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UNISOL Brasil fortalece redes de Economia Solidária na COP 30 com participação de sua direção nacional

A UNISOL Brasil marcou presença em mais um dia de atividades na COP 30, fortalecendo o diálogo sobre desenvolvimento sustentável, redes produtivas e a centralidade da economia solidária na transição justa. Nesta quarta-feira (12), dirigentes da entidade participaram de duas mesas temáticas que integram o espaço dedicado às experiências amazônicas e aos debates sobre sustentabilidade no território.

A primeira mesa, realizada entre 14h e 15h30, teve como tema “Quem somos: as redes da economia solidária no Brasil e na Amazônia”. O painel contou com a presença do presidente da UNISOL Brasil, Arildo Mota Lopes, e da presidenta da Cooperativa Andorinha, Jurema Ledo, que apresentaram a trajetória da UNISOL e da Rede Andorinhas. O debate reforçou a importância da organização em redes como instrumento de desenvolvimento sustentável, inclusão produtiva e soberania dos territórios, especialmente em regiões estratégicas como a Amazônia.

Durante a atividade, foram destacadas também as pautas que têm orientado a atuação da UNISOL Brasil em 2025, entre elas a defesa da transição justa diante das mudanças climáticas. Ao responder perguntas do público, a direção da entidade reforçou o conteúdo do seminário realizado em julho deste ano, produzido em parceria com a Unicopas, e relembrou a Carta-Manifesto pela Transição Justa, reafirmando o compromisso dos empreendimentos solidários com o futuro do planeta.

A segunda mesa do dia debateu o tema “Economia solidária e universidade: pontes entre saberes e práticas”, e reuniu representantes da UNAMA (Universidade da Amazônia), da Rede Andorinha, de incubadoras universitárias e de centros públicos de economia solidária. Participaram do debate o diretor da Escola de Economia Solidária do Pará, Germino Ferraz de Andrade Júnior, e novamente a presidenta da Cooperativa Andorinha, Jurema Ledo, representando o pró-reitor de pesquisa e extensão da UNAMA, professor João Cláudio Arroyo.

A UNISOL Brasil esteve representada pela Secretária Institucional Márcia Dornelles, que destacou a importância estratégica da aproximação entre universidades, cooperativas e comunidades:

“A economia solidária nasce dos territórios, mas precisa também da produção de conhecimento, da troca de saberes e da formação técnica. As universidades são parceiras fundamentais para construir a transição justa que defendemos, aquela que garante trabalho digno, respeito à natureza e protagonismo dos povos da Amazônia”, afirmou Márcia.

Também integrou a mesa a representante do Centro Público de Economia Solidária da Região Metropolitana de Salvador (Cesol-RMS), Michele Leite da Silva, ampliando o diálogo com experiências de outras regiões do país.

Ao longo das duas atividades, ficou evidente que a COP 30 representa uma oportunidade histórica para reafirmar que as soluções para a crise climática passam pelos territórios, pelas redes comunitárias e pelas experiências que unem produção, cooperação e cuidado com a vida. 

“A presença ativa da UNISOL Brasil nas mesas temáticas reforça esse compromisso e evidencia o papel do movimento de economia solidária como agente central de transformação. A entidade segue acompanhando as atividades em Belém e participando de articulações com organizações nacionais e internacionais para consolidar políticas que promovam justiça climática, autonomia produtiva e desenvolvimento local sustentável”, finaliza Márcia.

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