NotíciasDestaqueCNDH instaura comissão de apuração de condutas do Ministro do Trabalho em...

CNDH instaura comissão de apuração de condutas do Ministro do Trabalho em relação aos direitos humanos

Em sua 31ª reunião ordinária, realizada em 25/10, o Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) decidiu instaurar uma Comissão de Apuração de Condutas e Situações Contrárias aos Direitos Humanos do Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.
A medida foi motivada pela publicação, no dia 16 de outubro, da Portaria nº 1.129/2017, do Ministério do Trabalho, que altera os conceitos que definem o trabalho escravo no Brasil, reduzindo as situações que caracterizam o crime e dificultando a sua fiscalização.
Esta é a primeira vez que o colegiado abre um procedimento apuratório, recurso previsto na lei que cria o conselho (Lei nº 12.986/2014). A justificativa para abertura do procedimento são as ações reiteradas adotadas pelo ministro, desde o início de sua gestão, que criam dificuldades ao processo de erradicação do trabalho escravo no país, como na ação voltada à não publicação da lista suja e, mais recentemente, com a publicação da Portaria MTB nº1129/2017.
A portaria, criticada nacional e internacionalmente, por entidades como a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Ministério Público do Trabalho, teve inclusive seu efeito suspenso temporariamente por uma ação da ministra Rosa Weber, do STF, em 24/10.
Leo Pinho, que apresentou a proposta pela Comissão Permanente de Direito ao Trabalho e que integrará a comissão apuradora, informa que o CNDH vai comunicar a medida ao ministro, que apresentará defesa a ser analisada pela comissão.
“É inadmissível retroceder dessa maneira nos direitos humanos para contentar os ruralistas. Apresentei pela primeira vez ao Plenário do CNDH a proposta de abrir um procedimento de apuração de condutas violadoras do Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, que foi aprovada por unanimidade. O CNDH aponta com essa medida que não aceita nenhum retrocesso no combate ao trabalho escravo”, diz Pinho.
 

Você também pode gostar:

Rede EcoUni quer conectar empreendimentos solidários e ampliar o acesso a mercados em todo Brasil

Empreendimentos da economia solidária produzem alimentos, artesanatos, cosméticos e uma diversidade de outros produtos e serviços. Apesar da importância dessas iniciativas para a geração...

Cuidado feminista ganha dimensão política em formação da Unisol Brasil

O cuidado não deve ser entendido apenas como uma responsabilidade individual ou uma atribuição natural das mulheres. Ele também é um direito, uma prática...

Mulheres debatem sobre gestão coletiva e transformação das relações de poder em formação da Unisol Brasil

O curso de Educadoras Populares no Enfrentamento à Violência contra a Mulher realizou, em 10 de setembro, o encontro de encerramento de uma etapa,...

Cultura feminista e arte como resistência marcam encontro de educadoras populares

O curso de Educadoras Populares no Enfrentamento à Violência contra a Mulher realizou, em 13 de agosto, seu décimo encontro, dedicado ao tema Cultura...