Agricultoras e agricultores do Núcleo Agroecológico do Acampamento Marielle Vive, em Valinhos (SP), participaram de uma oficina formativa sobre avicultura e produção de ovos. A atividade integrou o plano de formação desenvolvido no território e foi organizada a partir de uma demanda apresentada pelas próprias famílias, interessadas em fortalecer a criação de galinhas poedeiras como alternativa de geração de renda e de promoção da segurança alimentar.
Com uma metodologia que combinou teoria e prática, a formação abordou conhecimentos essenciais para o desenvolvimento da atividade avícola, contribuindo para qualificar o manejo, melhorar as condições de criação e ampliar as possibilidades de aproveitamento e comercialização da produção.

A oficina apresentou resultados positivos tanto pela participação e pelo envolvimento dos agricultores quanto pela qualidade técnica dos conteúdos trabalhados. A iniciativa também valorizou a troca de experiências e os conhecimentos já construídos pelas famílias em sua relação cotidiana com a produção agroecológica.
Para Jorge, da equipe de Projetos da UNISOL Brasil, desenvolver ações conectadas às necessidades concretas dos territórios é fundamental para que a formação produza resultados duradouros.

“Essa oficina nasceu de uma demanda dos próprios agricultores, que identificaram na criação de galinhas poedeiras uma possibilidade de fortalecer a alimentação das famílias e, ao mesmo tempo, complementar a renda. Quando a formação dialoga com a realidade local e oferece conhecimentos que podem ser aplicados no cotidiano, ela contribui diretamente para ampliar a autonomia e melhorar as condições de produção”, afirma Jorge.
A atividade contou com o apoio da Escola da Terra Rede Livres, iniciativa vinculada a uma organização filiada à UNISOL Brasil. A proposta da Escola é oferecer formações para novos agricultores, orientadas pelas boas práticas ambientais e pela construção de uma agricultura ecológica, inclusiva e socialmente sustentável.

“Além de aprimorar a criação de aves e a produção de ovos, a formação fortalece a organização comunitária e a diversificação produtiva do Núcleo Agroecológico do Acampamento Marielle Vive. Essas ações contribuem para consolidar alternativas de trabalho e renda alinhadas à agroecologia, à cooperação e ao desenvolvimento sustentável dos territórios”, finaliza Jorge.

