Evento reuniu cerca de 50 empreendimentos e marcou um novo ciclo de organização comunitária e fortalecimento da economia solidária no município
Entre os dias 27 e 29 de novembro, Acrelândia viveu um momento histórico com a realização da 1ª Feira da Agricultura Familiar e Economia Popular Solidária, iniciativa que mobilizou agricultores, associações, cooperativas, gestores públicos e organizações parceiras. A atividade contou com participação ativa da UNISOL Acre, por meio da equipe estadual, e reuniu aproximadamente 50 empreendimentos da agricultura familiar e da economia solidária, consolidando um espaço de integração, geração de renda e afirmação das políticas públicas do setor.
Realizada no Pavilhão da Igreja Católica, na Avenida Geraldo Barbosa, a feira trouxe para o centro da cidade a diversidade produtiva das comunidades rurais e urbanas de Acrelândia. Durante os dois dias, o público encontrou uma ampla variedade de alimentos frescos, artesanato, produtos sustentáveis e iniciativas inovadoras conduzidas pelos empreendimentos locais.
A construção da feira foi antecedida por uma intensa agenda de preparação, com reuniões de planejamento, encontros com empreendimentos, visitas técnicas, ações de mobilização e o lançamento oficial da atividade para toda a comunidade. A divulgação também alcançou as rádios locais, o que ampliou significativamente o alcance do evento.
Para Carlos Omar da Silva, presidente da UNISOL Acre, um dos responsáveis pela condução da feira, o processo representou mais do que um calendário de atividades, foi um marco de organização social no município.
“O evento foi muito bom pelo sentido de conseguir organizar a comunidade. Reunimos cerca de 50 empreendimentos e mostramos que a política pública da economia solidária e da agricultura familiar chegou com força em Acrelândia. A primeira feira do município traz uma conotação muito positiva. Tivemos preparação, reuniões com os empreendimentos, lançamento oficial, divulgação no rádio, abertura e encerramento com certificação. Foi muito bonito ver o público presente e despertar o interesse pela economia solidária”, destacou Carlos.
Programação movimentou cultura, formação e integração comunitária
Além da comercialização, a feira também abriu espaço para atividades culturais e educativas. O público acompanhou apresentações de forró pé de serra, oficinas, momentos formativos e um animado desfile sustentável, que valorizou práticas de reciclagem e consciência ambiental.
O encerramento contou com a entrega de certificados de participação aos empreendimentos e parceiros, reforçando o caráter formativo e permanente da ação.
O saldo da feira foi considerado extremamente positivo pelos organizadores. Para Carlos, além do fortalecimento econômico e social, a iniciativa deixou como principal legado a criação de um processo contínuo de organização e planejamento envolvendo os produtores locais.
“Como encaminhamento da feira, já temos uma segunda agenda marcada. No dia 28 de janeiro vamos nos reunir novamente com os empreendimentos para planejar as ações de 2026. É uma sequência de trabalho, e isso é muito importante para transformar essa agenda em política pública estruturante”, completou.









