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Unisol Brasil destaca economia solidária como estratégia para fortalecer o SISAN

Oficina nacional debate papel da sociedade civil na segurança alimentar e destaca contribuição da Unisol Brasil

A II Oficina com Entidades Privadas sem Fins Lucrativos parceiras marcou um importante momento de diálogo e construção coletiva em torno do fortalecimento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN). Realizada nos dias 31 de março e 1º de abril, a atividade reuniu representantes da sociedade civil, governo federal e organizações que atuam na promoção da segurança alimentar, com o objetivo de aprofundar o debate sobre a adesão dessas entidades ao sistema.

A programação foi estruturada em mesas de debate, exposições temáticas e dinâmicas participativas, abordando desde os marcos normativos do SISAN até experiências concretas de implementação de políticas públicas de segurança alimentar e nutricional (SAN). Entre os principais destaques esteve o painel sobre parcerias entre sociedade civil e governo, que evidenciou o papel estratégico das organizações na execução de programas estruturantes e na capilaridade das políticas públicas nos territórios.

Nesse contexto, a participação da Unisol Brasil ganhou relevância por meio da contribuição do tesoureiro da entidade, Anderson Cardoso, que apresentou a experiência da organização na implementação do programa Coopera Mais. A iniciativa foi destacada como um exemplo concreto de como a economia popular e solidária pode contribuir diretamente para a promoção da segurança alimentar, ao integrar produção, geração de renda e acesso a alimentos de qualidade.

Ao compartilhar a experiência da Unisol, Anderson reforçou que as cooperativas e empreendimentos solidários desempenham um papel essencial na construção de um modelo de desenvolvimento mais justo e sustentável. 

“As cooperativas e os empreendimentos solidários têm uma capacidade real de articular produção e acesso a alimentos saudáveis nos territórios, ao mesmo tempo em que geram trabalho e renda. Isso mostra que a economia solidária é parte estratégica das políticas de segurança alimentar no país”, destacou.

Além das exposições, a oficina também promoveu espaços de escuta ativa, como as rodadas de motivações e riscos, nas quais os participantes puderam refletir coletivamente sobre os desafios, oportunidades e caminhos para a adesão das entidades ao SISAN. As dinâmicas possibilitaram identificar tanto o potencial de ampliação das políticas públicas quanto os entraves institucionais e operacionais ainda existentes.

Ao avaliar o cenário atual, Anderson Cardoso destacou que a consolidação do SISAN com a participação efetiva da sociedade civil exige avanços importantes, especialmente no reconhecimento das organizações como parte integrante da execução das políticas públicas. 

“O desafio está em construir mecanismos que reconheçam e valorizem o papel das organizações como co-produtoras de políticas públicas, garantindo condições reais de participação, financiamento e continuidade das ações. Ao mesmo tempo, a perspectiva é muito positiva, pois há um ambiente político favorável à reconstrução e ao fortalecimento do sistema, com maior integração entre Estado e sociedade”, afirmou.

Sobre Sisan

O Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) é uma política pública criada para garantir que todas as pessoas tenham acesso regular a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente e de forma saudável. Instituído pela Lei nº 11.346, de 2006, o sistema tem como base o reconhecimento da alimentação como um direito de todos.

Na prática, o SISAN organiza e articula as ações do poder público nas áreas relacionadas à alimentação, como agricultura, assistência social, saúde e educação. Ele também integra os três níveis de governo, federal, estadual e municipal, para planejar, implementar e acompanhar políticas que enfrentam a fome e promovam a segurança alimentar no país.

Outro ponto central do sistema é a participação da sociedade civil. Por meio de conselhos e conferências, organizações, movimentos sociais e entidades podem contribuir diretamente na construção e no monitoramento das políticas públicas, fortalecendo o diálogo com o Estado e garantindo que as ações estejam conectadas com a realidade dos territórios.

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