NotíciasRepresentante da Unisol Rio de Janeiro é nomeado conselheiro no CMES

Representante da Unisol Rio de Janeiro é nomeado conselheiro no CMES

 
Gelson Silva, recebendo os cumprimentos pela nomeação.

Gelson Silva, recebendo os cumprimentos pela nomeação.

A Unisol no Rio de Janeiro continua se fortalecendo, ao estar presente nos principais debates relacionados ao cooperativismo. Desta forma, Gelson Silva, assessor técnico no Estado, e presidente da Cooperativa dos Catadores da Zona Oeste (COOTCARJ), filiada a Unisol, foi eleito para conselheiro no Conselho Municipal de Economia Solidaria (CMES) no município do Rio de Janeiro. A eleição ocorreu no dia 03 de novembro, na Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico e Solidário (SEDES -RJ). Esteve presente Vinicius Assumpção, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Solidário da capital.
Um pouco de história
A zona oeste do Rio tem uma longa história ligada ao lixo. O Aterro Metropolitano de Jardim Gramacho, no município de Duque de Caxias, era o destino do lixo de cidades da Baixada Fluminense, além de cerca de 85% dos detritos produzidos na cidade do Rio de Janeiro. Entre três mil e quatro mil pessoas trabalhavam no local, cercado por favelas, e mais de 30 mil dependiam das atividades de catação no aterro.
Na metade dos anos 2000, o aterro atingiu sua capacidade máxima, levando a risco de desabamentos, intervenções, negociações com os catadores   e procura de novos espaços por parte da prefeitura de Duque de Caxias. Em outubro de 2008, a  Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb) decidiu interditar setenta por cento da área do aterro sanitário de Gramacho em decorrência da alta frequência de aparição de rachaduras. Em janeiro de 2009, a secretaria de meio ambiente do município informou que, em Jardim Gramacho, existiam doze aterros clandestinos. Para o prefeito deste município, que naquele momento era José Camilo, esses lixões deveriam ser fechados imediatamente porque ofereciam grande risco ambiental. Ele atribuiu o crescimento de lixões clandestinos à cobrança de taxas para entrada no Aterro Sanitário de Jardim Gramacho.
Nesse contexto, alguns trabalhadores formaram, em 2004, a Associação dos Catadores do Aterro Metropolitano de Jardim Gramacho, com apoio do Instituto Brasileiro de Inovações em Saúde Social (Ibiss). Organizados e pressionando o poder público, os  catadores conseguiram 0 fechamento do lixão após a negociação de indenizações. Em 3 de junho de 2012, com a presença do prefeito Eduardo Paes e da ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira, o aterro sanitário de Gramacho foi fechado. Na ocasião, a ministra informou que a meta nacional é o encerramento de todos os lixões até 2014 (o assunto está em discussão no Congresso Nacional).
As 10 mil toneladas de lixo do município do Rio de Janeiro, antes despejadas neste aterro, passaram a ser encaminhadas à Central de Tratamento de Resíduos em Seropédica, cidade da microregião de Itaguaí, a 50 km da capital carioca (mais informações em http://www.cidadeolimpica.com.br/projetos/ctr-seropedica). Mas outras regiões do Rio ainda sofrem com problemas de aterros sanitários, oficiais ou clandestinos.
Fontes: Sites da Prefeitura Municipal do RJ, Wikipedia, CTR Seropédica, Unisol RJ;

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