas câmaras legislativas de todo o País, tramitam vários projetos de Lei para regulamentar a tributação destes empreendimentos. A falta de definição do ato cooperativo é uma questão vital para as cooperativas de produção, e também a diferenciação, perante o judiciário, das cooperativas de serviços.
Já a mesa de sábado, 13 de dezembro, teve as presenças de Roberto Marinho, da Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES/MTE), Shanna Nogueira Lima, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Cláudio Domingos, da Unisol Brasil. Foram colocadas as dificuldades que a SENAES enfrenta para exercer algumas políticas, por pressões de outras forças que tem maior peso de negociação e articulação dentro do Congresso Nacional e do Senado. Isto dificulta a criação de um ambiente propício ao crescimento e fortalecimento das Empresas Recuperadas e da Economia Solidária em geral.
Também se ressaltou a importância de exercer a pressão política desde a base social, por exemplo, a partir dos trabalhadores de empresas recuperadas, cooperados e demais movimentos sociais que unidos, ajudaram na criação deste contexto favorável. Um exemplo de movimento social citado na mesa foi a ‘Marcha das Margaridas’ que reúne trabalhadoras rurais de todo o país marchando anualmente em Brasília, e que nas suas reivindicações, demandam políticas públicas favoráveis, neste caso, para o desenvolvimento da agricultura familiar.
Acesse as outras matérias referentes ao Seminário aqui no site, realizando a busca na nossa ferramenta de procura de arquivos.
Fonte: Ariel Fassolari, da Unisol Brasil.
Flaskô, fábrica ocupada por trabalhadores da cidade de Sumaré, São Paulo.

 

Você também pode gostar:

Formação na Cooperleste fortalece gestão e participação dos catadores

Catadoras e catadores de materiais recicláveis da Cooperativa de Trabalho dos Profissionais da Reciclagem de Materiais de São Mateus (Cooperleste) participaram, no dia 7...

Missão Josué de Castro fortalece agenda de soberania alimentar e economia solidária em Sergipe

A Missão Josué de Castro realizou, nos dias 20 e 21 de agosto, o Encontro Territorial de Sergipe. Com o tema “Territórios que lutam,...

Unicopas e Frente Parlamentar apresentam novo marco para o cooperativismo solidário

A União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias (Unicopas) e a Frente Parlamentar da Economia Popular e Solidária apresentaram, no dia 12 de agosto, na...

Agosto Lilás reforça luta coletiva pelo direito das mulheres a uma vida sem violência

O Agosto Lilás mobiliza organizações sociais, instituições públicas e diferentes setores da sociedade em torno da conscientização e do enfrentamento à violência contra as...