Sem categoriaUNISOL Brasil assume protagonismo na construção de propostas para a COP 30

UNISOL Brasil assume protagonismo na construção de propostas para a COP 30

A Unisol Brasil deu um passo decisivo na articulação política da economia solidária rumo à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que será realizada em novembro de 2025, em Belém (PA). No dia 25 de julho, a entidade promoveu no Centro de Formação Celso Daniel, em São Bernardo do Campo (SP), o seminário nacional “Economia Solidária: um compromisso com a justiça climática e a inclusão social”, reunindo lideranças populares, acadêmicas, sindicais e de movimentos sociais para discutir os impactos da crise climática e as alternativas que partem dos territórios e da base produtiva popular.

Mais do que um espaço de reflexão, o seminário consolidou a Unisol Brasil como voz ativa no debate internacional sobre sustentabilidade, com a elaboração do Manifesto da Unisol Brasil Rumo à COP 30 – documento coletivo que reúne 14 propostas estruturantes e foi construído com a participação de representantes de cooperativas, associações, empreendimentos solidários, trabalhadores, movimentos sociais e entidades parceiras.

Estratégia coletiva e voz dos territórios

A atividade contou com a presença de representantes da economia solidária de todo o Brasil, além de especialistas e parceiros estratégicos, como o presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, Aroaldo Oliveira da Silva; o presidente da FUP, Deyvid Bacelar; a diretora técnica do Dieese, Adriana Marcolino; e representantes da Fundação Banco do Brasil e do Instituto Paul Singer.

Toda a direção da Unisol Brasil participou ativamente das atividades. Para o presidente da entidade, Arildo Mota, o evento marca o início de uma agenda propositiva em nível nacional e internacional.

“A COP 30 precisa ouvir a economia solidária. Produzimos um documento base, construído coletivamente, que apresenta propostas concretas para uma transição justa com protagonismo da classe trabalhadora, que historicamente é a mais afetada pelos efeitos da crise climática”, afirmou Arildo.

Arildo Lopes – Presidente UNISOL Brasil. Foto: Adonis Guerra

Um manifesto para o futuro

O Manifesto da Unisol Brasil Rumo à COP 30 propõe, entre outros pontos:

O reconhecimento da Economia Solidária como resposta concreta à crise climática;

A inclusão de um capítulo específico nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) brasileiras;

A construção de uma Política Nacional de Transição Justa com protagonismo popular e territorial;

A democratização do crédito, das compras públicas e da tecnologia;

A criação de indicadores de justiça climática para as políticas públicas.

A íntegra do documento está disponível em: 👉 Manifesto Unisol COP 30 – PDF

Diversidade, territórios e ação climática

A dirigente da Unisol Bahia, Anne Senna, destacou o impacto direto da pauta climática na vida dos trabalhadores e trabalhadoras da agricultura familiar e dos catadores:

“É preciso debater como a transição energética afeta os modos de vida e produção dos empreendimentos populares. O seminário foi provocador nesse sentido e abriu caminho para uma agenda ampla e propositiva de desenvolvimento sustentável”.

Anne Sena – Presidenta UNISOL Bahia. Foto: Adonis Guerra

Já a secretária-geral da Unisol Brasil, Nelsa Nespolo, reforçou a importância da participação social efetiva na luta por justiça climática:

“Não haverá transição justa sem o povo. Quem sofre com a seca, enchentes, poluição e perda de renda são as populações periféricas e tradicionais. Precisamos de uma grande campanha nacional que una participação popular com enfrentamento real aos poluidores”.

Nelsa Nespolo – Secretária Geral – UNISOL Brasil. Foto: Igor Andrade

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