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ASSOCIAÇÃO DE AGRICULTURA FAMILIAR NO PIAUI TENTA INSTALAR PONTO DE VENDAS EM RODOVIA FEDERAL

Com 20 famílias associadas, Casa Verde vem trabalhando para fornecer para comerciantes em substituição à feira livre, suspensa por causa da pandemia

A Associação Casa Verde, apoiada pela Unisol na cidade de Colônia de Gurgueia, no interior do Piauí, conseguiu, com a ajuda dos comerciantes locais, superar as dificuldades de comercializar sua produção. Agora, a associação negocia com a Prefeitura um espaço à beira da rodovia BR-135.
Criada no final de 2020 e fundada em janeiro de 2021 sob as premissas da economia solidária, a Casa Verde reúne 20 associados, cada um representando uma família. Todos têm pequenas áreas de plantio e de criação, e com elas reúnem um extenso leque de produtos. Eles vão desde hortaliças – alface, rúcula, couve-manteiga, cebolinha, coentro, salsinha – a grãos, como milho e feijão, além de frutas (caju, manga, acerola, cajá e umbu) e de animais de pequeno porte.
Esses produtos eram vendidos na feira livre da cidade, que ocorria aos sábados, mas foi suspensa em razão da pandemia. Em solidariedade, porém, comerciantes locais se disponibilizaram a ceder espaço aos produtos dos pequenos agricultores. “A parceria tem contribuído para reduzir os impactos negativos gerados pela covid-19”, diz a engenheira agrônoma Rejane Meyson, presidenta da associação.
CENTRAL – E a Casa Verde teve uma experiência-piloto positiva: montou uma barraquinha às margens da BR-135, que liga Minas Gerais ao Maranhão, passando pela Bahia e pelo Piauí. O ponto de vendas atraiu motoristas que passam pelo município. “A BR é muito movimentada, e nossa expectativa é absorver o fluxo tanto da rodovia quanto da cidade”, diz a agrônoma, que é formada pela UFPI e já assessorou a Unisol, antes de se instalar em Colônia de Gurgueia para ajudar a impulsionar a associação.
E o objetivo da Casa Verde agora é, em colaboração com a Prefeitura, instalar um quiosque de vendas fixo, por meio de uma concessão municipal de direito de uso. E que ele seja transformado logo numa central para comercializar a produção local dos agricultores familiares. “Já começamos a conversar com o prefeito esta semana”, completa Meyson.

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