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UNISOL Brasil leva protagonismo da economia solidária à COP30 e defende justiça climática com inclusão social

Centenas de cooperativas brasileiras se fazem representar em debates, feiras e negociações internacionais na Conferência do Clima em Belém do Pará

A UNISOL Brasil já está de malas prontas para participar da COP30 com o objetivo de fortalecer o reconhecimento da economia solidária como eixo estratégico para uma transição ecológica justa. Em diferentes espaços da conferência, a entidade apresenta soluções sustentáveis já praticadas por cooperativas brasileiras, que unem geração de renda, agroecologia, sociobiodiversidade e tecnologias sociais.

A presença na COP30 reforça que o cooperativismo solidário tem papel decisivo no enfrentamento à crise climática. Para a UNISOL, qualquer plano de descarbonização deve considerar os trabalhadores e trabalhadoras dos territórios que já constroem alternativas econômicas baseadas na cooperação.

“Vamos ocupar os espaços estratégicos com o protagonismo das cooperativas brasileiras, mostrando ao mundo que a economia solidária é capaz de gerar trabalho, alimento saudável e vida digna para quem cuida dos bens comuns do planeta”, afirma Anderson Cardoso, tesoureiro da UNISOL Brasil.

Segundo Arildo Mota Lopes, presidente da UNISOL Brasil, estar na COP30 é um ato de afirmação política.
 “A economia solidária não é um setor à parte, é uma estratégia de desenvolvimento que já acontece nas comunidades. Queremos que ela seja reconhecida e fortalecida como política de Estado”, defende.

A secretária-geral da UNISOL Brasil, Magda de Sousa Almeida, reforça que a participação na COP30 é também um espaço de disputa de narrativa sobre quem apresenta soluções reais para o futuro do planeta:

“A COP30 é uma oportunidade para mostrar ao mundo que a economia solidária já pratica soluções sustentáveis nos territórios. Somos parte da transição ecológica, com modelos de produção que geram trabalho digno, respeitam o meio ambiente e colocam as pessoas no centro das decisões.”

A entidade pretende sair da conferência com compromissos concretos para financiar e ampliar iniciativas de impacto climático e social, como cadeias produtivas da sociobiodiversidade, reciclagem, artesanato, economia circular e energias renováveis.

A UNISOL Brasil espera também ampliar articulações internacionais e fortalecer redes que apostam em alternativas econômicas construídas coletivamente.

“A crise climática é global, mas as soluções nascem nos territórios. O cooperativismo solidário já faz parte da resposta que o mundo procura”, resume Arildo.

Programação da UNISOL Brasil na COP30

Durante toda a conferência, a UNISOL estará distribuída em diferentes áreas de participação:

📍 Feira da Sociobiodiversidade — Green Zone, Parque Nacional
 📅 10 a 21 de novembro | ⏱ 9h às 20h
 Promoção e comercialização de produtos sustentáveis dos territórios brasileiros.

📍 Quiosque da Agricultura Familiar — Green Zone
 📅 10 a 21 de novembro | ⏱ 9h às 20h
 Experiências da agricultura familiar e camponesa, com redes agroecológicas e solidárias.

📍 Território da Economia Popular e Solidária — UNAMA
 📅 11 a 14 de novembro | ⏱ 9h às 21h
 Debates, rodas de conversa e podcasts sobre transição justa, bioeconomia e economia popular.

📍 Espaço do Museu Emílio Goeldi
 📅 11 a 19 de novembro | ⏱ 9h às 20h
 Intercâmbio entre ciência, saberes tradicionais e povos originários.

🌍 Delegação Brasil – Blue Zone
 Representação oficial da economia solidária nas negociações climáticas.

✊ Cúpula dos Povos
 Incidência junto a movimentos sociais e povos tradicionais.

🌿 Agrizone – Embrapa
 Trocas sobre inovação sustentável e tecnologias sociais.

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