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UNISOL Brasil leva voz da Economia Solidária à França e defende nova arquitetura econômica global baseada em justiça social e sustentabilidade

A UNISOL Brasil – Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários do Brasil – representou o país em uma importante mesa internacional na França, levando ao centro do debate mundial o protagonismo da Economia Solidária como caminho estratégico para um novo modelo de desenvolvimento sustentável e inclusivo.

Anderson Cardoso, tesoureiro da UNISOL Brasil destacou a importância de construir uma nova arquitetura econômica global, que uma justiça social, sustentabilidade ambiental e democracia participativa.

Durante a intervenção, Anderson Cardoso afirmou que o olhar da UNISOL nasce do chão do Brasil — um país diverso, criativo e resiliente, onde milhões de trabalhadores constroem, cotidianamente, alternativas de produção e renda nos territórios populares, rurais, indígenas e periféricos. Segundo o Ministério do Trabalho, mais de 3 milhões de pessoas estão organizadas em cooperativas, associações e empreendimentos solidários, consolidando um setor que se apresenta como vetor real de transformação econômica e social.

O diretor nacional enfatizou que o mundo vive um momento decisivo diante da crise climática, da desigualdade crescente e da desestruturação do trabalho tradicional. Nesse cenário, o Brasil surge como potência viva da transição justa, movido pela força de seus territórios – da floresta em pé à agricultura familiar, das cooperativas de catadores ao cooperativismo energético. “Não falamos apenas de emprego, mas de trabalho com sentido — trabalho que garante dignidade, sustentabilidade, cidadania e democracia econômica”, destacou o representante da UNISOL.

O cooperativismo solidário foi apresentado como motor da inovação social e econômica. Trata-se de um modelo que nasce dos trabalhadores, não de grandes corporações, e que organiza catadores, agricultores, pescadores, quilombolas, mulheres e jovens em empreendimentos capazes de gerar renda, reduzir impactos ambientais e fortalecer a soberania local. “Não é assistencialismo — é inovação social, transição ecológica e soberania econômica dos territórios”, reforçou a entidade.

A fala também destacou o papel das universidades e centros de pesquisa brasileiros na construção de conhecimento aplicado aos territórios. O país conta hoje com mais de 100 incubadoras universitárias de Economia Solidária que articulam ciência, tecnologia e saberes populares. A UNISOL defendeu o fortalecimento da cooperação internacional por meio de intercâmbios científicos, pesquisas conjuntas e programas de formação voltados à transição justa e à economia solidária.

Encerrando sua participação, Anderson Cardoso lançou um chamado global à cooperação solidária, propondo alianças e investimentos em bioeconomia comunitária, reciclagem, energias renováveis e agroindústria de base familiar. “Acreditamos em uma economia que respeita as florestas e as pessoas. O futuro do planeta será solidário, sustentável e cooperativo — e queremos construí-lo juntos”, concluiu a entidade.

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