NotíciasNacionalAutoridades se reunem para solenidade oficial do Seminário Nacional UNISOL Brasil

Autoridades se reunem para solenidade oficial do Seminário Nacional UNISOL Brasil

Um dos momentos mais aguardados do primeiro dia do Seminário Nacional e 3º Congresso UNISOL Brasil foi à abertura oficial com a presença de diversas autoridades. A solenidade ocorreu na noite desta quarta-feira, 21, no Cenforpe Ruth Cardoso, em São Bernardo do Campo. O plenário contou com a presença de mil pessoas, entre elas 500 delegados e sociedade civil. O tema trabalhado neste ano é ‘Desenvolvimento Sustentável da Economia Solidária Brasileira’.
Um dos primeiros discursos da solenidade foi do representante da Cooperar Argentina, Ariel Guarco, que aproveitou a ocasião para salientar sobre 2012 ser o Ano Internacional das Cooperativas, com o tema ‘Construindo um Mundo Melhor’. De acordo com Guardo há 15 dias, na Inglaterra, foi criada a Aliança Cooperativa Internacional, envolvendo países do Mercosul em prol da Economia Solidária.
Krishna Farva, representante do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) Nacional, relembrou a parceria que a entidade mantêm com a UNISOL Brasil há cinco anos e que em 2012 firmam o terceiro convênio, contribuindo com estratégia e desenvolvimento no campo cooperativista.
A Economia Solidária representa 6 % da fatia do PIB (Produto Interno Bruto Nacional), números levantados durante a fala de Reinaldo Prates, delegado federal do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário), que representou o ministro Pepe Vargas. Segundo Prates, o órgão pretende aprimorar as políticas públicas, avançando em novas iniciativas a nível internacional.
É a primeira vez que a Cospe (Cooperação para o Desenvolvimento dos Países Emergentes) participa do Seminário Nacional e 3º Congresso da UNISOL. A entidade esteve muito bem representada por sua presidente Eleonora Migno. Conforme explicou, após o evento a UNISOL sairá preparada para os próximos desafios. “Participar do Congresso nos traz a possibilidade de conhecer melhor essa central. Esperamos definir estratégias para que outra economia possa acontecer na América Latina e Europa”, disse.
Outra autoridade presente na mesa de abertura do evento foi Luiz Ademir Possamai, presidente da Unicafes (União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária). Em suas palavras, ele diz que a instituição que coordena está empenhada em mostrar a sociedade que o trabalhador tem condições de fazer história e desenvolvimento. “O cooperativismo é a principal ferramenta para manter o povo operando no campo de forma organizada”, afirmou.
A italiana Sandra Pareschi, presidente da Nexus, foi ovacionada ao brincar sobre o sucesso do Seminário Nacional UNISOL Brasil ao dizer que o próximo terá de ser feito no estádio do Pacaembu, em São Paulo, pela quantidade de pessoas presentes, número que tem aumentado com o passar dos anos. Ela contou que acompanhou o nascimento da Central de Cooperativas, quando representantes do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC foram até a região da Emilia Romana para conhecer o sistema cooperativista, modelo que serviu de inspiração para o mundo.
Cerca de R$ 1 bilhão de investimentos sociais na Economia Solidária foi o montante calculado em 2012 pela Fundação Banco do Brasil, conforme informou Eder Marcelo de Melo, diretor executivo da instituição. “O Brasil vem demonstrando crescimento bastante interessante, com inclusão social e distribuição de renda de maneira justa”, ressaltou.
Outra mulher que compôs a mesa foi Zenaide Honório, presidente do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) Nacional. Ela ressaltou a parceria entre UNISOL, BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e Fundação Banco do Brasil, para projeto inédito que cria condições de financiamento a fim de manter micro e pequenas empresas.
Este ano a expectativa do BNDES é destinar 40% da renda aos empreendimentos econômicos solidários, de acordo com Marcelo Porteiro Cardoso, superintendente da área Agropecuária de Inclusão Social do banco. “Com a pujança do mercado interno, a Economia Solidária ganha papel cada vez mais relevante neste cenário”, esclareceu Cardoso.
A mesa ainda foi formada por Teonílio Monteiro, o Barba, diretor da UNISOL Brasil, por Roberto Marinho, secretário adjunto da Senaes (Secretaria Nacional de Economia Solidária), pela delegada do Congresso da UNISOL Brasil, Nelsa Fabian Nespolo, e pelo presidente de honra da Central de Cooperativas e prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho.
“Quero fazer breve homenagem ao saudoso amigo Enrico Giusti, pelo companheirismo e mensagem que nos deixou. Com ele aprendemos a importância do trabalho solidário e, em meio a crise que vivíamos em 1997, criamos alternativas autogestionários, demonstrando que somos capazes de gerir empresas e fazer a diferença”, lembrou Luiz Marinho.
Para fechar a solenidade Arildo Mota Lopes, presidente da UNISOL Brasil, destacou que a Economia Solidária é a porta de entrada para os 16 milhões de trabalhadores brasileiros. “A sustentabilidade é muito importante para o desenvolvimento dos empreendimentos. Para isso vamos construir propostas que oriente o Governo Federal”.
Atividades:  
Anteriormente a sessão solene, os painéis temáticos tiveram continuidade durante toda à tarde, sendo eles: Encontro de Catadores e Cataforte (Programa de Fortalecimento do Associativismo e Cooperativismo dos Catadores de Materiais Recicláveis) – mediado por Fábio Luiz Cardoso, coordenador do projeto; As Cooperativas Sociais no Mercosul – mediado por Arildo Mota Lopes, presidente da UNISOL Brasil; Encontro da Agricultura Familiar – mediado por Israel de Oliveira Santos, coordenador nacional do setorial de Agricultura Familiar da UNISOL Brasil; Encontraf de Turismo Sustentável, mediado por Marcelo Rodrigues, secretário geral da UNISOL Brasil; Encontro de Empresas Recuperadas – mediado por Cláudio Domingos da Silva, diretor administrativo da Metalcoop, cooperativa da cidade de Salto.
Uma das atividades culturais do evento foi o grupo de teatro Família Fernandes, de São Bernardo do Campo. Eles arrancaram risos da platéia com peça bastante interessante que contava a história do casamento na roça, envolvendo diversas questões sociais, como o preconceito.

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