A UNISOL Brasil participou, neste domingo (26), da cerimônia festiva de posse da nova direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para o triênio 2026–2029. Realizado na Estância Alto da Serra, em São Bernardo do Campo, o evento marcou a posse de Wellington Damasceno como novo presidente da entidade e reuniu trabalhadores, lideranças sindicais, representantes dos movimentos sociais, ministros e autoridades políticas. A presença do presidente Lula na cerimônia só reforçou o quanto este dia ficará na história. e disse olhando para o presidente Wellington Damasceno: “Eu tenho certeza que você, mais uma vez, vai saber honrar a tradição, a coragem e a capacidade de luta dos metalúrgicos”.
Representaram a UNISOL o presidente nacional da Central, Arildo Mota; o tesoureiro da UNISOL Brasil e presidente da UNISOL Sergipe, Anderson Cardoso; e o presidente da UNISOL São Paulo, Isnaldo Lima da Costa. A presença dos dirigentes reforçou a relação histórica entre o sindicalismo, o cooperativismo e a economia solidária na organização dos trabalhadores e na construção de alternativas de desenvolvimento com geração de trabalho e renda.
Para Arildo Mota, a posse representa a continuidade de uma trajetória sindical que ultrapassa os limites do ABC e influencia a organização da classe trabalhadora em todo o país.
“Os Metalúrgicos do ABC ocupam um lugar fundamental na história das lutas sociais, da democracia e da defesa dos direitos no Brasil. A posse de Wellington e da nova direção representa renovação, continuidade e compromisso com os trabalhadores. A UNISOL Brasil participa deste momento reafirmando que o sindicalismo e o cooperativismo solidário caminham juntos na construção de um país com trabalho digno, desenvolvimento, democracia e justiça social”, afirmou.

Lula participa da cerimônia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que iniciou sua trajetória sindical nos Metalúrgicos do ABC, também participou da cerimônia. Em sua fala, destacou a importância histórica da categoria e defendeu o fortalecimento da indústria nacional, dos investimentos e da parceria com o Sindicato.
O evento contou ainda com a presença do ex-presidente da entidade Moisés Selerges; do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho; do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos; de Fernando Haddad; de Simone Tebet; do deputado estadual Teonilio Barba; além de outras autoridades, dirigentes sindicais e convidados.
A participação de Lula reforçou o simbolismo da posse em uma entidade que teve papel decisivo nas grandes mobilizações operárias do país, na redemocratização e na formação de importantes lideranças políticas e sociais.
“O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC demonstra como a organização construída no local de trabalho pode transformar a realidade de uma categoria e influenciar os rumos de todo o país. Essa experiência inspira o movimento sindical e também a economia solidária, especialmente em um momento no qual precisamos fortalecer a indústria, gerar empregos de qualidade e ampliar as oportunidades para todas as regiões do Brasil”, destacou Anderson Cardoso.
Segundo o dirigente, a retomada do desenvolvimento precisa considerar as diferentes formas de organização econômica dos trabalhadores.
“A reindustrialização e o crescimento econômico devem caminhar ao lado do cooperativismo, da autogestão e da economia solidária. Precisamos de um desenvolvimento que distribua oportunidades, respeite os territórios e coloque as pessoas no centro das decisões”, completou Anderson.
Novo presidente reforça compromisso com o chão de fábrica

Eleito em abril com 97,47% dos votos válidos, Wellington Damasceno tornou-se o 15º presidente da história do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Ao assumir a entidade, destacou que a nova gestão estará próxima do chão de fábrica, manterá o diálogo permanente com a categoria e dará continuidade às lutas pela valorização do trabalho, pela redução da jornada sem diminuição salarial e pela reindustrialização do país.
Metalúrgico desde 2001, Wellington iniciou sua trajetória profissional como montador de produção na Volkswagen Anchieta, após formação no SENAI. Advogado e pós-graduado em Direito e Relações do Trabalho, começou sua atuação sindical como representante dos trabalhadores na fábrica.
Em 2007, foi eleito para a Comissão de Fábrica da Volkswagen. Posteriormente, integrou a coordenação do Comitê Sindical de Empresa e, desde 2017, faz parte da direção do Sindicato, onde esteve à frente da Secretaria de Políticas Industriais e da área administrativa e financeira. Também é diretor do Instituto Lula e integrante do Comitê Mundial dos Trabalhadores na Volkswagen.
Para o presidente da UNISOL São Paulo, Isnaldo Lima da Costa, a trajetória do novo presidente fortalece a expectativa de uma gestão conectada às necessidades da base e aos desafios do desenvolvimento paulista e nacional.
“Wellington construiu sua trajetória a partir do chão de fábrica e conhece de perto a realidade dos trabalhadores. Essa experiência será fundamental para conduzir o Sindicato diante dos desafios da indústria, das novas tecnologias, da transição produtiva e da defesa dos empregos. A UNISOL São Paulo deseja uma gestão de muitas conquistas e de diálogo permanente com o conjunto dos movimentos sociais”, declarou Isnaldo.
Organização a partir dos locais de trabalho
O processo eleitoral dos Metalúrgicos do ABC foi realizado entre março e abril de 2026. No primeiro turno, a categoria elegeu 161 representantes dos Comitês Sindicais de Empresa e seis representantes do Comitê Sindical dos Aposentados.
No segundo turno, os trabalhadores escolheram Wellington Damasceno para a presidência, além dos integrantes do Conselho da Direção Executiva e do Conselho Fiscal. Adotado pela entidade desde 1999, o modelo fortalece a representação sindical nos locais de trabalho e amplia a participação direta da categoria nas decisões do Sindicato.
A posse da direção plena reafirma uma história de mais de seis décadas marcada pela defesa dos direitos, da democracia, da soberania nacional, do desenvolvimento industrial e da valorização do trabalho. Para a UNISOL Brasil, fortalecer essa articulação é essencial para construir políticas que aproximem sindicalismo, cooperativismo e economia solidária em torno de um projeto nacional de desenvolvimento inclusivo, sustentável e democrático.

