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Projetos aumentam a produtividade de cooperativas no Norte

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Daniel Guimarães Lima foi eleito coordenador da região norte 1 no 3º Congresso da UNISOL Brasil, em novembro de 2012.

A Unisol Brasil (Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários) recebeu nesta sexta-feira (05/07) a visita de Daniel Guimarães Lima, coordenador da Região Norte 1, que compreende os estados do Tocantins, Pará e Amapá. O objetivo da visita foi o de trazer informações para os principais dirigentes da associação sobre o trabalho que está sendo desempenhado nas cooperativas de sua jurisdição, assim como o sucesso de alguns projetos implantados.
Entre as iniciativas citadas por Lima estão a de mecanização das lavouras de mandioca, arroz, milho, feijão, entre outras plantações, e também o de criação de peixes (aquicultura). A implantação de novas técnicas e equipamentos nesses segmentos aumentaram a produtividade e, consequentemente, a renda das famílias envolvidas com o trabalho nas cooperativas.
No caso da maniva (caule da mandioca, cortado e replantado para geração de outra mandioca), a produtividade era de 18 toneladas por hectare plantado. Com a mecanização do processo a produção foi triplicada. “O mesmo ocorreu com outras culturas. O aumento varia de três a seis vezes”, comentou o coordenador da Região Norte 1.
Lima explica, porém, que a mecanização não é o único fator a beneficiar os agricultores. Para compensar o desgaste maior do solo gerado pelas máquinas, as cooperativas aprenderam a usar adubo orgânico em substituição a qualquer tipo de fertilizante químico. Para isso, aproveita-se de tudo, desde folhas das árvores da floresta que caem no chão até a palha que sobra de outras plantações. “O adubo orgânico se mostrou mais eficiente que o químico”, garante.
No caso da aquicultura, as novas técnicas empregadas envolvem o correto dimensionamento dos tanques e a substituição de ração industrializadas por alimentos da dieta natural dos peixes como determinadas frutas nativas. Para se ter ideia da eficácia, com o método natural são necessários 12 meses para que um peixe atinja de um a dois quilos de peso enquanto que, com a nova técnica, em oito meses o peixe está com o tamanho ideal para venda.

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