A UNISOL Brasil está com inscrições abertas para a 4ª turma do Curso sobre Racismo Estrutural e Equidade Racial, iniciativa que integra um projeto contínuo de formação política e social voltado ao enfrentamento do racismo estrutural e à promoção da equidade racial no estado de São Paulo. A nova turma, com início previsto para janeiro de 2026, dá continuidade a um processo formativo que vem fortalecendo lideranças, qualificando agentes sociais e ampliando o debate sobre políticas públicas afirmativas em diferentes territórios. 👉 https://forms.gle/Kxd6JSBCk5x1rS8UA
Desenvolvido em parceria com o Fórum Benedita da Silva, a Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo e a Coordenadoria de Políticas para a População Negra, o curso parte da compreensão de que o racismo não é um fenômeno individual, mas um sistema historicamente construído, reproduzido nas instituições, nas relações sociais e nas desigualdades que estruturam a sociedade brasileira. O projeto é viabilizado por meio de emenda parlamentar da Lei Orçamentária Anual (LOA), reforçando seu caráter público e institucional.
Para Carla Zulu, integrante do Fórum Benedita da Silva e uma das formadoras do curso, a proposta formativa busca aprofundar a compreensão histórica do racismo no Brasil como base para a transformação social.
“A gente vai remontar o Brasil Colônia, o Brasil República, falar da monarquia, da Lei Áurea e de pontos fundamentais para entender como isso tudo se formalizou no que hoje chamamos de racismo estrutural no país”, explica.
Segundo Carla, a formação combina conteúdo crítico, troca coletiva e acessibilidade.
“São aulas dinâmicas, com uma troca de ideias muito rica, totalmente on-line. Você sai da sua casa, marca o horário com a gente e participa. É um espaço de formação, reflexão e construção coletiva”, destaca.
Arildo Mota, presidente da UNISOL Brasil, ressalta que a formação integra uma estratégia mais ampla da Central no enfrentamento às desigualdades raciais.
“O racismo estrutural organiza desigualdades profundas no Brasil e impacta diretamente a vida da população negra, indígena e da classe trabalhadora. Enfrentá-lo exige formação crítica, compromisso político e ações concretas que se traduzam em políticas públicas e transformação social”, afirma.
Sobre a formação
O curso é direcionado a jovens lideranças comunitárias, integrantes da sociedade civil organizada, universitários, gestores públicos, conselheiros municipais e estaduais, empreendedores, artistas, profissionais da comunicação e demais pessoas interessadas, a partir dos 18 anos, que desejam ampliar seus conhecimentos e atuar como agentes de transformação em seus territórios.
A formação dialoga diretamente com temas como a escravidão no Brasil, a abolição inconclusa, o mito da democracia racial e seus impactos contemporâneos, em consonância com a Lei Federal nº 10.639/2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira. Nesta 4ª edição, o curso passa a contar com aulas semanais on-line, garantindo maior continuidade pedagógica, acompanhamento sistemático dos conteúdos e ampliação dos espaços de diálogo.
“A gente revisita a história do Brasil, da escravidão à abolição inconclusa, passando pelo mito da democracia racial para entender como essas estruturas ainda organizam as desigualdades de hoje. Com aulas semanais on-line, mas também com ações presenciais nos territórios, a ideia é formar uma rede de multiplicadores, pessoas capacitadas para levar esse debate adiante e construir, na prática, caminhos de enfrentamento ao racismo estrutural”, finalizou Carla.
Ao longo do projeto, também estão previstas atividades presenciais e ações formativas em municípios como Sorocaba, Marília, Araraquara, São Carlos, Osasco e regiões do Consórcio do Grande ABC, podendo ser ampliadas conforme o desenvolvimento das atividades. A meta é formar 300 pessoas, criando uma rede de multiplicadores comprometidos com o enfrentamento ao racismo estrutural.
Os participantes que alcançarem mínimo de 75% de presença e 75% de aproveitamento nas atividades receberão certificado de participação.

