Curso promovido pelo Dieese reúne lideranças de todo o país em um programa inédito de qualificação sobre sindicalismo e transformação tecnológica rumo a um futuro do trabalho mais justo e inclusivo no Brasil
A Unisol Brasil (Central de Cooperativas e empreendimentos solidários) marcou presença na edição 2025 do Programa de Capacitação de Dirigentes e Assessores Sindicais (PCDA) – Novas Tecnologias e Futuro do Trabalho no Brasil, promovido pelo Dieese em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego. Representando a Central, participou do curso o recém-eleito Anderson Viana, diretor regional em Minas Gerais.
Com carga horária de 240 horas e formato híbrido, o programa reúne dirigentes de todo o país para refletir sobre os impactos da digitalização, da automação e de novas formas de organização do trabalho. Estruturado em três módulos — Capitalismo, tecnologia e desigualdade; Trabalho, tecnologia e cidadania; e Trabalho, lutas sociais e novas utopias — o PCDA busca fortalecer a ação sindical diante das transformações tecnológicas e sociais, preparando lideranças para construir agendas de regulação e combate às desigualdades
Na avaliação de Anderson, participar logo após sua eleição como diretor regional é uma oportunidade estratégica para alinhar formação e prática sindical:
“O programa tem como objetivo principal promover a formação política, profissional e acadêmica dos dirigentes sindicais e lideranças sociais com ênfase nas novas tecnologias e seus impactos sobre o futuro do trabalho. A proposta é fortalecer a capacidade de negociação e de formulação de propostas sindicais e estimular a construção de agendas para combater a desigualdade, melhorar as condições de vida do trabalho e elaborar diagnósticos sobre os efeitos das transformações tecnológicas no Brasil”, explica.

O dirigente destacou ainda os conteúdos abordados no primeiro ciclo, que contou com aulas, debates e mesas redondas com especialistas renomados:
Nessa primeira semana presencial os participantes tiveram momentos intensos de estudo e troca de experiências; a aula inaugural com o professor Rui Braga, sobre trabalho e sindicalismo em tempos de inteligência artificial; reflexões a partir da leitura de Nancy Fraser, sobre hegemonia, capitalismo e formas de vida; e uma mesa com Ana Carolina Lima, Sérgio Amadeu e Ricardo Tamachiro sobre novas tecnologias, impactos no trabalho e tendências para a desigualdade.
“Foram dias de muito aprendizado coletivo, análises críticas e troca inspiradora com lideranças de diversos segmentos do país”, contou Anderson.
O curso segue agora com atividades online e novos módulos presenciais em outubro e dezembro. Para Anderson, a formação é fundamental para fortalecer a atuação sindical e a economia solidária frente às transformações em curso:
“Essa formação fortalece não só o olhar para os desafios atuais, mas também a capacidade de pensar alternativas estratégicas para um futuro do trabalho mais justo e inclusivo no Brasil.”

