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Cooperplásticos se firma no mercado

A Cooperplásticos, localizada na cidade de Simões Filho, na Bahia, encontrou na reciclagem de sobras industriais um nicho para aumentar seu faturamento e se firmar no mercado. O empreendimento, criado em 2007 a partir da falência da Plásticos Norbi, conta hoje com seis clientes industriais que repassam matéria-prima para ser recuperada.
“Atuamos como prestadores de serviços. Eles nos enviam as sobras, nós moemos, tingimos e granulamos para que eles possam reutilizar na linha de produção. Recebemos pela mão de obra”, explica Jurandir Bastos Cardoso, presidente do empreendimento baiano.
De acordo com Cardoso, a Cooperplásticos também mantém parceria com cooperativas de catadores. Estas entregam plásticos de todos os tipos que são processados para venda posterior. “Trabalhamos com catadores desde nossa fundação e mantemos a parceria. Mas hoje o peso das indústrias em nosso faturamento é bem maior devido ao volume fornecido para processamento. As empresas representam 75% da nossa receita”, explicou.
História – Quando a Cooperplásticos foi criada, a situação dos trabalhadores era bem difícil. A então Plásticos Norbi, devia vários meses de salário, não depositava o Fundo de Garantia a mais de um ano e estava endividada.
Para sanar o problema, uma comissão formada por representantes dos funcionários, lideranças da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e do Sindicato dos Químicos e Petroleiros avaliou a situação e sugeriu a criação de uma cooperativa para que os trabalhadores tocassem o negócio por conta própria.
Com apoio da UNISOL Brasil, que prestou toda a assessoria necessária e apontou os caminhos que viabilizassem o projeto, o empreendimento tornou-se uma realidade. O início não foi fácil. Os cooperados ficaram cerca de sete meses sem retirada, apenas cuidando das máquinas.
“Em 2009, a situação melhorou com o apoio da Petrobras que, após negociação que envolveu a CUT, forneceu para nós 40 toneladas de plástico e ferro. Com a venda dessa matéria-prima, conseguimos comprar um moinho para triturar os resíduos e também reformamos o galpão da empresa”, lembra o presidente.

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