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Economia solidária é aposta para gerar emprego e renda no Complexo do Alemão

Há um ano e meio, antes mesmo da operação policial que expulsou traficantes de drogas do local, a prefeitura e as lideranças comunitárias procuram levantar o potencial comercial do complexo e identificaram cooperativas de transportes, de salgadinhos, de reciclagem de garrafas PET e outros grupos que são considerados informais.
“A comunidade tem produtos ou serviços poucos exploradas como o turismo, a comunicação popular e a construção civil”, acrescenta o secretario de Desenvolvimento Econômico Solidário da prefeitura, Marcelo Henrique da Costa. “Achamos que é possível desenvolver uma série de negócios, facilitar a cadeia produtiva, da comercialização à venda, em feiras e até pela “internet.”‘
Além de práticas comerciais sustentáveis, o projeto de economia solidária (Rio Ecosol) vai ensinar os empreendedores a calcular custos e formar preços, controlar a produção, “marketing” e logística compartilhada. Segundo a organizadora, Adriana Bezerra, como já há pequenos empresários na comunidade que fazem essas atividades, os educadores podem ser recrutados lá mesmo.
“Às vezes, têm uma pessoa fera em comercialização porta à porta. Essa pessoa será convidada a ensinar os demais”, afirmou ela. “Vamos ajudar a montar o curso, mas valorizar o que já foi feito na comunidade e os próprios atores sociais é o nosso objetivo.”
Para garantir que todas as atividades econômicas do Alemão possam participar do Rio Ecosol, os empreendimentos serão identificados pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Para isso, serão treinados moradores da localidade, que por cerca de nove meses de levantamento serão remunerados com um salário mínimo.
O administrador do Ponto Solidário no Alemão, Ricardo Gomes de Souza, que faz a ponte entre a prefeitura e os empreendedores, conta que a comunidade está começando a viver um bom momento e avalia que a pacificação atrai pessoas para a rede. Segundo ele, os moradores querem expandir os negócios para melhorar as condições de vida.
“As pessoas aqui trabalham na economia formal. Se matam para ganhar dinheiro o ano todo e com o décimo salário pagam dívidas. O diferencial desse projeto é perspectiva de se dar bem. É a autogestão que faz com que procurem, coletivamente, melhorar o seu produto ou serviço, vender mais e gerar renda para um número maior de trabalhadores “, afirmou o líder comunitário.
Também fazem parte do projeto Rio Ecosol o Complexo de Manguinhos, na zona norte, o Morro Santa Marta, na zona sul, e a Cidades de Deus, na zona oeste. Nessa comunidade ainda será criado um banco comunitário para emprestar dinheiro com juros baixos à comunidade.
Fonte: Agência Brasil

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