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UNISOL Brasil recebe visita institucional de dirigentes internacionais da CICOPA, Mondragón e Fundação Mundukide

Na última sexta-feira (7), a UNISOL Brasil recebeu em sua sede uma visita institucional de grande relevância para o cooperativismo de trabalho. Estiveram presentes Iñigo Albizuri, presidente da CICOPA, diretor de Relações Institucionais do Grupo Mondragón e presidente da Fundação Mundukide, e Natxo Devicente, economista e responsável pela cooperação internacional da Fundação Mundukide no Brasil.

A vinda dos representantes de entidades internacionais teve como principal objetivo fortalecer os laços de cooperação e intercâmbio entre a UNISOL Brasil e as redes mundiais do cooperativismo, além de conhecer de perto as experiências brasileiras de autogestão e desenvolvimento produtivo solidário.

Durante a agenda, a comitiva também visitou a Uniforja, uma das principais cooperativas centrais filiadas à UNISOL Brasil, localizada em Diadema (SP). No local, puderam acompanhar a estrutura de produção e o modelo de gestão democrática da cooperativa, que é uma referência nacional em organização autogestionária no setor metalúrgico.

Em fala durante o encontro, o presidente da UNISOL Brasil, Arildo Mota Lopes, destacou a importância simbólica e política da visita, lembrando que Iñigo Albizuri é hoje uma das principais lideranças do cooperativismo mundial:

“Foi extremamente importante essa visita. O Iñigo é presidente da CICOPA, que representa o ramo das cooperativas de trabalho em todo o mundo, dentro da Aliança Cooperativa Internacional (ACI). Além disso, ele é diretor de Relações Institucionais do grupo Mondragón, referência mundial em cooperativismo, e também preside a Fundação Mundukide, que atua com formação, intercooperação e estruturação de cooperativas em diversos países”, destacou Arildo.

O dirigente reforçou que o encontro consolida um passo importante no reposicionamento internacional da UNISOL Brasil, especialmente na retomada da filiação à ACI Mundial e à CICOPA, ampliando os canais de diálogo e troca de conhecimento técnico e político entre cooperativas de diferentes continentes.

“Trabalhar de forma articulada com essas redes globais é essencial. A intercooperação facilita o intercâmbio de tecnologias, metodologias de gestão e experiências que fortalecem o cooperativismo de trabalho. A visita reforça o reconhecimento internacional da UNISOL e abre portas para novas parcerias e projetos de cooperação”, completou.

Caminhos para o futuro

A visita dos dirigentes internacionais foi marcada por um ambiente de diálogo e aproximação, com a identificação de perspectivas para novos projetos de cooperação técnica e formação entre as entidades.

“Foi uma conversa muito positiva, de troca de experiências e de construção de perspectivas futuras. Nada fechado ainda, mas com a clareza de que a UNISOL Brasil é uma parceira estratégica dentro da rede global do cooperativismo de trabalho”, resumiu Arildo.

Com esse encontro, a UNISOL Brasil reafirma seu papel de referência latino-americana na promoção do cooperativismo de trabalho e da economia solidária, reforçando sua missão de construir pontes entre os trabalhadores e as redes internacionais que acreditam em um modelo de desenvolvimento mais solidário, sustentável e democrático.

A importância do intercâmbio internacional

A presença de representantes de instituições históricas do cooperativismo, como o Grupo Mondragón e a Fundação Mundukide, marca um momento especial de reconexão e intercâmbio entre o cooperativismo brasileiro e o europeu.

Essas trocas têm impacto direto no fortalecimento das cooperativas filiadas à UNISOL, possibilitando o acesso a novas ferramentas de gestão, inovação tecnológica, qualificação profissional e práticas de sustentabilidade. A construção de agendas conjuntas pode ampliar a presença do Brasil em fóruns internacionais e promover parcerias que tragam resultados concretos para os empreendimentos solidários.

O Grupo Mondragón, criado no País Basco, é hoje um dos maiores conglomerados cooperativos do mundo, símbolo de um modelo empresarial baseado na autogestão, na participação dos trabalhadores e na solidariedade entre cooperativas. Já a Fundação Mundukide, vinculada ao grupo, atua em mais de 10 países com programas voltados ao desenvolvimento sustentável e à formação cooperativa, apoiando redes locais de trabalho e renda.

Sobre a CICOPA

A CICOPA (Organização Internacional de Cooperativas Industriais e de Serviços) é a entidade mundial que representa o setor das cooperativas de trabalho, sociais e de produção. Reúne 52 membros de 36 países, que representam cerca de 65 mil empresas cooperativas e 4 milhões de trabalhadores em todo o planeta. Desde 1947, a CICOPA é uma organização setorial da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) e possui três estruturas regionais: a CECOP (Europa), a CICOPA Américas e a CICOPA Ásia-Pacífico, que promovem a intercooperação regional e o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao trabalho associado.

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