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Unisol Brasil prestigia 11a FEIRA de ECOSOL e a 22a FEICOOP, em Santa Maria (RS). E a Justa Trama recebe prêmio do BNDES

22 Feicoop Nelsa na abertura
Abertura do evento. Crédito Nelsa Nespolo (Justa Trama)

O presidente da Unisol Brasil, Arildo Mota Lopes, e o assessor da diretoria da UB, Ariel Fassolari, estiveram presentes na 11ª Feira de EcoSOL – Feira Latino Americana de Economia Solidária e na 22ª FEICOOP – Feira Internacional do Cooperativismo. Os eventos aconteceram em Santa Maria (RS), nos dias 11 e 12 de julho, no Centro de Referência em Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter.
A Justa Trama, filiada da Unisol Brasil, recebeu em cerimônia ocorrida no evento (descrita mais abaixo), o prêmio Sandra Magalhães, do BNDES, em reconhecimento das boas práticas de Economia Solidária. As cooperativas Nova Geração, Univens, Inovarte, Garraf Coopers e Nelsa Fabian Nespolo, líder da Justa Trama, Mirian Pocebon, da Unisol RS e Le Balestérica, acompanharam a premiação. Nelsa recebeu o prêmio em nome do grupo presente, agradecendo ao BNDES por este importante reconhecimento.
Paul Singer (SENAES/MTE) e Nelsa Nespolo na abertura da 22a FEICOP. Crédito: Maribel Kauffmann.
Paul Singer (SENAES/MTE) e Nelsa Nespolo na abertura da 11a Feira de ECOSOL e da 22a FEICOOP. Crédito: Maribel Kauffmann.

Cerca de 240 mil pessoas circularam pelos eventos, que reuniu 800 expositores de 27 Estados, e contou com a participação de 15 países. O secretário-geral da Presidência, Miguel Rossetto, esteve presente na abertura e ressaltou que as Feiras são “uma grande referência estadual e nacional e fazem com que Santa Maria se torne uma grande capital de Economia Solidária”.
A Feira EcoSOL concentra produtos da agroindústria familiar, artesanato, alimentação, hortifrutigranjeiros, plantas ornamentais e produção indígena de algumas tribos convidadas.
Entre as várias atrações, houve a entrega, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no dia 11, do Prêmio BNDES de Boas Práticas em Economia Solidária a 48 iniciativas. Foram escolhidos 30 empreendimentos econômicos solidários (EESs) formalizados, 8 ainda não formalizados e 10 redes de EESs, distribuídos por 21 Estados em todas as regiões brasileiras.
A premiação total chegou a R$ 1,26 milhão. Cada EES premiado, formalizado ou não, recebeu R$ 20 mil.Para cada rede contemplada serão destinados R$ 50 mil. Os recursos devem ser utilizados no fortalecimento e na consolidação das iniciativas agraciadas, contribuindo também para a formalização dos empreendimentos ainda não formalizados.
Os objetivos da premiação são os de reconhecer os esforços e ampliar a visibilidade de empreendimentos econômicos solidários que desenvolvam os princípios da autogestão, solidariedade e cooperação; incentivar a mobilização de atores sociais a partir de experiências e ações de referência para a sociedade; e aprofundar o conhecimento sobre o tema no País, melhorando o diálogo, a construção e a implementação de políticas públicas de apoio e investimento aos EESs.
O Prêmio BNDES de Boas Práticas em Economia Solidária é uma parceria com a Secretaria Nacional de Economia Solidária, do Ministério do Trabalho e Emprego (SENAES/MTE) e do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES).
Abertura do evento.Crédito: Suziane Gutbier.
Abertura do evento.Crédito: Suziane Gutbier.

A ECONOMIA POPULAR SOLIDÁRIA – para os organizadores de Santa Maria, a EPS vai muito além da “resistência”, da atuação para evitar a exclusão social e o desemprego. Ela aponta para nova prática econômica, ou então a“reinvenção da economia” provando que “uma outra economia é possível”. Economia esta capaz de criar e fortalecer novos Empreendimentos, gerando trabalho e renda, a partir do trabalho cooperativado, autogestionário. E com Gestão Participativa entre os homens e mulheres que constroem um novo modelo de desenvolvimento.
A prática da “Economia Popular Solidária” e do cooperativismo alternativo está fundamentada na autogestão, na cooperação, na produção coletiva, na comercialização direta, na justa distribuição da renda, na agroecologia e na agricultura familiar. Estes fatores valorizam o ser humano e o trabalho, acima do capital, formando novos sujeitos para o exercício da cidadania.
Quem organiza a Feira
A Teia Esperança é a Rede dos Empreendimentos Solidários Associados ao Projeto Esperança/COOESPERANÇA e foi criada no dia 14 de janeiro de 2003, com o objetivo principal de articular os Empreendimentos Econômicos Solidários (EESs) associados. E assim, empoderar os produtores (as) e consumidores (as) e motivá-los para o comércio justo e o consumo ético e solidário, por meio dos pontos de comercialização direta dos municípios da região central, além da interação entre os EESs. São mais de 40 espaços fixos de comercialização direta dos diversos grupos nestas localidades.
Os pontos da Teia Esperança são administrados de forma colegiada pelos próprios EESs organizados e associados ao Projeto Esperança/COOESPERANÇA e da Teia.
HISTÓRICO do PROJETO ESPERANÇA: UMA TRAJETÓRIA EM CONSTRUÇÃO
O Projeto Esperança é um dos setores do Banco da Esperança, da Diocese de Santa Maria, integrado com a Cáritas Regional (RS). Surgiu do estudo do livro:” A Pobreza e a Riqueza dos Povos” do autor africano Albert Tévoèdjeré. O estudo iniciou-se em 1982 e em 1985 foram criados os primeiros PACs (Projetos Alternativos Comunitários). Em 15 de agosto de 1987, foi criado o Projeto Esperança. É uma proposta que articula e congrega as experiências de EPS (Economia Popular Solidária) nos meios urbano e rural da região.
Feira de ES Santa Maria RS exposição
Barracas e mesas com exposição de produtos da Feira

Fontes: Site da 11a Feira/22a FEICOOP, site do BNDES, site do Jornal A Razão (jornal online), Nelsa Nespolo.

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