NotíciasNacionalFuncionária cria cooperativa, compra negócio e salva empresa da quebra

Funcionária cria cooperativa, compra negócio e salva empresa da quebra

Foto: UO(L
Foto: UOL

Funcionária do departamento financeiro de uma fabricante de válvulas, bombas e unidades hidráulicas em Cachoeirinha (RS), Nadir Daroit, 54, acompanhou de perto a derrocada da empresa, até o pedido de concordata.
Para evitar a demissão em massa e o fechamento definitivo da Rudick, empresa em que trabalhou por sete anos, ela reuniu um grupo de 20 funcionários e fundou a Coosidra (Cooperativa de Produção de Sistemas Hidráulicos). Num leilão, a cooperativa comprou a marca, os equipamentos e os projetos da antiga empresa, passando a administrar todo o processo de produção.
Concretizar o negócio, no entanto, não foi fácil. Passaram-se dez anos desde a fundação da Coosidra, em 1999, até a compra da Rudick, em 2009. Os recursos para a aquisição foram arrecadados por meio de um fundo de contribuição dos cooperados e de um empréstimo do sindicato dos metalúrgicos do RS.
“Conseguimos o dinheiro ao longo de dez anos em que a empresa foi administrada por um terceiro, nomeado judicialmente. Durante esse período, a Coosidra atuou como prestadora de serviços da empresa”, diz Daroit.
Ambiente masculino não intimida a empreendedora
Desde a fundação, Daroit é presidente da cooperativa e hoje lidera um grupo de 15 homens e três mulheres. Atuar num ambiente predominantemente masculino, para ela, é um desafio. “Fui a muitas reuniões em que eu era a única mulher. Os homens acham que a mulher é sexo frágil, mas eu transmito muita segurança naquilo que faço, sou bem clara e objetiva. Isso ajuda”, afirma.
Os desafios da empreendedora não se restringiram ao ambiente profissional. Três anos antes de assumir definitivamente a gestão da Rudick, Daroit ficou viúva e passou a tomar conta da empresa do marido, uma distribuidora de doces e salgados para o comércio da região.
Na época, seus dois filhos tinham 3 e 16 anos. “Durante três anos, eu toquei o negócio. Quando a demanda na Coosidra cresceu demais, tive de vender a distribuidora”, declara.
Atualmente, a cooperativa tem 1.500 clientes em todo o Brasil e atua usando a marca adquirida em leilão. Segundo a empreendedora, os 30 anos de mercado da Rudick ajudam na hora de fechar negócios.
Ela é uma das finalistas do prêmio Sebrae Mulher de Negócios, que reconhecerá, na quinta-feira (7), proprietárias de micro e pequenas empresas, participantes de negócios coletivos e empreendedoras individuais com histórias de superação.
Com informações do UOL Economia

Você também pode gostar:

Rede EcoUni quer conectar empreendimentos solidários e ampliar o acesso a mercados em todo Brasil

Empreendimentos da economia solidária produzem alimentos, artesanatos, cosméticos e uma diversidade de outros produtos e serviços. Apesar da importância dessas iniciativas para a geração...

Cuidado feminista ganha dimensão política em formação da Unisol Brasil

O cuidado não deve ser entendido apenas como uma responsabilidade individual ou uma atribuição natural das mulheres. Ele também é um direito, uma prática...

Mulheres debatem sobre gestão coletiva e transformação das relações de poder em formação da Unisol Brasil

O curso de Educadoras Populares no Enfrentamento à Violência contra a Mulher realizou, em 10 de setembro, o encontro de encerramento de uma etapa,...

Cultura feminista e arte como resistência marcam encontro de educadoras populares

O curso de Educadoras Populares no Enfrentamento à Violência contra a Mulher realizou, em 13 de agosto, seu décimo encontro, dedicado ao tema Cultura...