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Justiça seja feita

Confira a seguir um trecho dessa reportagem que pode ser lida na íntegra na edição da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios de março/2008
 
 


QUEREMOS LANÇAR
MARCA PRÓPRIA E
VENDER PRODUTOS
INDUSTRIALIZADOS
DIRETO AO CONSUMIDOR FINAL “

Reginaldo Vicentim, da Coagrosol 

 
 
Anos atrás, se alguém dissesse que o consumidor estava disposto a pagar mais caro por um produto que fosse ambientalmente correto, você não acreditaria. E se o produto fosse socialmente correto? Pois mercadorias produzidas e comercializadas de forma mais ética, sem explorar comunidades rurais de países subdesenvolvidos, já são uma realidade. No chamado Comércio Justo, paga-se mais caro pelos produtos e garante-se um preço mínimo aos pequenos produtores, de forma que eles possam manter suas atividades, concorrer com os grandes e ainda adotar práticas sustentáveis de produção. Em contrapartida, os produtores devem manter as crianças na escola, cumprir todas as leis trabalhistas e não agredir o meio ambiente, entre outras coisas.
 
O Comércio Justo surgiu em 1988 na Holanda para ajudar cafeicultores mexicanos a vender sua produção no exterior. O principal objetivo que norteia o Fair Trade (do inglês, comércio justo) é melhorar as condições de vida de pequenos agricultores do Hemisfério Sul, diminuindo o número de intermediários entre eles e os consumidores finais e garantindo um preço mínimo para suas mercadorias (se houver flutuações na oferta e na procura, eles podem vender por valores acima do preço mínimo, mas nunca abaixo), além do pagamento de um bônus para ser investido em infra-estrutura local.
 
A lógica funcionou – consumidores europeus, norte-americanos, japoneses e australianos se mostraram dispostos a pagar até 20% a mais por frutas, legumes, mel, castanhas, café, sucos, roupas, flores e bolas de futebol comercializados de forma justa – e ainda gerou um novo mercado para exportadores, importadores, varejistas e empresas processadoras que transformam estas matérias-primas em mercadorias industrializadas. Para garantir que os produtos são realmente feitos por pequenos empresários surgiram selos de certificação. Atualmente, o Comércio Justo envolve 57 países e cresce em média 37% ao ano desde 2001
 
Fonte: Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios de março/2008
Por Fernanda Tambelini
Fotos Manoel Marques
 
* O conteúdo completo dessa reportagem você encontra na revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios de março/2008
 

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