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Um homem dedicado à apicultura

Sitonho trabalha com a produção de Mel desde o final dos anos 1970
Sitonho trabalha com a produção de Mel desde o final dos anos 1970

Antonio Leopoldino Dantas Filho, 55 anos, sendo 32 dedicados à produção de mel, é uma das referências do segmento em todo o País. Aprendeu os segredos da apicultura com profissionais que migraram do Sul para o Nordeste. Depois de muitos anos de concorrência com os demais produtores, Sitonho, apelido pelo qual é conhecido, percebeu que o melhor era unir forças. Foi ele um dos fundadores da cooperativa Casa Apis, em Picos, no Piauí, onde hoje atua como diretor geral.
Sua história no segmento começou no final da década de 1970. Sitonho era um estudante pertencente a uma família de agricultores de subsistência. Criavam caprinos, ovinos e plantavam para consumo próprio. O excedente para venda era muito pequeno. “Posteriormente, meu pai chegou a ter uma pequena farmácia que herdei quando ele faleceu. Mas com a chegada de grandes redes esse empreendimento se mostrou inviável. Hoje trabalho apenas com mel”, explica.
Apesar da experiência adquirida no fim dos anos 1970, somente no início do século 21 o espírito cooperativista foi devidamente assimilado por parte dos produtores locais. Até aquele momento, as experiências na criação de cooperativas de apicultores fracassavam por problemas de gestão e pela falta de entendimento de como esse tipo de empreendimento funciona.
Sintonho conta que antes um apicultor era concorrente do outro. As cooperativas que surgiam fracassavam porque na prática tinham um ‘dono’ que levava vantagem sobre os demais participantes. Por outro lado, sem união, quem lucrava era o atravessador, que comprava barato para vender caro. “Desde 1998 pensávamos em montar uma cooperativa séria. A ideia foi amadurecendo até que em 2002 reunimos um grupo e finalmente criamos a cooperativa”.
Os primeiros parceiros surgiram no ano seguinte e, na atualidade, a Casa Apis conta com apoio dos programas dos governos federal e estadual e de órgãos como o Sebrae, por exemplo. “Também tivemos apoio da Unisol. Ajuda importante porque eles enviavam técnicos para cá e me deu a oportunidade de conhecer empreendimentos em São Paulo. A experiência foi valiosa, pois contribuiu para a sustentabilidade da Casa Apis”.

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