O curso de Educadoras Populares no Enfrentamento à Violência contra a Mulher realizou, em 13 de agosto, seu décimo encontro, dedicado ao tema Cultura Feminista. A atividade on-line reuniu mulheres para conversar sobre como a arte, a cultura e a organização coletiva podem contribuir para enfrentar a violência e ampliar a presença feminina nos espaços de decisão. E a décima atividade do curso da UNISOL Brasil e reuniu mulheres para dialogar sobre enfrentamento à violência, participação e fortalecimento coletivo
A formação é coordenada por Magda Almeida, secretária-geral da UNISOL Brasil. O encontro teve como convidada Luciene Rosa, advogada, especialista em Direitos Humanos e com experiência em gestão cultural. Ela abordou diferentes formas de violência contra as mulheres: física, psicológica, sexual, patrimonial, moral e institucional — e destacou a importância de enfrentar o machismo desde a formação de crianças e jovens.

“A formação de educadoras populares fortalece mulheres que já atuam em seus territórios e cria espaços de escuta, troca e construção coletiva. Ao compartilhar conhecimentos e experiências, ampliamos nossa capacidade de enfrentar a violência contra as mulheres e de apoiar umas às outras”, afirma Magda.
A arte foi discutida como instrumento de expressão, denúncia e conscientização. As participantes também conversaram sobre a valorização das histórias de mulheres de diferentes territórios e trajetórias, o reconhecimento de lideranças e a construção de relações de apoio dentro dos movimentos.

Para Vitória Vitor, a escuta fortalece o aprendizado coletivo: “O interessante que está sendo aqui no curso não é só o aprendizado, mas o respeito que a gente está tendo uma com a outra e a escuta.”
A artesã Herilene Santos ressaltou a resistência presente no cotidiano das mulheres: “A luta é diária. A gente é artesã, e é muita luta para estar resistindo.”
O encontro também abordou o autocuidado como parte da luta coletiva. Cuidar de si, compartilhar responsabilidades e apoiar outras mulheres foram apontados como caminhos para que educadoras e lideranças comunitárias sigam atuando em seus territórios.

