A Unisol Brasil, representada pela sua secretária-geral, Magda Almeida, participou do 1º Encontro Nacional do Programa Paul Singer, realizado entre os dias 25, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, e 26 e 27 de maio, no Centro Técnico Educacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), em Luziânia (GO). O evento reuniu os 580 profissionais que integram o programa, além de representantes de instituições parceiras, gestores públicos e organizações da sociedade civil para debater os rumos da Economia Popular e Solidária no Brasil.
Promovido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o encontro teve como objetivo fortalecer a articulação nacional dos agentes territoriais, compartilhar experiências desenvolvidas nos estados e discutir estratégias para consolidar a Economia Popular e Solidária como política pública permanente.

A programação contou com debates sobre conjuntura política, implementação da Lei Paul Singer, grupos temáticos, troca de experiências nos territórios, mostra de saberes e sabores e construção coletiva de propostas para fortalecer a atuação dos agentes nas comunidades. O encontro também reafirmou a Economia Solidária como uma estratégia de desenvolvimento baseada na cooperação, na autogestão e na geração de trabalho e renda.
Ao longo dos debates, foram compartilhadas experiências de cooperativas, associações e grupos produtivos que fortalecem a inclusão social, a sustentabilidade e a organização coletiva nos territórios. A atividade destacou ainda a importância da implementação da Lei Paul Singer e da ampliação das políticas públicas para consolidar a Economia Solidária como instrumento de transformação social e combate às desigualdades.
Magda destacou a importância da retomada das políticas públicas voltadas ao setor e os impactos concretos que a Economia Solidária promove na vida das pessoas, especialmente entre mulheres em situação de vulnerabilidade.

“A economia solidária é transformação de vida. Ela fortalece empreendimentos que já existiam e cria novos, trazendo esperança e autonomia, principalmente para mulheres que enfrentam o racismo e o feminicídio. Esse programa é uma oportunidade única de reconstrução e reconhecimento da importância da economia solidária em nível nacional”, afirmou.
O secretário nacional de Economia Popular e Solidária, Fernando Zamban, ressaltou o papel estratégico dos agentes territoriais na reconstrução das políticas públicas do setor. Segundo ele, os profissionais atuam diretamente em comunidades rurais, urbanas, aldeias indígenas e periferias, contribuindo para ampliar oportunidades de geração de trabalho e renda.
“Os agentes trazem muitos desafios: anos de ausência de políticas públicas, dificuldades de acesso ao mercado, crédito, finanças, redes de organização e ao mundo do trabalho. Mas a economia solidária tem respostas para muitas dessas questões. É um processo de longo prazo, mas já temos conquistas importantes que devolvem aos territórios uma perspectiva diferente de vida”, destacou.
Entre os encaminhamentos debatidos durante o encontro estão a implementação da Lei Paul Singer (Lei nº 15.068/2024), a consolidação do Sistema Nacional de Economia Solidária, a ampliação da articulação entre ministérios e a atualização do Cadastro Nacional de Empreendimentos Econômicos Solidários (Cadsol).
Programa fortalece milhares de empreendimentos pelo país

Lançado em 2024, o “Programa de Formação Nacional Paul Singer Agentes de Economia Popular e Solidária” foi criado para retomar e fortalecer a política pública nacional voltada à Economia Solidária, promovendo inclusão social, geração de renda e desenvolvimento territorial.
A iniciativa conta com 500 agentes territoriais distribuídos nos 26 estados e no Distrito Federal, acompanhados por 54 coordenações estaduais, em parceria com a Fundacentro e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
Até maio de 2026, o programa já havia realizado mais de 36 mil ações em todo o país, alcançando diretamente mais de 226 mil pessoas em 1.080 municípios brasileiros. A maior presença está concentrada na região Nordeste, seguida pelas regiões Sudeste e Sul.
Nos territórios, os agentes atuam no fortalecimento de cooperativas, associações, grupos produtivos e empreendimentos solidários. A coordenadora estadual do programa no Amapá, Maria Sonale de Queiroz, destacou que o trabalho é construído a partir da escuta e do acompanhamento permanente das comunidades. “É a partir dessa escuta e acompanhamento que nós conseguimos observar as necessidades dos empreendimentos solidários e fortalecer o território”, explicou.

