Representantes de organizações, cooperativas e instituições ligadas à agricultura familiar participaram, no dia 28 de agosto, do Encontro Agricultura Familiar e CEAGESP, realizado na sede da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, na capital paulista.
Com o tema “Construindo caminhos para a comercialização”, a atividade promoveu um espaço de formação, diálogo e articulação sobre os desafios enfrentados pelos empreendimentos da agricultura familiar para acessar mercados de maneira mais organizada e sustentável.
A UNISOL Brasil participou do encontro ao lado de representantes da CEAGESP, da União das Cooperativas da Reforma Agrária e Economia Solidária do Estado do Brasil (UNICRAB), do Programa Mais Gestão, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, do Coopera Mais Brasil e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Para o presidente da UNISOL Brasil, Arildo Mota, a atividade possibilitou que os empreendimentos conhecessem de perto tanto a estrutura da CEAGESP quanto às exigências envolvidas na preparação e na comercialização dos produtos.
“Para nós, é extremamente importante participar deste momento na CEAGESP, junto com o Programa Mais Gestão. É uma oportunidade para que os empreendimentos participantes conheçam os espaços, entendam como funciona a qualificação dos produtos e tenham contato com o tamanho desse universo que é a CEAGESP. É um momento muito importante para a UNISOL Brasil, para os empreendimentos e para todas as organizações parceiras”, destacou Arildo.

Conhecimento para acessar novos mercados
A programação começou com uma mesa de abertura e seguiu com uma apresentação sobre preços e sazonalidade dos produtos comercializados na CEAGESP. A atividade contou com a participação de representantes da Companhia e da Plataforma de Análise de Preços do Programa Mais Gestão.
A discussão permitiu apresentar informações importantes para o planejamento da produção e da comercialização. Conhecer as variações de preço, os períodos de maior oferta e procura e o comportamento do mercado ajuda cooperativas e associações a tomarem decisões mais estratégicas e a reduzirem riscos e perdas.
Os participantes também realizaram um giro pela CEAGESP e conheceram o Espaço da Agricultura Familiar. A visita aproximou os empreendimentos da dinâmica cotidiana de um dos principais centros de abastecimento do país, possibilitando a observação dos processos de recebimento, organização, circulação e comercialização dos alimentos.
Outro momento da programação foi dedicado ao funcionamento das operações dentro da CEAGESP. Também foram abordados temas como seleção, classificação, escolha dos produtos hortifrutigranjeiros, embalagens e rastreabilidade, etapas fundamentais para atender às exigências dos mercados e garantir qualidade, segurança e melhor apresentação dos alimentos.

Intercooperação e construção de parcerias
O encontro também abriu espaço para a troca de experiências entre organizações e empreendimentos da agricultura familiar. Foram apresentadas iniciativas vinculadas à UNISOL Brasil, ao ECOSOL, ao Coopera Mais Brasil e à UNICRAB, além de experiências desenvolvidas em Presidente Prudente.
A proposta foi estimular a intercooperação e a construção de soluções coletivas para dificuldades que fazem parte da realidade de muitas cooperativas, como logística, regularidade no fornecimento, padronização, formação de preços, organização da produção e acesso a canais permanentes de comercialização.
Ao reunir quem produz, quem organiza a produção e instituições que atuam no abastecimento e na construção de políticas públicas, o encontro contribuiu para ampliar o conhecimento dos empreendimentos e fortalecer a articulação entre as organizações.
“Para a UNISOL Brasil, iniciativas como essa são fundamentais para transformar a capacidade produtiva da agricultura familiar em oportunidades concretas de geração de trabalho, renda e desenvolvimento nos territórios. Mais do que conhecer um espaço de comercialização, a atividade permitiu construir relações, compartilhar aprendizados e abrir novos caminhos para que os produtos das cooperativas e associações cheguem a mercados cada vez mais amplos”, finalizou Arildo.


