Entre os dias 15 e 17 de setembro, em Brasília, a Unisol Brasil participou da Conferência Temática de Emergência Climática, Agricultura Familiar e Transição Agroecológica, realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e organizada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf).
O evento integra as etapas preparatórias da 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (3ª CNDRSS) e da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que acontecerá em novembro, em Belém (PA).
Representada por Anderson Cardoso, tesoureiro da Unisol Brasil, a entidade reforçou a centralidade da Economia Popular Solidária como resposta à emergência climática, destacando a agricultura familiar e a agroecologia como bases para a geração de renda, segurança alimentar e preservação ambiental.
“Precisamos colocar a Economia Solidária no centro da agenda climática no Brasil e no mundo. Agroecologia, saberes tradicionais, protagonismo de mulheres, juventude e povos do campo, das águas e das florestas não são apenas temas periféricos, mas pilares para uma transição justa. O Brasil tem condições de apresentar ao mundo, na COP30, que existem outros caminhos possíveis”, destacou Anderson Cardoso.

Programação e debates
A conferência reuniu representantes da sociedade civil, movimentos sociais, agricultores familiares e instituições governamentais em três dias de atividades, com mesas temáticas, oficinas e plenárias
Entre os principais pontos abordados, destacamos:
- Agroecologia e Agricultura familiar como respostas sustentáveis;
- Compras públicas (PAA, PNAE, hospitais e escolas, entre outros) como motores para mercados sustentáveis;
- Inovação tecnológica solidária e cadeias de baixo carbono (reciclagem e energias renováveis);
- Territorialidade e políticas públicas, valorizando a diversidade regional;
- Justiça climática com protagonismo de mulheres, jovens e povos tradicionais.
Próximos passos da Unisol Brasil
A partir das contribuições apresentadas na conferência, a Unisol Brasil definiu como ações prioritárias:
- Ampliar a presença da produção solidária nas compras públicas;
- Fortalecer cadeias produtivas sustentáveis e circulares;
- Promover espaços de formação em justiça climática;
- Atuar intensamente para inserir a Economia Solidária na agenda climática.
Rumo à COP30
Com vistas à conferência da ONU em Belém, a Unisol vai:
- Defender a Economia Solidária como prioridade popular frente à crise climática;
- Levar experiências concretas de agroecologia, moedas sociais e inovação comunitária;
- Construir alianças internacionais para dar visibilidade global ao modelo brasileiro de inclusão produtiva e desenvolvimento sustentável.

