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Leitura na Fábrica inaugura biblioteca na Uniferco

A partir desta segunda-feira (9), os poetas Fernando Pessoa e Cecília Meireles, os romancistas João Guimarães Rosa e José Saramago, o psicólogo Sigmund Freud e vários outros escritores fazem parte do cotidiano dos 50 metalúrgicos responsáveis pela Uniferco, uma cooperativa de usinagem e fundição de alumínio em Diadema.
 
Todos esses autores estão no Ponto de Leitura inaugurado na última sexta-feira na Uniferco pelo projeto Leitura na Fábrica.
 
A iniciativa, pioneira no Brasil, é patrocinada pela Prefeitura de Diadema, o governo federal e nosso Sindicato.
 
Ela busca incentivar no trabalhador o hábito de leitura com a instalação em seu local de trabalho de uma biblioteca com 650 livros dos mais variados assuntos, mesa, cadeiras, três puffs, um computador completo e uma impressora.
 
Meios de produção
“O ex-presidente sul-africano, Nelson Mandela, dizia que só a educação e a cultura podem transformar realmente um país. E eu concordo com ele”, comentou o presidente do Sindicato, Sérgio Nobre, durante a inauguração.
 
“Um bom livro transforma as pessoas para melhor”, completou.
 
Para o prefeito de Diadema, Mário Reali, instalar uma biblioteca em uma cooperativa é representativo do momento atual do Brasil.
 
“Na Uniferco, os trabalhadores são donos dos meios de produção”, lembrou.
O Ponto de Leitura na cooperativa é o terceiro do projeto Leitura na Fábrica, todos em Diadema.
 
Os outros dois foram instalados na IGP e na Legas Metal. Outros sete ainda serão inaugurados.
 
Mauro quer ler poesia
Em cada fábrica, um trabalhador se apresentou para receber treinamento de agente de leitura na Regional Diadema do Sindicato.
 
Caberá a esse companheiro incentivar os demais a pegarem os livros e esclarecer suas dúvidas sobre as obras.
 
Na Uniferco, a auxiliar administrativa Flavia Santiago Rodrigues, já sabe a quem fará sua primeira indicação.
 
“Desde que soube da instalação da biblioteca ele me pede livros de poesia”, contou a agente.
 
Ela se refere a Mauro Raimundo Alves, auxiliar de produção de 46 anos.
 
“Sempre li e frequentei bibliotecas”, disse o companheiro que cursou até a 8ª série.
 
“Não me preocupo muito com o autor do livro, desde que eu possa ler as poesias que ele escreveu”, concluiu Mauro.
 
Fonte: Site do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
 

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