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UNISOL Brasil participa de ato histórico da Missão Josué de Castro na COP30 e reafirma compromisso com a soberania alimentar

A Missão Josué de Castro deu, que aconteceu na última quinta-feira (13), um passo decisivo rumo à transição dos sistemas alimentares no Brasil. Durante um ato simbólico e político no Espaço Chico Mendes, em Belém (PA), movimentos do campo e da cidade:  MPA, MTST, MAB, ASA, MMC, entre outros, se reuniram para celebrar a assinatura do convênio da Fase I do Projeto Sementes, iniciativa construída em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e a Fundação Banco do Brasil (FBB).

Com a presença do ministro Paulo Teixeira, o acordo consolida uma aliança estratégica para garantir acesso a sementes crioulas, fortalecer experiências de agroecologia camponesa e estruturar políticas públicas capazes de alimentar 5 milhões de pessoas, especialmente famílias periféricas e populações do campo, das florestas e das águas.

O ato reuniu centenas de lideranças em plena COP30, num momento em que, enquanto grandes corporações ocupam espaços oficiais, os movimentos populares apresentam caminhos concretos para enfrentar a crise climática a partir dos territórios.

Representando a UNISOL Brasil, Arildo Mota destacou que a iniciativa está totalmente alinhada à missão histórica da entidade de fortalecer cooperativas, empreendimentos solidários e redes produtivas que geram trabalho digno e alimentação saudável para o povo brasileiro.

“Vamos somar esforços, dialogar com as cooperativas e construir, coletivamente, as condições para que essas sementes se transformem em alimento, renda e soberania”, afirmou. 

A fala de Arildo reforça o papel da UNISOL na articulação entre agricultura familiar, economia solidária e bioeconomia: pilares essenciais para uma transição justa e inclusiva.

Soberania alimentar como caminho para enfrentar a crise climática

A assinatura do convênio marca um avanço concreto na disputa por modelos sustentáveis de produção e distribuição de alimentos. Mais do que responder à emergência climática, o Projeto Sementes constrói soluções que nascem dos próprios territórios onde mulheres, jovens, agricultores, ribeirinhos e povos tradicionais têm produzido práticas agroecológicas há décadas.

“Para a UNISOL Brasil, participar deste processo dentro da COP30 significa reafirmar a centralidade da economia solidária no enfrentamento da fome, na geração de renda e na construção de políticas públicas que devolvam ao povo brasileiro o direito à alimentação saudável”, destacou o presidente da entidade, Arildo Mota.

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